Sete

1147 Words
Romana Acordo com um monte de beijos da minha mãe, e a abraço forte. — Saudade dessa minha filha linda. Quase não te vejo agora que está trabalhando. — Também to com saudade de você mãe. - falei e a mesma abriu um sorriso que eu não via há muito tempo em seu rosto. — Cadê o papai? — Saiu cedo para procurar trabalho. - diz com os olhos brilhando. — Que legal mãe! - falei tentando demonstrar a mesma alegria dela, porém, não tenho mais tanta fé assim no meu pai. — Bom! Se arruma que eu fiz café da manhã pra gente. - ela da um beijo na minha testa e se retira. Vou no banheiro e tomo um banho, faço todas as higienes e escolho uma jeans preta e uma camiseta laranja do meu arsenal de roupas novas, escolhi um tênis preto super lindo da adidas e gostei do que vi no espelho. Peguei a minha mochila para checar os livros que teria que levar hoje e tomei um susto quando vi o cartão black do Dorian no bolso da frente, junto com um bilhete: " Compre o que quiser esse cartão não limite, ele também passa por aproximação mas a senha é ROM123 " Fico por um momento observando aquele cartão na minha mão, fico me perguntando se devo aceitar ou não, mas aí eu lembro daqueles olhos azuis me olhando intensamente e me dizendo que eu sou apenas dele. Um sorriso brota nos meus lábios e então e eu guardo o cartão novamente na mochila. Vou para a cozinha e minha mãe já está me esperando com a mesa posta, tem bolo e sanduíche, também tem suco e café com leite, cereal e frutas. Um banquete que ha muito tempo não fazíamos em casa. Tudo por causa do meu suposto trabalho, e novamente a minha mente vai de encontro ao Dorian, ele se importa e se preocupa tanto comigo, meu coração se aquece só de pensar nisso. — Tão pagando bem no seu trabalho né? - minha mãe pergunta sorrindo. — Sim, e também tem as gorjetas. - odeio ter que mentir pra ela, mas a situação com o meu pai já está tão complicada que não tenho coragem de magoar ela com toda aquela história de aposta, afinal, o Dorian acabou me salvando daqueles caras. — Fico muito feliz filha, mas agora que seu pai vai voltar a trabalhar você não vai precisar mais fazer isso, e vai se dedicar apenas aos estudos. - ela diz animada e eu concordo sorrindo. — Tenho que ir agora. — Vai com Deus filha. Te amo. — Também te amo. - dou um beijo nela e saio correndo para ver se consigo chegar a tempo no ponto de ônibus, mas antes de chegar na esquina eu me lembro que eu não preciso fazer isso, então eu chamo um uber, pago com o cartão do Dorian, e chego a tempo de assistir a primeira aula. Inclusive quando eu passo no corredor eu recebo uma avalanche de atenção, parece até que todo mundo parou o que estava fazendo para olhar pra mim, me deixando um pouco constrangida. — O que aconteceu com os seus moletons? - Bia me pergunta. — Resolvi usar calça jeans hoje. - respondi dando de ombros. — Você tá muito linda Rom. - o José chega e me dá um abraço. — Obrigada. - respondi sorrindo pra ela. — Ta, já chega ou vou ficar com ciúmes. - o José diz e a Sara sorri pra ela. — Tão linda quanto você, e a é minha amiga você não precisa se preocupar. - ele explica enquanto eu fico dando risada dos dois. — Se ela se aparecer arrumada assim na festa da Bia não vai sobrar pra ninguém. - foi a vez da Taty comentar. — Ta gente, eu só tirei o moletom, também não é pra tanto. - falei já sem graça e caminhando em direção a sala. — Até por que o cartão de visita dele são esses olhos. - o Guto comenta me olhando com intensidade e aí mesmo que eu fico sem graça. — Vem logo pra sala Rom, antes que alguém ataque você. - a Bia me chama sorrindo e eu sigo a minha amiga. (....) Quando sai do cursinho, a minha mãe me ligou dizendo que meu pai havia sumido e não estava atendendo o celular. Então peguei um Uber e fui direto pra casa, ela já tinha chegado do salão e a expressão de felicidade no seu rosto já havia sumido, novamente por culpa do meu pai. Nós passamos a tarde procurando por ele em todos os pontos que ele costuma ficar pra jogar mas não o encontramos. E quando chegamos em casa já a tardinha percebemos que a energia da nossa casa tinha sido cortada. — Não é possível, seu pai garantiu que estava pagando tudo certinho. - minha mãe disse indignada. — Não entendo como é que você ainda dá dinheiro na mão daquele cara. - falei irritada. — Não fala assim dele filha, ele ainda é o seu pai. - minha mãe disse e eu pigarreei. Se ela soubesse. — É sério filha, ele está doente, não sei se é certo virarmos as costas pra ele. - minha mãe tenta me convencer. — Tudo bem. - respondi pra ela. Mandei mensagem pra o Dorian avisando que não teria como ir ver hoje pois a minha mãe estava precisando de mim, no mesmo instante ele respondeu dizendo que entendia, o que eu achei super fofo da parte dele. Então eu e a minha mãe acendemos umas velas no meu quarto e dormimos agarradinhos na minha cama, esperando receber alguma notícia do meu pai. Que por ventura só veio aparecer pela manhã, se fazendo de vítima e dizendo que estava frustrado pois não tinha conseguido emprego. Minha mãe nem olhou na cara dele e foi direto pra o salão, eu voltei pra o meu quarto e me arrumei pra ir pra o cursinho, mas antes peguei todos os boletos atrasados de energia e água, gás e internet e quitei todos com o cartão do Dorian, ele disse que poderia usar como quisesse e eu não aguento ver a minha mãe passar por essas situações tendo uma maneira de resolver. — Filha você m*l falou comigo nos últimos dias. - o homem que me botou no mundo diz quando eu passo pela sala em direção a porta. — Não enche Hugo. - respondi chateada. — Filha espera! - ele diz e eu paro no portão, sendo i****a o suficiente pra imaginar que ele vai me pedir perdão. — O Dorian está te dando dinheiro? Será que você poderia me emprestar um pouco? - ele pede com a maior cara de p*u. — Vai se ferrar Hugo! - disse com raiva e sai para o cursinho.
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