Alina A luz da alvorada filtrava-se pelas cortinas pesadas, pintando o quarto com um cinza melancólico. Eu havia caído no sono no sofá, exausta pela noite de vigília, e meu corpo protestava com espasmos de dor ao me esticar. Meus olhos se fixaram na cama, onde Vladlen repousava, e o pânico gelado percorreu meu sangue como um veneno. O peito dele... não se movia. Ele estava imóvel, uma estátua de mármore branco desprovida de vida. Corri para o lado dele, com as mãos trêmulas pressionando seu peito, buscando qualquer sinal de que aquele coração teimoso ainda pulsava. Estava lento, quase imperceptível. — Kraus! — gritei em direção ao corredor, sentindo a desesperança me sufocar. — Kraus, venha aqui! Sem esperar, subi na cama, posicionando-me sobre ele para iniciar as compressões. —

