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Vladen - Meu Mafioso Russo

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VLADLEN: MEU MAFIOSO RUSSO

Um sonho desfeito. Uma vida por um fio. Um contrato assinado com o próprio d***o.

Alina Ricci tinha o futuro traçado em seus esboços de arquitetura. Jovem, bela e de uma humildade rara, ela lutava nas ruas históricas de Roma para realizar o sonho de sua graduação e cuidar de sua mãe, D. Isabella. Mas quando o coração de sua mãe começa a falhar e o sistema público lhe vira as costas, Alina descobre que o desespero tem um rosto — e ele é assustadoramente atraente.

Vladlen Volkov é o nome que a Europa sussurra com temor. Um mafioso russo de presença esmagadora, feições rústicas e uma força bruta que dobra até os homens mais cruéis. Ele é o dono das sombras, um predador selvagem que nunca aprendeu a aceitar um "não". No submundo, as mulheres fogem de seu toque, temendo a fama de sua natureza bruta e insaciável entre quatro paredes.

Porém, quando Alina entra em seu escritório implorando por ajuda, Vladlen não vê apenas uma jovem desesperada. Ele vê uma pureza que o insulta e o fascina. Ele vê a luz que falta em seu mundo de crimes.

A proposta dele é tão letal quanto irresistível: ele salvará a vida de Isabella. Em troca, Alina lhe entregará um ano de sua vida.

Levada para uma mansão isolada na paradisíaca Costa Esmeralda, Alina se vê presa em uma gaiola de ouro entre o mar azul e o olhar cinzento de seu captor. Ela esperava encontrar um monstro, mas encontra uma obsessão que a consome. Sob o sol da Sardenha, ela descobrirá que Vladlen não quer apenas sua obediência... ele quer quebrar sua resistência até que ela pertença a ele, corpo e alma.

Neste jogo de poder e submissão, quem será o primeiro a ruir?

"Você comprou meu tempo, Vladlen. Não meus sentimentos."

"Você se engana, malen'kaya rata. Eu comprei tudo. E vou reivindicar cada centímetro do que é meu."

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Capítulo 1: O Peso do Grafite e do Café
​O som do despertador às 04:30 da manhã não é um convite para o despertar; é um golpe seco no centro do meu crânio. Estico o braço para fora das cobertas finas, sentindo o ar gelido do nosso pequeno apartamento no Trastevere, e desligo o aparelho antes que o segundo toque desperte minha mãe. ​Fico imóvel por um minuto, encarando o teto com manchas de infiltração que desenham mapas de lugares onde nunca irei. Meus músculos doem. É uma dor crônica, uma mistura de horas em pé no balcão da cafeteria e noites curvada sobre a prancheta de desenho. ​Levanto-me em silêncio e caminho até o quarto ao lado. A porta range, um som que eu conheço como a batida do meu próprio coração. Me aproximo da cama e observo o peito de mamãe subir e descer de forma irregular. Ela parece tão frágil, uma boneca de porcelana quebrada que eu tento colar todos os dias com remédios caros e sorrisos forçados. Toco sua testa. Sem febre. Mas o lábio arroxeado me diz que o oxigênio ainda é uma luta para ela. ​— Só mais um pouco, mami — sussurro, ajeitando a manta. — O próximo turno dobrado vai pagar a nova dose de Digoxina. ​Visto meu uniforme: calça preta gasta e a camisa polo marrom da cafeteria. Prendo meu cabelo castanho em um coque apertado, sem me dar ao trabalho de olhar no espelho. Eu sei o que veria: olheiras profundas e a palidez de quem não vê o sol de Roma, exceto através de vidraças. ​Às 06:00, o vapor da máquina de café expresso já me envolve. O aroma de grãos torrados é o meu perfume diário. A cafeteria no centro de Roma é um desfile de ternos caros, turistas ruidosos e o desprezo velado de quem me vê apenas como uma extensão da máquina de café. ​— Alina! Duas fatias de panettone e um ristretto para a mesa quatro! — grita o gerente. ​Corro. Meus dedos estão marcados. De um lado, as manchas de grafite da madrugada, quando tentei finalizar o projeto de urbanismo para a faculdade; do outro, pequenas queimaduras vermelhas do leite vaporizado. Sou uma bolsista em uma das universidades de arquitetura mais renomadas da Itália, mas lá eu sou um fantasma. Os outros alunos discutem o barroco e o modernismo enquanto planejam viagens para as Maldivas; eu calculo quantos cafés preciso servir para pagar o aluguel e manter o coração de minha mãe batendo. ​Minha herança latina me deu a resiliência; o solo europeu me deu a dureza. Eu sou pequena, magra, quase invisível entre as colunas imperiais desta cidade, mas carrego o mundo nas costas. ​Ao meio-dia, sinto que minhas pernas vão ceder. Olho para o relógio na parede de pedra. Ainda faltam seis horas de turno antes de eu correr para a aula noturna. Meu estômago ronca, mas eu o ignoro. Cada euro economizado é um batimento cardíaco garantido para ela. ​Eu não sabia, enquanto limpava aquela bancada de mármore pela centésima vez, que minha rotina de sacrifícios estava prestes a ser estilhaçada. Eu era apenas uma formiga em meio às ruínas de Roma, sem saber que um predador vindo do gelo já estava a caminho. ​Sinto o peso da bolsa de lona no meu ombro, carregada com os livros de estruturas metálicas que parecem pesar toneladas sob o sol de Roma. Saio da cafeteria em um trote curto, cruzando a Piazza Navona sem olhar para as estátuas que os turistas fotografam com tanto deslumbre. Para eles, isso é arte; para mim, são apenas obstáculos no caminho entre o subemprego e a sala de aula. Meus pés latejam dentro dos tênis gastos, mas a adrenalina do cansaço é a única coisa que me mantém de pé. ​Na faculdade, o ar condicionado é um choque térmico que me faz estremecer. Sento-me na última fileira, tentando esconder minhas mãos manchadas de café sob a mesa de desenho. Ao meu redor, o perfume caro das minhas colegas de classe flutua como uma barreira invisível. Elas discutem sobre colunas coríntias e viagens de fim de semana para a Costa Esmeralda. Eu apenas abro meu caderno, cujas bordas estão levemente úmidas do suor do meu turno, e começo a traçar linhas que sonho transformarem-se em hospitais um dia. ​O professor começa a falar sobre a grandiosidade da arquitetura romana, sobre como o concreto sobreviveu aos séculos. Eu penso na minha mãe. O coração dela não é feito de concreto; é um músculo exausto que falha a cada sístole. Minha mente divaga entre o cálculo de carga de uma viga e o preço do novo medicamento que o cardiologista receitou. Se eu faltar uma aula, perco a bolsa. Se eu faltar um turno, ela perde a vida. É uma aritmética c***l da qual não consigo fugir. ​A aula termina e a noite já engoliu a cidade. Caminho de volta para casa, sentindo o frio cortante do inverno romano se infiltrar pelo meu casaco fino. A fome é uma pontada aguda no estômago, mas eu a silencio com um gole de água morna da minha garrafa. Passo em frente a uma farmácia e olho para a vitrine iluminada. Faço as contas mentalmente pela décima vez no dia. Se eu pular o jantar por três dias, consigo comprar as vitaminas suplementares que ela precisa. Não é uma escolha, é uma necessidade. ​Ao chegar no prédio antigo no Trastevere, o elevador está quebrado, como de costume. Subo os quatro lances de escada sentindo cada vértebra protestar. O corredor cheira a mofo e a jantar alheio. Quando abro a porta do nosso apartamento, o silêncio me atinge primeiro. É um silêncio pesado, que sempre me faz prender a respiração até ouvir o som da máquina de oxigênio ou o pigarro fraco dela vindo do quarto. ​— Alina? É você, querida? — a voz dela sai rouca, carregada de um esforço que me corta a alma. ​— Sou eu, mami — respondo, forçando uma nota de alegria na voz que eu definitivamente não sinto. Deixo minha bolsa no chão e vou direto para a cozinha preparar o pouco que temos. — O dia foi ótimo. Ganhei umas gorjetas extras e o professor elogiou meu projeto de pavimentação. ​Minto com a facilidade de quem já transformou o desespero em rotina. Sento-me ao lado dela na cama e ajudo-a a tomar a sopa rala. Ela acaricia meu rosto com a mão trêmula, os dedos frios tocando minha bochecha. "Você trabalha demais", ela sussurra, e eu apenas balanço a cabeça, beijando sua testa. Eu trabalharia o dobro, venderia minha própria alma, se isso significasse que ela poderia respirar sem dor por uma única hora. ​Depois que ela adormece, volto para a mesa da cozinha. A luz amarela da lâmpada nua oscila, criando sombras longas nas paredes descascadas. Abro meus livros de arquitetura, mas as letras começam a dançar diante dos meus olhos exaustos. Meu corpo implora por descanso, mas meu cérebro está em alerta máximo, calculando prazos, dívidas e batimentos cardíacos. Sou uma peça minúscula em uma engrenagem que não se importa se eu for esmagada. ​Apago a luz às duas da manhã, sabendo que em poucas horas o ciclo recomeça. Deito-me no sofá pequeno, encolhendo meu corpo de 1,57m para caber no espaço limitado. Olho para minhas mãos no escuro; elas tremem levemente de exaustão física. Eu não sei o que é paz, não sei o que é segurança. Vivo no limite do abismo, esperando o dia em que o chão finalmente ceda. m*l posso imaginar que o abismo tem nome, nacionalidade russa e olhos que nunca conheceram a misericórdia. Fecho os olhos, mas o sono é raso, uma névoa de exaustão onde o som da respiração pesada da minha mãe dita o ritmo dos meus pesadelos. Cada estalo das tubulações antigas do prédio me faz sobressaltar, um reflexo condicionado de quem vive à espera do desastre, seja ele um despejo ou uma parada cardíaca. O cansaço não é mais apenas físico; é uma crosta que endureceu sobre a minha pele, protegendo-me de sentir o quanto essa vida dói. Eu me sinto pequena demais para os problemas que carrego, como se o teto de Roma estivesse lentamente descendo para me esmagar contra o chão de ladrilhos frios. ​Minhas mãos, ainda sujas com o fantasma do grafite e o cheiro persistente de leite vaporizado, agarram o cobertor áspero. No escuro do quarto, tento visualizar as plantas baixas que desenhei na faculdade, transformando o vazio em estruturas sólidas e seguras, lugares onde o medo não pudesse entrar. Mas a realidade sempre vence a ficção; a segurança é um luxo que pessoas como eu não podem comprar. Eu sou apenas uma sobrevivente silenciosa, navegando por uma cidade que celebra a história enquanto ignora a tragédia humana que pulsa em suas veias periféricas. ​O despertador, meu carrasco de metal, repousa mudo na mesa de cabeceira, aguardando o momento de roubar as poucas horas de esquecimento que me restam. Eu não sei o que é desejar algo para mim mesma — um vestido novo, um descanso, um amor. Meus desejos foram todos sacrificados no altar da sobrevivência da minha mãe. O que eu não poderia prever, enquanto o sono finalmente me vencia, era que o destino estava tecendo um encontro com algo muito mais sombrio do que a pobreza. O perigo não viria de uma conta atrasada, mas de um homem cuja sombra é vasta o suficiente para apagar o pouco de luz que eu ainda luto para manter acesa.​

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