Eu morrendo de medo de quem poderia estar tentando abrir a porta já que não estávamos esperando por ninguém, então eu fiquei fingindo mexer no celular enquanto tentava ver quem era. De repente a porta se abriu. Era a dona Marizete, avó do Victor. Por um lado eu fiquei aliviada de não ser nenhum ladrão e nem a mãe dele, que não ia muito com a minha cara, mas por outro lado tinha ficado chateada da dona Marizete estragar a nossa brincadeirinha, se é que vocês me entendem. Ela nos perguntou o que eu estava fazendo lá, e eu logo disse:
- Hã... Eu... Eu vim fazer companhia ao Victor, ele estava tão sozinho, tadinho. Aí vim aqui pra vermos um filme, que por sinal, estava bem legal, né? - Sorri
Victor riu da minha fala, e logo confirmou o que eu havia dito.
Dona Marizete não falou nada, apenas deixou eu ficar lá com o seu neto. Fiquei mais uma meia hora, até o filme acabar, e quando isso aconteceu, eu fui embora para minha casa.
Eu já não aguentava mais ter que esconder aquilo de todo mundo, adorava ficar com o Victor, e não queria mais ter que guardar isso em segredo. Então eu contei a Kerolayne, que disse não acreditar, e eu lhe garanti que era verdade, embora ainda parecesse que era um sonho, do qual eu não gostaria de acordar jamais.
Passado dois dias a dona Marizete já havia ido embora, havia voltado para sua casa, que ficava em outra cidade. E assim que eu soube que ela já não estava na casa de Victor, eu fui à sua casa falar com o ele. Eu estava em seu colo quando eu disse:
- Me desculpa! - Fiz uma cara de travessa.
E ele meio apavorado, me perguntou:
- O que você fez?
E então, eu respondi:
- Digamos que eu contei pra uma pessoa sobre a gente.
- Ai meu Deus! - Falou soando um pouco desesperado. - Pra quem você contou? – Ele perguntou.
- Pra Kerolayne – Eu respondi.
- Não acredito! - Disse o garoto. - Sério?
- Sorry! – Eu falei.
- Eu só te desculpo porque eu também contei pra uma pessoa. - Ele falou para minha surpresa e desespero.
- Para quem? – Eu perguntei assustada.
Ai meu Deus! Pra quem será que ele havia contado? Dependendo a pessoa que soubesse poderia estragar tudo! E agora? Quem será?
- Para quem? – Eu perguntei novamente.
- Para a minha mãe. - Ele disse.
- Não! E o que ela falou? – Eu perguntei.
- Nada! Ela estava desconfiada, e eu tive que falar a verdade. – Ele disse.
A partir do dia que ela soube passou a me tratar como se eu fosse a melhor amiga dela, nunca reclamou da minha proximidade com o Victor, e eu até que estava gostando de ser amiga da mãe dele.
Se passou alguns dias, fui novamente em sua casa quando ele estava sozinho, e novamente ele veio com a ´´mão boba´´, dessa vez eu deixei. Saber que ele também era virgem me deixou mais segura, e eu estava com vontade de perder com ele tanto quanto ele estava com vontade de perder comigo. Fomos para o seu quarto, ficamos em sua cama. Ele tirou a minha blusa, e em seguida a dele. Eu estava muito nervosa, estava com medo de fazer algo errado, ou não ser como ele imaginava. Então a gente acabou fazendo amor, e foi muito melhor do que eu podia imaginar. Depois ficamos deitados abraçados, ele me beijava, e dizia me amar, e eu também dizia o quanto eu o amava.
Coloquei minha roupa, fui para a minha casa, pois estava ficando tarde. Tomei banho, coloquei meu pijama, mexi um pouco no computador, e fui dormir, ou melhor tentar dormir. Deitei em minha cama tentando dormir, mas não parava de pensar no que havia acontecido. Estava radiante por ter perdido a minha virgindade com aquele que eu sempre fui apaixonada. Só estava com um pouco de medo da mãe dele ficar sabendo, pois eu iria morrer de vergonha.
Estava tão feliz, que pra mim aquilo era um sonho maravilhoso, que eu queria que nunca tivesse fim. m*l sabia eu que esse sonho estava pra acabar mais rápido do que eu imaginava.