Já estávamos juntos a quase um ano quando as coisas entre nós resolveram mudar um pouquinho, estávamos prestes a assar pra outra etapa, uma etapa da vida que eu ainda não conhecia. Eu ainda era virgem, nunca tinha ido além dos beijos com ninguém, e também não tinha vontade, até porque antes do Victor, eu não havia me apaixonado por ninguém. Eu ainda tinha um pouco de dúvida se era a hora e o momento certo, mas eu estava com quase 19 anos e eu sabia o que eu sentia por Victor, eu o amava e queria que ele fosse meu primeiro. Eu estava em sua casa quando de repente ele resolveu vir com a famosa ´´mão boba´´ . Sem dizer nada, eu tirei a mão dele. Ele colocou de novo, e novamente eu tirei. Então ele parou de me beijar, me olhou um pouco em silêncio, e logo me perguntou:
- Giulia, você é virgem, né?
- Está tão na cara assim? - Eu perguntei em forma de brincadeira.
- Está. - Ele respondeu brincando.
Então eu perguntei:
- E você? Você já...
- Também.. - Ele respondeu baixinho, quase não pude ouvi-lo.
- Não ouvi. - Falei.
- Hã... Eu... Eu também sou virgem. - Respondeu ele num tom de voz alto, porém, soando meio envergonhado.
- Sério? Que fofo! – Eu falei surpresa.
- Não é fofo o fato de eu ser virgem. – Ele disse meio aborrecido.
- Pra mim é. - Falei. - Normalmente os caras da tua idade não são mais virgens há tempo.
- Pois é, eu sei. – Ele respondeu com uma cara de quem não havia gostado muito.
Ah, confesso que achei muito fofo o fato dele ainda ser virgem, pois geralmente os garotos perdem a virgindade com uns 15, 16 anos, e as vezes até antes, já vi casos de meninos que perderam a virgindade com uns 12 anos, o que acho um absurdo. Mas saber que Victor ainda era virgem assim como eu, me deu uma certa segurança em ter a minha primeira vez com ele, já que ele também não tinha nenhuma experiência.
Então ele voltou a me beijar e ficamos nos beijando por algum tempo.
Estávamos na sala, e ele disse pra gente ir pro quarto dele, falei que achava que não era uma boa ideia .Ele com um jeitinho todo meigo, disse:
- Calma, nós não vamos fazer nada que você não queira, mas se você quiser...
Eu ri e fomos então para o seu quarto, e ficamos deitados na cama dele, apenas nos beijando a principio. Ele começou a passar a mão na minha barriga, foi pra tentar tirar a minha blusa, porém, no entanto, ouvimos uma barulho na porta. Eu me levantei rapidamente, e ele foi para o computador como se nada tivesse acontecido.
Mas afinal quem será que estava mexendo na porta? Será que era alguém da família dele? Ou algum ladrão? Ai meu Deus, quem poderia ser? Não estávamos esperando por ninguém.