O carro parou lentamente diante da mansão. Giulia não se moveu. O silêncio dentro do veículo era denso, sufocante, carregado de tudo o que não havia sido dito — e do que jamais poderia ser apagado. Matteo permaneceu imóvel no banco da frente. Não se virou. Não falou. Pela primeira vez desde que se conheciam, parecia não saber o que fazer. — Pode abrir a porta — Giulia disse, por fim. A voz saiu firme demais para alguém que sentia o peito em ruínas. Matteo fez um gesto curto, e o motorista obedeceu. A porta se abriu. O ar noturno tocou o rosto de Giulia como um choque. Ainda assim, ela permaneceu sentada por alguns segundos. — Eu não volto para a mansão — disse. Matteo se virou lentamente. — Não agora — respondeu. — Não — Giulia corrigiu. — Não volto mais como antes. Não depois do

