Capítulo 22 — A Sentença

1050 Words

A sentença não foi anunciada em voz alta. Não houve reunião formal, nem comunicado, nem ameaça explícita. Naquele mundo, sentenças eram percebidas — no modo como portas se fechavam, alianças silenciavam e caminhos antes disponíveis deixavam de existir. Giulia sentiu antes de saber. Foi ao acordar naquela manhã com a estranha sensação de que o ar estava mais denso. Não perigo imediato. Algo mais calculado. Como se o mundo tivesse decidido parar de esperar. Ela se levantou com calma, preparou café, organizou a bolsa. Cada gesto era deliberado. Não por ritual, mas por consciência: quando a sentença vinha, improvisar era um luxo que ninguém tinha. O celular vibrou. Uma mensagem curta. Sem remetente identificado. “Hoje.” Giulia fechou os olhos por um instante. — Então é assim — murmuro

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