Capítulo 16

768 Words
Chegando ao acampamento, Mia me abraçou fortemente, como se não me visse a dias. - Aí meu Deus você está bem? Eu fiquei tão preocupada. - Eu estou bem,Mia. - Falei olhando para ela e logo depois para o Caio. - Pelo visto você não cuidou direito da minha amiga, olha o estado dela! - Gritou Mia para Caio, apontando com os seus dedos em direção aos meus joelhos machucados e o meu pé mancando. - Mia, relaxa um pouco. - Falei abaixando a mão dela. - Eu estou bem tá? Ela curvou as sobrancelhas olhando para mim e o Caio, então eu abaixei o olhar. - Zoe, você está toda machucada. - Alan disse aparecendo em minha frente. - Alan? Nossa... Eu queria pedir desculpas por ter sumido daquele jeito, a gente era uma equipe e eu simplesmente te deixei para trás. Ele balançou a cabeça negativamente e disse: - Não se preocupa sério, o importante é que vocês estão aqui e bem. - Okay, eu quero que todos vão para os seus dormitórios e Zoe para enfermaria. - Eu vou junto! - Caio afirmou se afastando do lado da Brenda e vindo até mim. Brenda, Mia e Alan fizeram uma expressão de desentendimento. Até porque eu e Caio só trocávamos farpas um com o outro e agora do nada ele parecia aflito e preocupado comigo. - Isso, vão todos para os seus dormitórios e Caio pode vir, já aproveitamos e temos uma conversa séria. Todos obedeceram as suas ordens e eu e Caio fomos para a enfermaria. Chegando ao local, me sentei em cima de uma mesa e o professor Jone começou a nos dar bronca enquanto limpava os meus ferimentos e enfaixava as feridas novamente. Já que os curativos do Caio não eram tão bons. - d***a, acabou a faixa. Eu vou buscar em minha sala e já volto. - Disse Jone. - Não saiam daqui vocês dois. Ele se levantou e saiu da enfermaria. Olhei para Caio, que estava parado em minha frente. - Porque está me encarando desse jeito? - Perguntou ele. - Nada. - Falei abaixando a cabeça e encarando os meus pés. - Aquilo não pode acontecer de novo, Zoe. Voltei a encará-lo tentando me fazer de desentendida, ele sempre foi tão previsível? - Não sei do que você está falando. - Tentei manter o meu orgulho. Mas eu sabia muito bem sobre o que era. Caio se levantou apressado e se aproximou da minha boca. - Agora sabe do que eu estou falando?. Suas mãos subiram para a minha cintura, enquanto o seu nariz roçava ao meu. Senti uma estranha sensação de fogo em meu corpo. Porque?... Porque eu quero tanto beijar ele? - Os nossos pais são casados, Zoe. Não esqueça disso. - Ele sussurrou perto da minha boca. - Se você está tão preocupado... Então porque não se afasta? - Perguntei cochichando, enquanto olhava para os seus olhos. Os seus olhos estavam com as pupilas dilatadas, isso é preocupante? Caio se afastou de mim, coçando a cabeça e na mesma hora Jone chegou. - Cheguei crianças, demorei? - Um pouco. - Falei engolindo a seco. Não demorou muito para que, Jone terminasse o curativo e eu e Caio voltássemos para os nossos dormitórios. E assim terminou a minha noite no acampamento. Uma sensação estranha e bizarra pelo filho da minha madrasta. 7:00H AM Um sino foi tocado as 7 horas da manhã, como no dia anterior, para acordamos cedo e aproveitarmos o dia. Mas eu obviamente não aproveitaria nada, já que eu estava toda machucada. Hoje era o último dia do acampamento e a noite voltaríamos para casa. Então o professor preparou uma dinâmica entre os alunos para nos conhecermos, fizemos uma rotina legal, comemos um café da manhã farto, fizeram trilhas, o que eu não pude participar infelizmente e no final da noite fizemos fogueira para se distrair enquanto comíamos marshmellows. Logo depois o ônibus chegou e fomos embora. E cá estava eu pensando no "quase beijo" que rolou entre eu e o Caio, desde ontem a noite não se falamos, apenas trocamos olhares, tentando decifrar o que cada um estava pensando. Eu não vou ser mais umas de suas vítimas, está estampado em seus olhos que ele é um galinha que não se preocupa com ninguém além de satisfazer o seu próprio ego, e eu não vou deixa-lo tirar uma casquinha de mim. Não mesmo. Coloquei um fone de ouvido e comecei a escutar "I seed Red". Tecnicamente essa música me lembrou desse b****a. Fechei os olhos e esperei que o ônibus chegasse ao meu destino.
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