NARRAÇÃO DE MATHEUS MILLANI...
Joguei o copo de whisky contra a parede irritado!
Olhei a put@ só de lingerie que havia me arrancado o resto da paciência.
Me aproximei irritado e seus ombros encolheram demonstrando medo. Fiquei cara a cara com aquela ruiva dos cabelos curtos. Talvez aquela porc@ria seja até mesmo uma peruca! Todas superficiais, só muda de cara.
- O que eu disse?! - Grunhi a colocando contra a parede.
- Proibido dormir com clientes. - Sorri ao ouvir a voz trêmula daquela ruiva. Me incomodei e arranquei aquela peruca e estava certo! Não era ruiva e sim uma loira. Meus olhos estavam tomados pela raiva.
- Aqui não é nenhum prostíbulo! Minha boate é de renome! Se você aceitou trabalhar aqui era para seguir as regras. Aquele cliente que fez você abrir as pernas é nada mais e nada menos do que um CEO de uma empresa multimilionária e só te comeu para rir da minha cara e dizer que as mulheres que trabalham em minha boate de luxo, não passam de prostitutas de quinta categoria... - Ela começou a chorar me causando mais incômodo.
- Ele dizia que amava.
- Além de fácil, é burra! Parabéns. Está demitida. - Voltei para minha mesa, mas ouvi os passos de saltos me seguindo fazendo eco em meu escritório.
- Por favor Sr. Millani! Eu preciso desse emprego!
- Que pensasse antes de burlar as regras. Agora suma do meu escritório que terei uma entrevista com a nova garota que ficará em seu lugar.
- Por favor Sr. Millani! Eu te suplico! Se quiser eu posso te satisfazer! - Aquela mulher desprezível se ajoelhou no chão se humilhando ainda mais.
Eu sou do tipo que dou oportunidade, mas apenas uma! Encostei na escrivaninha e cruzei os braços encarando aquela mulher. Ela se aproximou de joelhos e tocou em minha calça social como uma submissa.
Respirei fundo e agarrei em seus cabelos os soltando. Pensei em abrir minha calça social para f0der a garganta dela, mas fui interrompido quando bateram na porta. Me afastei daquela mulher oferecida e me sentei em minha poltrona.
- Entre! - Meu segurança e braço direito chamado Tony, abriu a porta e analisou a mulher de joelhos me fitando.
- A mulher chegou para a entrevista. - Cruzei meus dedos sobre a mesa e dei um longo suspiro olhando para Tony.
- Arranque essa mulher daqui. - Exigi e observei a mulher chorando em desespero, tentando se levantar. Tony a segurou pelos braços e a carregou para fora do escritório antes que ela se aproximasse de mim novamente. Por sorte a porta se manteve aberta e a mulher para a entrevista entrou. Ela parecia assustada com o que assistiu e eu tinha que respirar fundo e não deixar tudo se perder. Uma funcionária a menos faz muita falta, então a regra é clara, sai uma e já entra outra.
Por incrível que pareça minha raiva se dissipou assim que meus olhos reconheceram a beleza na minha frente. A observei com cautela, não é todo dia que meus olhos encontram com uma beleza tão diferente. Deve ser indígena já que seus traços são bem peculiares! Ou não... Só sei que sua pele tem cor de jambo, seus lábios bem fartos e seus olhos amendoados chamam ainda mais a atenção de quem a vê. Sem contar o cabelo que apesar de um corte simples percebe-se ser bem cuidado e chama atenção e é isso que a minha boate precisa! Uma beleza nova.
- Como se chama? - Fui direto ao assunto.
- Yara.
- Yara de quê?!
- Yara Teixeira. - Percebi que Yara só olhava para o chão. Seu nervosismo exacerbava pelo seu comportamento. Suas mãos inquietas se esfregavam como se tentando conter o nervosismo e a timidez.
- Bia lhe explicou um pouco sobre o trabalho?
- Sim Sr. Millani. - Ela respondeu, ainda mantendo o olhar no chão.
- Então Yara Teixeira. Tenho um aviso importante! Minha boate é de renome e seu trabalho deve ser profissional. Nada de envolvimento com clientes e principalmente nunca burle as regras ou as quebre! Esteja no horário de trabalho correto, não falte às aulas de pole dance que acontecem todas às quintas e principalmente se vista como tal se espera para sua atuação. Você usará roupas sensuais tais como lingeries, roupas de fantasia como enfermeira, policial dentre outras. Não demore em pegar o jeito do trabalho e se não sabe dançar, se esforce para aprender a dançar. E regra máxima, sorria sempre e mantenha o olhar nos olhos. Mesmo que esteja passando por algum problema, triste, eu não me importo. Aqui vista sua figura e encare o trabalho como o bem mais precioso que terá. - Um ponto para ela. Assim que ditei aquilo ela olhou em meus olhos. Seu olhar e lindo e por um segundo quase perdi a voz.
- Certamente Sr. Millani. - Apesar da moça ser tímida, parecia que sabia o que queria. Soltei um breve sorriso de lado.
- Qual será o meu salário? - Relaxei na poltrona e cruzei as pernas.
- Posso te pagar cinco mil, mas se o seu trabalho for bom o suficiente para atrair o retorno dos clientes só para te ver dançar... Certamente aumentarei o seu salário. - O semblante daquela moça melhorou depois de falar sobre dinheiro. Pelo visto precisa... Estudo as expressões das pessoas e quanto mais necessitada do dinheiro elas são, mais é a dedicação e empenho delas, e isso é o que mais preciso.
- Obrigada pela oportunidade Sr. Millani.
- De nada. Agora se retire que tenho muito trabalho para fazer. - Ela assentiu e saiu talvez mais confiante. Me levantei suspirando e peguei o copo que estava jogado e não havia se quebrado. Aproveitei para encher mais do copo com whisky e peguei meu celular. Olhei a conversa com Bia que tive por w******p e voltei a admirar a foto que ela havia me enviado. Bia era mais nova assim como Yara. Mas vendo-a hoje na minha frente e com certeza com alguns anos a mais do que na imagem, eu vejo que o tempo só lhe agraciou com ainda mais beleza. Realmente ela é encantadora e mesmo muito bem-vestida é possível ver como seu corpo é gostoso. Acredito que acertei na escolha! Vou ganhar muito dinheiro com essa novata.
Liguei para meu irmão louco para sair da empresa e espairecer a cabeça.
Combinei de passarmos o dia na academia fazendo exercícios sem parar. Aproveitei para falar da nova dançarina da minha boate. Como um perfeito galinha Marcos, meu irmão mais novo, queria ir à boate para conhecer a "carne nova". Como um belo put0, ele não perde a oportunidade de cercar o caminho.
Voltamos para a mansão enquanto eu dirigia minha Range Rover preta blindada.
- Irmão! Como ela é...me conte mais. Você sabe que adoro uma virgem no assunto!
- Parece ser indígena ou descendentes de, sei lá. Seus traços são bem marcantes - Falei sem tirar os olhos da pista e incomodado com os questionamentos do Marcos.
- Beleza... Beleza... Uma bela indígena para minha coleção.
- Nada de querer tocar nela, você me entendeu.
- Qual foi?! Eu não sou cliente Matheus!
- F0da-se Marcos! Minha boate já foi escandalizada demais graças àquela pr0stituta junto com o filho da p**a do Rubens, CEO da Intercompany. Ele riu da minha humilhação!
- Está bem. Vou só observar! Quero ver se é tudo isso mesmo, até porque estou surpreso com a forma como se referiu a ela...Em todos esses anos nunca vi tamanha empolgação a falar de uma mercadoria nova. - Marcos falou e sorriu me deixando incomodado.
Uma coisa que meu irmão não consegue carregar é a sinceridade.
Ignorei o sorriso sarcástico e o levei para minha mansão para nos arrumarmos uma vez que já era final de dia e logo a Boate abriria suas portas para a grande estreia.