A dor no coração do rapaz era grande demais, ele apenas queria que sua amiga sobrevivesse
O uivo de Órion o trouxe de volta a realidade, seus amigos ainda estavam sendo atacados, Ikaros estava no chão sem fôlego, albam protegia os Ladinos, algo na mente do rapaz se rompeu, ele iria perder todos, ele precisava fazer algo ou todos morreriam. Sua mão tremia, sua respiração era curta, o corpo de anator em seus braços deixava seu corpo pegando fogo
Morrer
Morte
Ele queria m***r todos os que ameaçavam seus amigos, ele precisava m***r todos, kalona deitou o corpo de Anator no chão com cuidado e se levantou, seus passos eram firmes, o rapaz se posicionou na frente de seus amigos e bateu seu pé no chão de uma vez causando um tremor que derrubou a todos incluindo Órion e Igneell, aproveitando que os ataques haviam parado ele ergueu as duas mãos aos céus e fechou seus olhos, nuvens negras tomaram forma a cima deles e uma chuva começou a cair, algo sussurrava palavras estranhas na mente dele, palavras que na hora não importava o significado, ele apenas queria afastar sua dor e tristeza, queria apenas que todos ali morressem
A chuva se tornou ainda mais forte, não era uma chuva normal, as águas eram quentes e não tinha vento algum, Órion sabia que aquela chuva era as lágrimas de kalona, uma chuva triste e melancólica ele conseguia sentir, não só ele, os demais ao olharem mais atentamente perceberam isso também
Gritos e urros se ouviram, os seres que os atacaram pareciam furiosos ou assustado, na hora não importou,kalona abriu seus olhos que se encontravam vermelhos como o fogo e gritou palavras tão carregadas de poder que fez ate mesmo com que os outros se encolhessem de medo, E Órion e Igneell Recuar
- Poen o Farwoleath!
Os urros pararam e kalona Caiu de joelhos no chão, por alguns segundos tudo ficou silencioso até começar
Gritos de pura dor e agonia se espalharam por Boa Parte do pântano, Goblins selvagens corriam para todos os lados desesperados, em seus corpos verdes feridas se abriam, suas unhas caíam e seus olhos ficaram de uma cor branco leitoso, Os Gritos eram horrendos e a cena era aterradora.
- A Dor Da Morte ! Foi isso que ele disse, ele está causando uma dor intensa que ela está eclodindo na pele deles - Iki falou aos demais, que olhavam perplexos com tudo que estava diante de si.
O Jovem ainda estava de joelhos no chão, seus olhos ainda estavam de um vermelho puro, sua respiração era pesada só não mais que a dor que ele sentia, Mais eles iriam Pagar Ele olhou Pra frente e mais uma Vez Gritou as Palavras só que agora com muito mais intensidade, tanto que um fino brilho que misturava Nuances de marrom, azul e prata era visível em torno de si
- Poen o Farwoleath, Rigion Skaton!
Kalona novamente usou o feitiço, Fazendo com que toda aquela cena ficasse ainda Mais h******l de sé vê, os gritos Aumentaram cada vez mais a Chuva Se tornou Mas densa escurecendo ainda mais o céu, Os Goblins corriam desesperadamente tentando diminuir aquela dor alguns chegavam a rolar no chão, a pele começava a derreter como se de repente a chuva tivesse virado ácido, os Amigos de Kalona se encontravam ali estáticos sem reação no momento, Iki via e sentia toda a dor que pesava sobre ele e estava em um conflito dentro de si em como tirá-lo desse estado. Respirando fundo e tomando o máximo de coragem que conseguia, ela andou até seu irmão e o abraçou pelas costas encostando a cabeça em seu ombro
- Já chega kall, sei que isso dói, que está triste, mas precisa parar, temos que salvar Anator, ela precisa de todos nois, ela precisa de você, então pare por favor - a garota falava abraçando o irmão mais forte. Eles precisavam ser rápidos, parar kalona e salvar Anator
O Jovem estava inerte ali naquele momento mais ao sentir o Toque quente do Abraço de sua Irmã ele despertou, E ao ouvir Ela lhe chamar pelo Apelido que sempre usou desde que ela aprenderam falar. Fez ele volta a si seus olhos ficaram normais outra vez a chuva aos poucos foi parando deixando apenas os corpos jogados no chão completamente Desfigurados, O que era impressionante pra todos e que no instante que Ikaros abraçou seu irmão sua aura se expandiu e ficou visível revelando tons de um Vermelho vibrante mesclado com tons de Amarelo suave, e ambas as auras se misturavam naturalmente, Ela apertou ainda Mais o abraço e disse
Kall Levanta Anator Precisa de você, - Kalona então respirou pesadamente e virou o rosto encarando sua irmã e seus amigos que estavam mais atrás ele então se virou por completo Abraçando ela
- Obrigado muito obrigado meu solzinho. - em seguida se soltou do abraço levantou e foi até onde o corpo de Anator estava com cuidado ele a pegou e carregou, e olhou pra todos ali - Vamos precisamos ser Rápidos ela precisa de cuidados temos que acampar no pântano até ela se recuperar, está perto da natureza vai ajudar. O que viram aqui e a prova de que não deixarei ninguém mais machucar vocês nem que pra isso eu tenha que dar a minha vida meus amigos
Todos concordaram com ele as Elfas falaram
- No Pântano tem ervas que servem pra fazer misturas e aplicar no ferimento e ajudará ela a se recuperar
Órion se adiantou junto com albam até o seu lado o lobo se abaixou pra que seu companheiro pudesse subir ele então colocou o corpo de Anator nos braços de Albam e subiu em Órion logo depois pegou com todo cuidado o corpo de sua amiga de volta e Órion deu um uivo e começou a caminhar
Igneell apesar de Nada falar estava de Veras impressionado com o poder e coragem que ambos irmãos demonstraram, ele então se abaixou e permitiu que neferet Tenebra Glorieen subisse nele junto com os ladinos, Iki por sua vez foi junto com Kalona encima de Órion e então eles se adiantaram pântano a dentro buscando um bom lugar pra montar acampamento
Não demorou muito e eles chegaram a um local no grande pântano onde poderiam montar acampamento, um terreno seco a sombra de uma arvore com folhas chorosas, a chuva que Agora caia era leve e não os machucava. Enquanto as elfas foram procurar alguns ingredientes para o remédio de Anator, kalona e Orion foram fazer uma patrulha pelo terreno a volta, os Ladinos saíram para procurar comida, deixando apenas Ikaros alban a sacerdotisa e Igneell no acampamento, alban tirou a flecha das costa de Anator e a deitou de bruços em uma cama de folhas perto de Igneell para ele a esquentar, a pele da Driade estava fria e ela parecia sentir muita dor, as folhas em sua pele caia, seu corpo todos parecia paralisado.
Ikaros observou bem Anator, ela suava frio mas não mexia um único dedo, ela se aproximou e levantou a camisa de anator revelando a marca do ferimento, o local estava vermelho inchado e com estranhas veias negras se espalhando, pequenas raízes se formavam em sua pele que estava em contato com o chão. Ikaros tocou sobre o corpo da fecha, sangue verde es corria, mas não era isso que a preocupava, o ferimento estava pulsando e ao pressionar um pouco mais o sangue verde claro de anator estava escurecendo.
- Veneno - Alban falou se aproximando - mas não consigo identificar qual
- fada das montanhas, as veias negras aqui se espalhando dessa forma, o suor frio, a paralisia e a pele seca e áspera mostra isso, ele se espalha pelo sangue, paralisa a pessoa até chegar ao coração e fazer ele parar também, temos pouco mais de uma hora, isso se não chegar ao pulmão, ai temos a metade do tempo - Ikaros falou surpreendendo até mesmo Igneell, ao perceber a reação de todos ali, ela deu de ombros envergonhada - Não contem para kalona
- Como assim de fadas da montanha? Sei que elas são travessas, umas pestes na verdade, , as vezes perigosas, mas não sabia que elas possuíam veneno - A sacerdotisa falou olhando Ikaros
- Algumas fadas. Incluindo as fadas da montanha tem um ** em suas asas, uma espécie de camada protetora, ela causa paralisia temporária, e preciso muitas asas de fadas para conseguir fazer um veneno forte o suficiente para m***r, e isso e realmente letal quando se come ou... nesses casos... vocês entenderam
Ela passou a mão nos cabelos de anator e suspirou
Os que ficaram ali estavam impressionados com o conhecimento que Ikaros demostrou ter, até então ela pra eles era apenas uma garota barulhenta e meio desastrada, Kalona junto com Órion retornaram um tempo depois de fazerem a vistoria e constatar que não havia perigo de um ataque novamente, os três ladinos voltaram com algumas plantas comestíveis e frutas que encontraram em uma parte mais afastada do pântano onde o terreno era mais seco, as elfas também já retornavam com as ervas para preparar a pasta para o ferimento de Anator, Ayara continuava ao lado de sua amiga ela havia pegado algumas folhas largas e feito um cobertor, Alban tratou de organizar os galhos e folhas secas pra fazerem a fogueira, Iki então foi até ela se abaixou e estendeu a sua mão ela se concentrou e uma pequena chama surgiu então ela a depositou no centro dos gravetos e a fogueira se acendeu, Neferet organizou melhor o espaço que estavam afastando os galhos e cipós deixando uma área mais limpa.
- Não coloquem nada nela ainda, só depois que eu voltar - Ikaros se levantou pegando uma pequena faca e sua bolsa - Irei pegar os ingredientes para fazer o antídoto, a ferida não pode se fechar antes de colocar ele, então se começar a fechar, bem, vocês sabem o que fazer, Ayara e Alban vão saber explicar tudo para vocês, a mantenham ela aquecida ok? Volto o mais rápido que puder. E não deixe as raízes se fixarem no corpo, cortem ela ok
A garota olhou para o leão e desviou o olhar, ainda estava magoada e não queria olhar em seus olhos e ver o que ele achava dela de verdade, então apenas saiu andando pântano a dentro
Kalona Que já havia retornado assim como os demais estava ainda meio perdido com a fala rápida de sua irmã viu ela já sair andando então ele fez ela para.
- Ikaros nem pensar que você vai sair rodando esse pântano sozinha não sou louco de deixar isso, sei que Anator precisa de ajuda mais sozinha você não vai
- tudo bem então, mas alguém conhece os ingredientes necessários para anular o veneno? Não? Então e melhor começar a cavar um buraco, 7 palmos pra ser exata – Ikaros pensa um pouco – que arvore uma driade não plantada daria em?
- deixe de ser maldosa – Kalona quase gritou, então olhou anator e suspirou voltando sua atenção - você e inexperiente, não sabe usar magia, não sabe usar seu elemento.
- como que vou crescer se você não me deixa viver – iki respirou fundo e o olhou voltando a andar – você está parecendo a vovo
- Ikaros, você não tem permissão para ir sozinha – ele disse bufando de raiva.
- O tempo de bancar o irmão mais velho passou kalona, me deixe ir que ja perdi muito tempo, tempo esse que não tenho agora - se virando a garota seguiu andando ignorando os resmungos do irmão e rindo dele por se importar tanto assim, ela gritou para assustar seu irmão - Adeus, vejo todos vocês no mundo dos mortos, estarei esperando na área vip
Ele só respirou e passou a mão no rosto enquanto ela gritava e seguia pântano a dentro
- Eu Mereço essa louca como irmã o Garota difícil - ele falou mais pra si Mesmo, Quando ela gritou o Adeus ele respondeu - ótimo Faz Isso, Ai quem sabe do outro Lado a Mãe te De uma surra sua sua peste
ele então foi até o corpo De Anator que estava embaixo da tenda, onde Ayara também se encontrava e passou a mão no rosto da Dríade que tinha A respiração bem lenta e A pele já um pouco fria, ele sentou ao lado da fauno e dos demais e falou
- Agora por favor alguém Me explica o que foi que a iki disse sobre o veneno.
Alban explicou ao rapaz tudo o que a garota havia dito e enfatizou como ficou surpreso com as palavras dela, alguns dos ali presente se perguntavam se ele não iria atrás dela, Igneell que até agora se mantivera calado e quieto observando toda a bagunça, bateu com sua calda na cabeça do rapaz e o olhou de forma séria esperando sua reação
Kalona também ficou um pouco surpreso Com tudo que alban lhe explicou, mais logo depois deu um sorriso pois sabia que isso era obra de sua avó que desde pequenos ela fazia questão de lhes ensinar as coisas alguns idiomas, história e tradições dos povos místicos antigos e a mistura de ervas, ele saiu da letargia de seus pensamentos quando sentiu algo batendo em sua cabeça, ele virou e viu que tinha sido Igneell que bateu a Cauda em sua cabeça e ainda o Encarava esperando uma resposta, ele Apenas passou a mão na cabeça e falou
- Não eu não irei atrás dela e ninguém irá também, ela precisa disso, agora que já começou aceitar melhor a nova realidade e já está obtendo domínio das habilidades dela ela tem que se sentir útil, se formos atrás dela isso só vai a deixar irritada, conheço muito bem a irmã que tenho e vão por mim não queiram ver ela irritada de fato, torrada vocês em segundos virariam
Enquanto kalona cuidava de Anator, Ikaros seguiu seu caminho adentrando nas partes mais escuras do pântano. Para fazer o antídoto ela precisava colher uma rosa alada, uma flor rara que só crescia nas partes mais profundas escuras e úmidas das florestas e
pântanos, e já que estávamos em um pântano e aquelas criaturas verdes com suas flechas vinheram daqui com o veneno, era quase que certo de que o antídoto também estivesse aqui. O problema seria achar o local exato. A cor azul escura com bordas negras da rosa se disfarçava muito bem dentro do pântano escuro
A cada passo ela adentrava ainda mais no pântano afundando na agua fétida e coberta de lodo do local, as árvores ficavam cada vez mais retorcidas e cobertas de musgos, suas raízes grandes pareciam formar uma gaiola de baixo das pobres árvores, seus galhos já não havia mais folhas e sim um lodo com cheiro adocicado o ar antes limpo se encontrava coberto de uma névoa escura e um cheiro forte de água suja. O chão irregular coberto de musgo e lama escondia algo. Ao olhar para cima, não se podia ver o céu. Parecia que a luz não se atrevia a entrar naquele local. Em seu caminho, hora ou outra ela ouvia um movimento, via um vulto, mas se manteve firme
Para não se desviar do caminho que seguia, a pequena começou a marca as arvores com sua adaga e tentou focar em algo. Mas o medo ainda fazia suas mãos tremerem, a nevoa branca sobre a agua e chão, impossibilitando uma visão nítida do terreno. A garota tentou respirar fundo mais o odor fétido quase deixava a impossibilitada de respirar. Ikaros parou um pouco de andar e fechou seus olhos. Precisava pensar em alguma outra coisa para poder andar e agir ou o medo a paralisaria. Talvez pensar em sua avo. Sua avó que lhe ensinou tantas coisas que ela pensou ser desnecessário ou só uma maneira de manter ela longe das ruas e presa em casa. Mas agora se via usando esses conhecimentos. Ou em seu irmão Kalona, seu irmão que a abandonou quando ela tinha apenas 10 anos, ele apenas se fora, sumiu sem avisar, depois de sua fuga sua avó kalista a proibiu de sair ou trazer pessoas para dentro de casa. A manteve trancada em casa estudando coisas inimagináveis, na época ela o fazia com medo de serem pegas e presas, ou pior. Mortas
Enquanto andava seguia pensando. Em possgrover era completamente proibido estudar qualquer sobre o passado de possgrover, ou estudar sobre os seres místicos. Acaz alegava que vivíamos em uma nova era, uma era de tecnologia e aprendizado e que estudar coisas do passado era como regredir. As poucas vezes que a garota pode sair teve que ser com kalista e ambas aproveitaram para procurar por kalona, kalista sabia que não iriam encontrar o rapaz, mas Ikaros manteve as esperanças até não as tela mais. Ela lembrava nitidamente todas as vezes que chorou por ele, que brigou com sua avó por ele, que pensou que ele estivesse morto
- vamos Ikaros, nada deprimente. Você precisa correr, não chorar. Foco garota. Foco - Ikaros bateu em seu próprio rosto voltou a correr.
Não demorou muito e um grito foi ouvido ao longe em meio as arvores retorcidas chamando a atenção da menina. Um grito feminino. Sem pensar duas vezes ela correu o mais rápido possível, seguindo os gritos desesperados. Era difícil localizar os sons em meio aquele lugar, os sons parecia ecoar por todos os lugares, tudo parecia girar. Ikaros parou
por um segundo tentando se localizar, de onde aquele som vinha, ela fechou os olhos respirando fundo e apurando sua audição. Um odor doce chegou até ela e então ela pode
Ouvir em fim de onde vinha o som. A menina sorriu e correu ainda mais, o aroma doce se intensificava ainda mais a cada passo que dava mais não era aquilo que iria a parar. A menina seguiu correndo. Parando apenas quando chegou ao local e se deparou com uma das piores cenas que já havia presenciado. Sua vontade era correr para o lado oposto e fugir, mas ao olhar novamente.
Ikaros pós a mão na boca de espanto quase vomitando com a cena. Uma mulher agonizando, ela gritava e chorava pedindo por ajuda enquanto era engolida por uma planta carnívora gigante, a mulher batia nas bordas da planta que já havia engolido suas pernas, a mulher se retorcia loucamente. Ikaros estava quase vomitando, o aroma doce intensificado apenas piorava a situação a deixando atordoada. Mas ainda assim sabia que precisava salvar a mulher. Sem pensar duas vezes ela correu na direção da planta e agarrou as bordas que seguravam as pernas dela, mas algo estava estranho, não tinha bordas, era como se as pernas e a planta ouvesse se fundido em uma so. O aroma parecia ter se intensificado ainda mais deixando a garota zonza, ela seguiu puxando e arranhando mais não adiantava. Ela estava tão desesperada puxando as abas da planta que não percebeu, a mulher havia parado de gritar e de se retorcer.
Uma memória a atingiu com força afazendo parar. Sua avó uma vez falará de uma planta, uma mulher planta na Verdade, qual era o nome? A garota não lembrava, o cheiro havia aumentado e ela já não enxergava com exatidão nem pensava mais direito, tudo havia escurecido, o chão já não estava mais sobre seus pés. Lagrimas escorreram de seus olhos quando enfim ela percebeu mas já era tarde demais. Mãos a seguraram com uma força sobre humana, com dificuldade ela ergueu a cabeça e olhou para a mulher que agora sorria, seus olhos brilhavam em um verdes florescente. A garota tentou a soltar mas o corpo da mulher era grudento, e ela já não tinha mais força em seus braços. A mulher a apertava ainda mais prendendo sua respiração, era possível ouvir seus ossos estalarem com o aperto. A garota gritou e tentou bater na mulher mas não adiantou. Em fim ela lembrou, Duvessa, a mulher planta, ela estava no meio de Duvessa, a agua e a neblina encobria sus grandes pétalas, era o truque que ela usava. E agora ela precisava sair antes que a mesma se fechasse e a prendesse lá dentro. Uma vez fechada ela nunca mais abria.
A menina tentou fazer chamas aparecerem em suas mãos. Mas não conseguia se concentrar. Não conseguia enxergar. O aperto de Duvessa ficava ainda mais forte ela já não conseguia mais respirar. Pontos negros começará a surgir em sua visão, mas ela ainda pode ver as pétalas verdadeiras de Duvessa se fecharem a sua volta. Seus pés começaram
A formigar, ao olhar para baixo ela pode ver um líquido esverdeado com cheiro de vômito começar a encher a planta
A garota se desesperou, tentou se lembrar o ponto fraco de Duvessa mas sua mente estava enevoada ainda, a única coisa que ela conseguiu pensar era que, se fosse kalona, ele saberia o que fazer. Ele sempre soube. Ele sempre fora o prodígio da família. O filho perfeito enquanto ela era a bagunceira a sem jeito. Naquele momento, parecia que nada na vida dela havia mudado, que ela ainda era aquela criança e que nada poderia fazer, apenas morrer agonizando.
Ela ia morrer
O aperto de Duvessa se desfez quando a garota parou de resistir e finalmente a menina pode respirar, mesmo sendo estranho ter passado todo aquele tempo sem respirar. Ao se ver livre ela tentou enforcar a mulher mas sabia que aquilo não adiantaria, Duvessa não respirava como humanos mas sim como uma planta
Ikaros se amaldiçoou por ter perdido sua adaga, mesmo não lembrando onde. A água agora se encontrava em seu joelho e sua pele não parava de arder e doer. Estava sendo corroída. Talvez um feitiço, ela deveria pensar em um feitiço, mas como o faria, qual usaria?
Dormir, a Duvessa dormia, mas apenas durante a noite, é o fazia fechada, quando morria a mesma também se fechava e não se abria, uma forma de preservar a semente de dentro. Não teria feitiço no mundo que resolvesse isso... mas é se não fosse um feitiço, mas algo mais simples. Mas talvez fosse tarde demais. a água chegou ao pescoço da garota, ela puxou o ar e prendeu a respiração quando a agua a submergiu completamente, seu corpo inteiro formigava. A menina bateu contra as grandes pétalas de forma desesperada ais não adiantava, estava completamente escuro, ela estava em um lugar fechado e escuro repleto de um liquido estranho que corroía sua pele. Ela estava dentro de seu pior pesadelo. Tentava pensar rápido mais o desespero não conseguia. Seu pulmão queimava seus olhos ardiam, seu corpo ficou pesado, ela já não conseguia mais mover seus membros. Não conseguiu pensar em mais nada, sua mente estava inebriada, só ouve um único pensamento em sua mente. Algo mais parecido como um sussurro que vinha do fundo de sua mente "Kalona" deixando a inconsciência a dominar.
Ela deixaria que a morte a levasse. Não tinha motivos para lutar. Havia perdido tudo, estava em um mundo difícil. Talvez fosse o melhor a se fazer. Mas um rugido surgiu em sua mente a fazendo abrir seus olhos, a enchendo de uma coragem e uma vontade de viver que parecia ter vindo de outra pessoa. Como uma onda de adrenalina direto em seu coração
Ela não se deixaria a****r ainda. Ela era uma bruxa, e não iria se deixar a****r agora. Ou o pai dela a mataria na próxima vida. Ela se concentrou o máximo que podia em seu corpo, no calor natural que ele emanava e imaginou que esse calor crescia cada vez mais. Seu corpo começou a irradiar uma aura avermelhada, a água começou a borbulhar e se aquecer, a flor se retórica, Ikaros tentou se aquecer ainda mais usando toda a energia que tinha.
As pétalas se abriram derramando a agua e levando a garota junto à fazendo cair no chão, a garota tossiu e puxou o ar e tentando se arrastar para longe mais. Um estalo a fez olhar para trás, a flor se fecharia e só abriria para pegar outra vítima, com mais força de vontade do que ela sabia que tinha. A menina se ergueu e aos tropeços ela correu e arrancou o galho de uma arvore próxima. Correu até Duvessa, ates que a mesma se fechasse e acertou a parte pontiaguda do galho onde a mulher e a as grandes pétalas conectavam-se, a menina lembrou da aula de sua avó, aquele era seu ponto fraco, a criatura gritou de dor, uma seiva Verde escorreu do local, a mulher planta a olhou uma última vez e Caiu ao chão perdendo seu tom de pele Branco para um Verde pálido, Ikaros se deixou cair no chão ofegante, quanto tempo perderá ali? Parecia que havia passado uma eternidade. O aroma doce diminuía cada vez mais, sendo levado pelo vento. Duvessas tinham gandulas que produziam um aroma doce, quase hipnótico que confundia aos sentidos, ajudava a atrair as vítimas, como moscas no mel.
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Raguesi então chicoteou diversas vezes as costas de kalona, o rapaz tentava não gritar mais era impossível, a eletricidade corria por seu corpo a cada chicotada o fazendo tremer de pura dor e agonia.
- Gostou do brinquedo do meu General ? E um prototico mais vejo que funciona - Acaz Riu apertando de leve o ombro de kalista - Veja querida, veja o rosto desses jovem, a expressão de pura dor, e nessas horas que vemos a vida, não se preocupe Ikaros, também tem para você.
Raguesi olhou Acaz e depois Ikaros, a garota fechou os olhos com força, mais diferente de seu irmão, quando a primeira chicotada acertou suas costas a menina gritou a plenos pulmões, não tentou nem abafar seu grito, apenas apertara mais forte a mão de kalona
Kalista fechou os olhos para não ver a agonia de seus netos pois o general começara a alternar as chicotadas entre Ikaros e kalona, ambos gritavam de dor e agonia. Em todo o salão só se ouvia a gargalhada de Acaz e os gritos dos irmãos.
- Crianças me perdoem - Kalista falava entre soluços - Me perdoem
- Isso Kalista chore, enquanto seus queridos netos gritam de dor e você está impotente diante disso - Acaz se divertia com o sofrimento dos três, era possível ver o brilho de prazer nos seus olhos cinzentos
Os dois irmãos já estavam com as costas totalmente ensanguentadas e as roupas rasgadas, Raguesi parecia mais uma marionete sem emoções enquanto permanecia a chicoteá-los, ele cravou os espinhos nas costas da mais nova a fazendo se contorcer no chão.
Ao longe, passando pelo corredor próximo estava um rapaz, ele se aproximava lentamente da sala do trono, os gritos o assustara ao mesmo tempo que o deixava curioso, o rapaz se aproximou lentamente até que ele viu e seu coração saltou, a cena o apavorou e ele desejou não ter visto
Seu herói, Acaz estava segurando uma velha senhora enquanto o general Raguesi torturava dois jovens, sem perceber ele gritou chamando atenção da velha senhora que ao velo sorriu como se visse água no deserto, Kalista olhou o jovem na porta e depois olhou seus netos que estavam caidos ao chão.
- Você não me deu escolha Acaz, sinto muito - Antes que ele pudesse fazer algo os olhos de Kalista mudaram para uma cor prateada, brilhante como a lua, ela moveu a mão lançando Acaz contra a parede de uma vez sem ao menos lhe tocar deixando todos surpresos com o acontecido. Stark ainda estava paralisado com toda cena a sua frente, e mais ainda ao ver a velha senhora Arremesar seu tio Contra a Parede, mais logo voltou a si e entrou de uma vez na sala.
- para, esta machucando eles - o garoto gritou
os gritos ecoaram por todo o castelo, quem passava por ele, corria amedrontadas
os gritos ecoaram pelas paredes ate chegar aos ouvidos de alguém que acordou exasperados.
- Para o que está acontecendo aqui? O que significa tudo isso - Stark gritou alto novamente, e dessa vez do lado de fora se ouviu o ressoar de trovões e o seu clarão no céu.
- Sua Velha desgraçada vai pagar caro por isso, Você vai morrer Kalista, e você seu bastardo irritante vai pro calabouço- Acaz Gritou totalmente enfurecido olhando o pequeno garoto, seus olhos mudaram de cor ficando totalmente negros devido ao seu descontrole revelando assim sua verdadeira face.
Acaz se levantou e estendeu a mão na direção de Kalista uma pequena energia n***a se formou e logo aumentou de tamanho, com ódio nos olhos ele arremessou na direção de kalista, mais antes que a atingisse foi dissipada com uma rajada de fogo, Seu olhar foi na direção de Ikaros que tinha a expressão fechada pela dor e seu olhos Também havia mudado de cor assumindo outra vez o tom roxo, as marcas nos braços e costas de ikaros também começaram a brilhar igualmente as de kalona.
Vendo a oportunidade Acaz usou as sombras para se locomover e agarrou kalista pelo braços
- Acaz solte ela - Kalona gritou
- Não.. - Ikaros falou baixinho tentando se levantar mais sem conseguir
- Vocês me obrigaram a isso - Acaz passou passou mão no rosto de kalista, em suas mãos surgiram uma espécie de garras feitas de pura energia escura - Últimas palavras kalista
- Crianças, não esqueçam, vocês são Kalona e Ikaros Gweneth Xanthus, Não Belcott, mais Gweneth Xanthus, desculpe não ter contado antes, eu tinha tanto a falar para vocês... meu ultimo pedido, cuidem do Flamel, aquele que e guiado pela natureza - ela olhou o agora deformado Acaz - Estou pronta, que Evora, Aradia, Morgana e Nicolau me recebam no mundo espiritual.
- Morgana nunca receberá você, nunca - De uma só vez Acaz acertou o peito de kalista com sua mão, as garras atravessaram sua carne, kalona e ikaros gritaram ao mesmo tempo, ai meus deuses do ceu