Capitulo 5 - Sentimentos em conflitos

5000 Words
A noite seguiu tranquila, o som das águas era bastante reconfortante e conduziu a todos ali a um sono profundo. Logo ao amanhecer. Como de costume, Órion foi o primeiro a despertar, para acordar seus companheiros. Contudo, ele não estava só, Igneell também já estava acordado e olhava para Iki que parecia estar em um sonho turbulento. Ambos olhares se cruzaram, mais nenhuma palavra foi dita. Órion deu um uivo baixo e logo todos começaram a despertar, fizeram suas higienes básicas com a água do rio ali e sentaram em torno de uma mesa que Anator fez no centro próximo onde estava a fogueira. - Bom dia pessoal - Kalona falou cumprimentando a todos que estavam na mesa. Ikaros que ainda dormia, só fez resmungar e virou pro lado. Ele então se levantou e foi até ela e a balançou tentando a acordar. - Iki, acorda. Vamos, já está na hora, temos que seguir viagem - Ele chamava e ela apenas resmungava – Ikaros, levanta ou vou te dar um banho ai mesmo! - falou isso e estendeu a mão na direção do riacho e um filete de água foi até ele circulando em volta de sua mão como se tivesse gravidade própria. Apesar das advertências de seu irmão, a menina apenas fez um gesto com a mão desdenhando seu irmão e virou-se para o outro lado. Já irritado o rapaz não viu outra escolha  - Ikaros você pediu! – Kalona virou seu braço para sua irmã e lançou um jato fino de agua na cabeça da menina... - Kalona seu... seu... i****a, como se atreve a me molhar?! – a menina gritou e bufou secando a água que escorria e molhava seu rosto e corpo. Kalona apenas ria da histeria da menina. A mas nova sempre foi assim, parecia um furacão. Em seu momento de devaneio, não percebeu a aproximação da jovem, não ate cair no chão graças a um forte chute em sua canela, o rapaz estreitou os olhos, e com um pequeno movimento de suas mãos o chão abaixo dos pês da jovem tremeu a derrubando também. Ainda um pouco irritada, Ikaros voltou a se sentar ao lado de Igneell que nada disse sobre a cena, mas ficou olhando assim como todos, para os longos cabelos da garota que se enchiam de chamas e produzia um chiado particularmente irritante enquanto se moviam como serpentes em volta de sua cabeça. A água em seu cabelo secou rapidamente mas a garota pareceu não perceber, apenas ficou sentada de braços cruzados xingando o irmão de nomes que fariam seu pai se orgulhar e sua mãe lavar a boca dela com sabão. - É melhor apagar esse cabelo aí antes que queime algum de nós. – anator disse sorrindo de canto antes de ir para perto de ayara e neferet -sua namorada e pior que uma planta carnívora – a garota resmungou quando Kalona sentou ao seu lado e lhe ofereceu uma estranha fruta com cabelos vermelhos chamado urucu, por dentro, eram apenas sementes vermelhas - isso aqui não e aquele negócio que usam pra tingir as roupas de vermelho? - não, e uma fruta típica daqui de Possgrover Os demais apenas observavam a cena entre os dois irmãos. Anator via a felicidade e leveza no rosto de Kalona por estar junto com a mais nova ali, Neferet falou logo em seguida: - Vejo uma grande força em vocês dois isso é muito bom e difícil de se ver hoje em dia. A sacerdotisa parou um pouco lembrando - Kalona, queria lembrar a você e aos demais. para redobrarem a atenção com suas mentes e emoções quando chegarmos nos campos de reflexão. Eles refletem nosso interior. Todos os sentimentos e ressentimentos escondidos em nossas mentes e corações. Bem, nem e preciso falar que isso nem sempre é bom. Pode gerar conflitos entre nós, trazer magoas antigas ressurgirem. Mas acredito que conseguiremos passar por eles sem muitos contratempos, certo? partindo agora chegaremos aos pântanos lodosos antes do entardecer - A sacerdotisa falou sorrindo e prosseguiu com seu desjejum. Os demais concordaram com tudo que foi dito, depois de um tempo eles se levantaram e foram organizar tudo para seguir viagem. Alban andou até a pequena fonte de agua e a olhou de forma intensa. Pos uma de suas garras na agua e após na boca - Algo errado? – ayara se aproximou perguntando de forma curiosa, ela olhou alban e sorriu voltando sua atenção a agua – Não diga que esta envenenada, bebemos dessa agua. - Não e veneno, e outra coisa. Não sei bem. Talvez seja impressão minha – Disse ele ainda pensativo. - Deve ser por causa das sirens, elas usam as aguas com ligação ao oceano para se locomover pelos reinos por fontes como essa - Deve ser. E que ela parece...  – Ele se calou um momento. - Parece? - Errada. Mais deve ser por eu ainda não está tão bem, deve ser apenas isso. - Vamos grandão, a turma vai abandonar a gente – Ayara sorriu Ikaros ignorou a fala da sacerdotisa e tentou se acalmar, mas não conseguia. Em uma noite a menina havia perdido sua avó, sua casa, encontrado seu irmão e descoberto que não era exatamente humana, tudo em sua cabeça mandava ela correr para o penhasco mais próximo e se jogar, se libertar de toda essa situação estranha e difícil, desse enorme vazio que ela começou a sentir em seu peito. A ideia de ir a um lugar que colocasse tudo isso para fora era assustador. De expor a todos essa fraqueza. Era como expor seu coração a todos ali. A garota sentiu um movimento e logo a juba branca de Igneell a engolir por completo, ela tentou se afastar para não o ferir mas o leão não permitiu. Ikaros fechou os olhos e respirou fundo, sentia o coração do leão bater e tentou se concentrar nisso, a calma veio como o vento do verão que arrasta as pétalas das flores. Ele afastou sua raiva e incertezas e medos. Ao olhar seus longos cabelos percebeu que já não estavam em chamas, com um suspiro de alívio a garota se deixou ser engolida por aquela juba macia. Enquanto a garota apenas relaxava. kalona terminava de arrumar suas coisas, ele olhou para a irmã que parecia íntima do leão. Com um suspiro, Kalona desviou os olhos e jogou suas coisas nas costas, o tempo havia feito os dois se afastarem de uma forma que agora parecia impossível de mudar, talvez eles nunca mais voltassem a ser os mesmos de antes, mas ainda assim ele cuidaria da mais nova. Os primeiros dias em que os poderes são momentos de confusão e raiva, ele sabia, havia passado por isso anos atrás. Ele se lembrava exatamente de cada sentimento que sentira na época. Solidão Raiva Insegurança solidão E principalmente... Medo! O medo que o fez ir embora, medo de sua família pagar por ele ser diferente. Em Possgrover, todos aqueles que nasciam com o dom da magia, eram executado imediatamente, as vezes, famílias inteiras morriam por tentar proteger o bruxo. Eles eram uma raça difícil de se ter, nasciam de forma aleatória pelo mundo. As vezes, se passava anos, décadas sem nascer um bruxo pelo mundo, mas todos os que nasciam em Possgrover ou em regiões conquistadas, tinham o mesmo tratamento. Era enforcados, afogados, estripados, decapitados e queimados até virarem cinzas. E suas cinzas eram lançadas em uma cova rasa, as pessoas aliadas, que não queriam admitir seu "pecado" eram torturados de formas hediondas até confessar. Acaz e seus antepassados mataram centenas de mulheres e homens alegando que eles eram bruxos, tudo para espalhar o medo. - Ikaros, vamos! - o rapaz chamou a irmã que deu um pulo se afastando do leão e olhando todos já prontos. kalona riu vendo ela apressada tentando colocar suas botas. - Ela sempre foi assim? - Anator perguntou ao lado do rapaz, seus olhos varriam Ikaros e depois olhava Kalona enquanto fazia careta - - Assim como? - ele olhou sua companheira de viagem, ela havia feito uma trança única em seus cabelos e colocado roupas completamente pretas que entrava em contraste com sua pele cinzenta - Raivosa, destrambelhada e barulhenta. Um poço de irritação m*l jeito idiotice e...bem, esse ser terrível. Kalona olhou a irmã que lutava para colocar o outro pé da bota enquanto o leão a mantinha equilibrada. Com suas asas. - Não, ela era como um sol la em casa - ele sorriu - era cheia de energia alegre, sempre estava sorrindo e aprontando, na verdade ela era a alegria da casa, nosso solzinho saltitante. Mas algo mudou nela, eu não sei dizer o que. Tem algo estranho nela, muito estranho - E você? – ela perguntou curiosa - Eu era o mais velho, então tinha quer ser responsável, sempre cuidei dela e quase não dei trabalho. Depois que o pai e a mãe se foram... bem, a gente se uniu ainda mais, éramos quase inseparáveis - E o que mudou? O rapaz olhou para suas próprias mãos, elas estavam cobertas de ataduras, mas ele ainda podia sentir. Com um sorriso triste Kalona pôs a mão no ombro da Driade e se afastou indo falar com a sacerdotisa. Anator ficou olhando Ikaros brincar com o leão que tentava a ignorar, ela possuía os mesmos olhos que Kalona. Enquanto ela tinha cabelos incrivelmente longos de quem nunca viu uma tesoura, de um vermelhos como o fogo e uma pele bronzeada, e feições traiçoeiras e arteiras. Ela também era mais baixa que ele, mas baixa que a maioria ali. Kalona tinha os cabelos brancos como o luar, as feições dele eram dóceis e sérias enquanto o da garota... Apenas dizia que ela poderia fazer bagunça com um graveto e um pedaço de corda, Kalona parecia ser feito de pura bondade, até sua postura demonstrava sua liderança e gentileza. Não demorou muito e todos seguiram por um túnel, seguiram todos juntos, o caminho era desregular, íngreme e estreito. Orion e igneell em certo momento tiveram que se rastejar no chão para conseguirem passar. Quanto mais adentravam pelas cavernas, mais nervosa Ikaros ficava, ela segurou a mão do irmão e fechou os olhos. Kalona sorriu e abraçou a irmã a conduzindo pelo caminho. Quase meia hora depois todos conseguiram sair de lá em segurança, o caminho se seguiu de forma silenciosa. Órion andava na frente enquanto Igneell ia atrás. Anator seguia atras de Kalona, Albam, neferet e as Elfas iam lado a lado. - obrigada – sussurrou Ikaros, ela olhou suas mãos juntas mas logo soltou a do irmão - não foi nada. Ainda com os medo de escuro? – ele perguntou levemente nervoso - e claustrofobia – sussurrou ela irritada – só foi piorando a medida que os anos se passaram - tudo bem - ele ergueu a mão para por no ombro da garota mas recuou - O que eu sou exatamente? - Ikaros perguntou a Ignnell que a olhou de lado, balançou sua cabeça em negativa... - Você pode ser tudo e ao mesmo tempo nada, mas quem decide isso é você Ikaros. Uma coisa é certa... A energia do fogo vive dentro de ti, então veja isso como uma forma de achar seu caminho, apesar de não gostar do jeito que tende a me tratar feito um bichinho de estimação, eu estarei aqui pra te ajudar, pois o fogo antigo também está dentro de mim. O fogo aquece nas noites frias, mas também destrói sem piedade em seu momento de fúria! O equilíbrio é o caminho!! Ele falou com sua voz grave e pela primeira vez a chamou pelo nome, ele falava olhando diretamente em seus olhos e um leve brilho avermelhado se viu refletido nas íris de ambos. Ikaros sorriu com a resposta e passou a mão em uma mecha de seus cabelos meia pensativa. - Só pra esclarecer. Para aqueles levemente lentos. Eu sou uma incendiária? - a garota perguntou um pouco confusa, as palavras de seu amigo haviam sigo muito vagas e enigmáticas, e aquela nevoa tão familiar havia voltado a sua mente, junto a dor de cabeça, não como antes, mas ainda um pouco insistente. Igneell suspirou ao ouvir a pergunta da garota, pensou um pouco em uma resposta mais fácil que ela compreendesse melhor. - Não. Você não é uma incendiária. Quer dizer você pode ser se quiser. O que eu quis dizer é que você tem a capacidade de manipular e até controlar o fogo, pelo que já percebi. Mas enquanto achar que tudo não passa de uma brincadeira nunca será capaz de entender a real dimensão da magia que carrega em seu Sangue. Ele falou a olhando nos olhos e ao terminar se calou enquanto continuava a caminhar. Por mais que ele não admitisse, o jeito irreverente e meio desastrado que ela tinha lhe divertia no fundo. Ikaros ao ouvi-lo pensou um pouco, mas nada daquilo que ela ouviu explicava o que de fato ela era de verdade, então a mesma cruzou os braços e bufou irritada por continuar no escuro. - Como eu posso levar algo a sério se ninguém me explica nada? Você diz que tenho fogo na alma, mas não explica o que eu sou de fato, ou o que isso significa. Anator pode controlar a natureza e ela é uma Dríade, eu posso controlar o fogo mas não sei o que sou! Todos aqui tem a magia no sangue mas sabem o que são. Como posso levar algo a sério ou controlar algo que eu não entendo?? - Ela tentava parecer bastante brava, mas ao olhar os grandes olhos azuis de Ignell pode ver que ela era algo que nem mesmo eles poderiam explicar. Ikaros então chorou impotente e cansada - Isso é tão injusto! - O que você é?! – anator explodiu irritada - Ainda me pergunta?! Isso é sério? Pensei que até então já havia entendido! Olhe pro seu irmão e o que acha que ele é? Ele é um mago. Um bruxo com habilidades de controlar os elementos água e terra. Você é uma bruxa, feiticeira ou maga... como queira chamar. É isso que você é, como a Sacerdotisa Neferet disse: "A magia que vocês dois carregam é antiga!". Não adianta eu falar ou mesmo o seu irmão, por que enquanto estiver ai fazendo birra e dizendo que não é justo, tudo será inútil. Então volte pra sua cidade e vire escrava daquele rei miserável e depois morra, ou então cresça de uma vez e aceite a realidade Ikaros. Seja forte, quente e vibrante como o fogo mais abrasador ou seja fraca e frágil quanto a chama de uma vela! Tanto faz, mas por favor cresça logo pois eu já estou me cansando disso, me cansando de você. - chega anator – kalona pos a mão no ombro de anator a mantendo calma então olhou Ikaros que parecia mas apática do que nunca, parecia que as coisas que Ikaros havia visto ou passado havia sumido de sua mente, grande parte pelo menos, então ele tentou parecer tranquilo. - você e uma bruxa minha irmã. A magia dos bruxos geralmente começam despertando por um ou dois elementos, após os elementos, vem a magia de verdade, os feitiços poções e círculos mágicos, o melhor começo e aprender latim primeiro - Frater mi scio quam ut Latine loqui – ela disse com a voz baixa - kalista ? ele sorriu de forma orgulho - o que mais ela te ensinou? - quase tudo o que sabia, era o único meio de me deixar quieta ou entretida, li todos os livros dela, não tinha escolha. Igneell seguiu em frente, aparentemente não se importando com ela, mas na realidade esperava que as p************s e rudes da dríade, servissem para fazer a garota crescer um pouco e entender toda a situação atual. Eles seguiram o caminho calados. O corpo de ikaros tremia e seus olhos estavam embaçados pelas lágrimas derramadas, as palavras da driad a atingiram com força a ferindo profundamente, ela então fez com que as lágrimas evaporasse, passando a mão em seu braço a garota voltou a andar deixando que os outros ficassem a frente, incluindo o leão que ela tanto adorava brincar. Kalona por sua vez seguia o caminho em silêncio, Anator tentou arrancar algo se seu companheiro, mas palavras pareciam não o alcançar. Com um suspiro o rapaz passou as mãos em seus cabelos e olhou para o céu. Logo atrás do jovem os demais vinham se aproximando da saída da caverna, Anator que sempre foi mais aberta ao diálogo com Kalona se aproximou dele e colocou sua mão no ombro do mesmo e se pôs a observar o céu. Depois de um tempo ela resolveu quebrar o silêncio. - Ei por que não vai até lá conversar com ela? Aproveitem o tempo para se entenderem, afinal são sete anos longe. Iremos seguir adiante! - achei que você não gostasse dela – ele sorriu de forma fraca e confirmou com a cabeça. - Você tem razão! Obrigado minha amiga, irei conversa com ela. - Órion que vinha bem próximo só olhou o jovem e fez um movimento de cabeça em positivo lhe dando força, então Kalona seguiu até onde Ikaros estava junto com Igneell. Este por sua vez percebendo a chegada do jovem apenas adiantou-se a sair da caverna deixando assim os dois irmãos a sós Iki precisamos conversar! Vamos sentar aqui um instante. Por favor, já nos juntamos aos outros! Ele falou com a voz pesada e um tanto melancólica, após respirar fundo encarou sua irmã. Ikaros apenas suspirou e negou com a cabeça. - Perdoi-me irmão, mas creio que já tive conversa demais por um dia! Minha cabeça dois, quero descansar. Poderia ser mais tarde? Kalona Respirou pesadamente ao ouvir as palavras da Garota, ele entendia os sentimentos dela, porém precisava dessa conversa para tentar reaver o elo de harmonia com ela, porém não seria fácil conseguir. - Só me ouça, não precisa responder nada agora Iki. – ele fechou os olhos respirando fundo - Eu só posso te pedir perdão por tudo que fiz. Por ter deixado você e a vovó pra trás. Por tudo que está vivendo agora. Acredite, não e fácil pra mim também. Mais eu preciso de você do meu lado outra vez. Assim como era antes. Nós dois e nossas brincadeiras e alegria. Eu só posso pedir que tente entender o porquê de eu ter partido. Mesmo que não me perdoe. Acima de tudo eu fiz isso, prezando nossa segurança a sua principalmente. Afinal, como o pai dizia, eu seria o responsável pela família. Kalona tentou manter seus olhos nos de Ikaros, mas à medida que suas palavras saiam, as lagrimas a acompanhavam. Ikaros observou seu irmão calada, escutando cada palavra e sentindo a tristeza que ele sentia, a garota se perguntava se perdoaria tudo assim, rápido e com poucas palavras, mas ao lembrar de tudo o que passou com seu irmão longe, a reconciliação parecia mais um sonho do que uma realidade próxima. - Desculpa meu irmão, mas devia ter pensado em tudo isso antes, por sete anos eu te esperei sem saber o que havia acontecido com você, se você pelo menos tivesse falado algo antes de partir, dito um adeus. Mas não, apenas sumiu, deixou a mim e a vovó e cada dia parecia uma eternidade, eu fiquei não apenas sem meu irmão, mas também sem meu melhor amigo. - a garota soltou o ar pesadamente e o olhou de forma triste - É melhor irmos, eles precisam de você. Não se pode viver sem um líder não e Ao ouvir as palavras de sua irmã ele pode sentir todos os sentimentos que estiveram escondido por anos, ele não a culpava, o tempo os separou, e o tempo os aproximaria novamente. -Tudo bem, eu entendo você e tem razão eles precisam de mim, de nós na realidade, precisamos todos uns dos outros - o jovem falou levantando a cabeça e passando a mão no rosto limpando as lágrimas, respirou fundo e voltou a caminhar na direção dos demais. -Há se você soubesse de tudo meu pequeno solzinho saltitante, mas temos que seguir e deixar tudo se ajeitar por si só - O garoto ia falando em seus pensamentos. A garota passou a mão em seu braço esquerdo e olhou para frente observando os outros se afastarem, seu coração ainda pesava pelas palavras do leão. Ikaros correu para o lado de igneell, ela andou de forma tranquila e calma, alva se aproximou e puxou a manga do casaco de Ikaros chamando sua atenção. - pequena, tenho presentes para você. Vai te deixar mais feliz – a gata sorriu e estendeu suas patas e nelas surgiram uma pequena pilha de livros, a pequena gata quase caio com o peso. Mas Ikaros pegou os livros, era antigos com capas de couro enrugado, nem um possuía nomes. – gosta? Ikaros folheou os livros e sorriu, pela primeira vez dês de que saiu de sua casa, ela sorriu abertamente, a gata sorriu também, aliviada pela alegria que a menina demonstrou ao ver os livros, ela fiou olhando a jovem enquanto andava - fala sobre a arvore da vida, lendas antigas de como a achar, minha avo tinha um quadro sobre ela, a arvore nasceu surgiu de um fruto, e todos os espíritos da natureza, os planetas, toda a vida no mundo, surgiu de seus frutos, não e engraçado, um fruto deu origem a uma arvore e cada fruto dessa arvore deu origem a vida que está a nosso redor - achei que fosse gostar pequena, na sua idade eu gostava muito de ler também, atlas conseguia todos os livros que podia e me dava – a gata sorriu mas ainda mostrando seus caninos avantajados - foi atlas que conseguiu esse para você? – Ikaros continuou a folhear os livros de forma calma enquanto andava - não, peguei durante o resgate, peguei tudo o que conseguia, não foi muita coisa, mas vai ajudar você a passar por esses momentos difíceis. Dito isso, a gata correu para perto de seus amigos ladinos Ikaros ficou passando a mão na juba do amigo enquanto andava e lia ao mesmo tempo, neferet se aproximou lendo por cima de seus ombros, suspirando, Ikaros pegou um dos livros e deu a sacerdotisa e voltou a ler. Ela tentou se concentrar mas não conseguia, a respiração de neferet em seu pescoço a deixava irritada. - ok neferet, diga, o que queres - nada, apenas estou observando vocês, gosto de observar. - ok, neferet eu tenho uma pergunta a você, me diga umas coisas por favor – Ikaros fechou o livro e pós em sua bolça -diga pequena, o que aflige seu coração? - ela disse de forma calma e sorrindo - oque e você? Sem ofensas, e que não sei se você e um siborgue, um android, o que diabos nesse universo caótico tu es? Pois sei que não nasceu assim tenho certeza. E você e uma sacerdotisa, toda ligada ao reino espiritual, mas e explica o que os catchals são por favor - Ikaros, não seja indelicada - kalona a repreendeu com um grito. - nosso povo nasceu com um coração forte demais para um corpo humano, cada batida era como ser atingidos por 10 raios, muitos morriam ainda criança ou nem chagava a nascer, não vivíamos mas do que 18 anos, então, um dia, nosso ancião teve uma visão vinda dos Deuses. Trocar partes do nosso corpo, por áreas robóticas usando magia arcana, runas e alquimia, a cada ano de vida a cirurgia era feita usando metal dos anões, nossos membros eram trocados pouco a pouco. Primeiro braços, depois pernas, olhos alguns órgãos. Como aramos um povo que caminhava com a morte, nossa ligação com o reino dos espíritos era mais forte - todos tem três olhos no seu povo? -eu nasci morta, mas meu povo conseguiram me trazer de volta a vida, depois disso, meu espirito sempre era puxado para o mundo dos mortos, ou eu sempre ouvia sussurros dos mortos. Então me deram o terceiro olho de jade espiritual banho nas lagrimas de recém nascidos e benzido pelas mãos de um grande xamã. Graças a ele possuo o controle sobre esses dons e não me limitando apenas ao reino dos mortos mas a outros também, então me nomearam sacerdotisa - uau, desculpe então pela pergunta - Não tenho vergonha da minha herança Ikaros, o destino nos fez assim então e apenas o abraçar e aceitar. melhor do que tentar lutar inutilmente. - Odeio a ideia de destino, e como está na frente de uma bala a queima roupa, não tem como desviar, e assustador e no final, tudo vai mudar, morrer ou acabar. - Todos nascem com um querida, até você tem o seu, já foi escrito, agora apenas aceite. - querida – a menina disse de forma levemente grosseira – nem o meu irmão me diz que fazer, não e o destino que vai fazer isso, então vou voltar a ler sobre – ela pegou o livro e o abril  – pq acaz quer saber sobre voltar dos mortos? Quer reviver alguém? Viver para sempre? voltar dos mortos? Todos pararam de falar e pararam no meio do caminho olhando a todos olharam a garota - o que foi? Oque eu disse? – Ikaros deu um passo para trás desconfortável - Não fale isso nem brincando, não se diz uma coisa dessas – tenebryan disse horrorizada abraçando sua amiga elfa - acaz e todos de sua linhagem não merecem essa dadiva - eu nem sabia que isso era possível, voltar dos mortos – ayara disse passando a mão em seus braços - e bem difícil, alguém com o pé no outro mundo, mas ainda vivo, que entrou nesse estado no mesmo momento que a outra pessoa morreu, tem que decidir se sacrificar por toda a eternidade para poder trazer essa outra pessoa a vida, tem que ser por livre e espontânea vontade, tem que ser em momentos auspicioso. Pelo menos e o que a teoria diz - quem iria se sacrificar por acaz? – anator disse rindo e todos concordaram Ikaros seguiu seu caminho calada, olhando o livros, mas ela estava cansada então deixou o livro para lá e ficou olhando para suas mãos. Kalona olhou sua irmã de longe e voltou. - fecha os olhos, visualiza oque você quer, tenha a imagem bem nítida na cabeça, tamanho calor, veja ele sobre sua mão ou flutuando a cima de nós, não tenha medo, e você que o controla não o contrario - karos tentou seguir as instruções de seu irmão, quando enfim sentiu a luz sobre seus olhos fechados e o formigar levemente doloroso em suas mãos, ela abriu os olhos e em fim viu a bola de fogo flutuando sobre sua cabeça. Sem conter a alegria porem fim conseguir controlar seu poder, a menina saltou nos braços do irmão, rindo como criança, kalona ficou sem reação, mas quando enfim ia reagir, Ikaros se afastou ainda sorrindo - obrigada kall - ela riu e correu até igneell para mostrar que havia conseguido kalona ficou a olhando e suspirou -você está perdendo para um leão? - o lobo rio brincando - minha irmã sempre preferiu animais a seres humanos – ele cruzou os braços -qualquer um prefere animais a seres humanos – o lobo parou um pouco – se bem que hoje em dia, os humanos estão mas para animais do que o rosto do mundo - bem dito meu amigo, bem dito Os eventos seguintes aconteceram de forma rapidos. Perdidos em seus pensamentos, os demais sabiam o que se passava, mas ninguém tinha coragem de dizer algo nesse momento. O silêncio deles era respeitado por todos, igneell ficava olhando Ikaros que havia voltado a ler seu livro calada, assim também como fez Órion e Anator que se puseram ao lado de Kalona. A viagem em si foi tranquila, a entrada do pântano já estava à vista ao se aproximarem, mas a tranquilidade foi interrompida, alguns barulhos estranhos começaram a vir de dentro do pântano. Todos se prepararam rapidamente com suas armas, Igneell e Órion se posicionaram nas laterais. O leão abriu suas asas e bateu soltando uma lufada forte de um vento quente pântano a dentro e Órion soltou um uivo sônico na mesma direção. Alguns grunhidos se ouviu e logo em seguida uma chuva de flechas foi disparada na direção de todos. Ayara pegou sua clava e rebateu algumas das que vinham na sua direção as jogando longe, Atlas agilmente desembainhou sua espada e desviou mais das flechas. Alva ergueu seu cajado fazendo um campo de força, Ikaros dessa vez não se escondeu ela deu dois passos a frente e se concentrou. Todas as suas emoções veneram à tona em forma de chamas que cobriram seus cabelos e suas mãos, as flechas que chegavam perto dela se derretia com o calor extremo. Neferet fez uma p******o com sua aura, Alban bateu seu bastão no chão afastando as que vinham em sua direção, Tenebra e Glorieen lançaram esferas de energias destruindo as que vinha em seu rumo, Anator fez um escudo com galhos e foi suficiente pra parar as que a atingiriam. Kalona saltou paro o lado e fez um círculo grosso de terra ao seu redor. Ikaros se manteve atrás dd igneell escondida apenas observando enquanto seu corpo tremia. Os grunhidos ficavam a cada momento mais altos dentro do pântano e outro disparo saiu de lá, uma flecha foi disparada na direção de Kalona. Ikaros gritou tentando o alertar. Tudo aconteceu em câmera lenta, kalona se virou ao ouvir o grito podendo ver apenas anator que se jogou a sua frente, ele a abraçou tentado a jogar para o lado mais já era tarde, a flecha acertou o meio das costas da garota que apenas pendeu seu corpo para trás, ainda sendo segurada por kalona. dfghj sdfghjk sdfghj dfghjk xcvbn xcvbn vb
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