EP 02

1618 Words
Ana Narrando. Quem aquele i****a pensa que é? Entrei na viatura e o Bruno entrou no lado do motorista, eu não conheço o Bruno direito mas ele tem sido legal comigo. - Não é justo - falei assim que o Bruno começou a dirigir e ele me respondeu sem tirar os olhos da estrada. - O que? -disse. - Você sabe, o Erick, ele não gostou de mim e está tentando se vingar - falei pegando meu celular. - Ele é assim mesmo, relaxa - Falou ele parando no sinal vermelho. - O que ele espera de mim nesse IML?- falei. - Choro, medo, pavor e provavelmente que você desenvolva um trauma e desista - falou ele e eu sorri. - Quero combater o tráfico e não, passar o dia vendo corpos - falei guardando o celular. - Corpos são consequência dessa vida - falou ele. - corpos de traficantes seria uma boa - fale e pela primeira vez ele tirou os olhos da estrada e me olhou rápido, como se quisesse saber a minha reação ao falar aquilo. - Gosta de ver bandido morto?- falou ele. - Antes eles do que uma pessoa de bem - falei. - Pensei que era grudada em Direitos Humanos- falou ele. - Não muito, meio a meio pra ser sincera - falei. Logo chegamos, o Bruno respondeu um questionário e logo em seguida entramos numa sala cheia de Gavetas e o Médico ou alguma coisa desse tipo veio em nossa direção. - Boa Tarde- falou ele com bolachas na mão e café, ou algo parecido na outra. - Boa tarde - falei junto com o Bruno. - Café?- falou ele. - Claro- falou o Bruno e eu o encarei. - E você? - falou o cara me olhando. - Não, Obrigada - falei um pouco assustada, como ele pode comer num ambiente desse? - Qual o caso? - falou ele colocando café pro Bruno. - Mulher assassinada ontem na entrada do morro, ela era testemunha do caso da quadrilha que roubou um banco e age no trafico do Rio e tem ligação direta com quadrilhas de São Paulo - falou o Bruno e eu fiquei tentando racioncinar. - Posso falar na frente dela? - falou ele e eu o encarei. - Pode - falou o Bruno. - mas ela não é polícia - falou o homem me olhando. - Não, mas é uma estagiária - falou o Bruno. - Entendo - falou ele e logo começou a desembuchar. - Como o Erick deixa uma testemunha importante morrer?- falei colocando o cinto. - Ela se recusou a participar do programa de proteção à testemunha ué - Falou o Bruno ligandobo carro. - Mas ele deveria ter insistido - falei. - Mas insistimos - falou ele. - Qual é essa quadrilha? Já tem alguém preso ou algum esquema montado pra prender alguém?- falei. - Mais ou menos - falou ele. - Como assim mais ou menos? - falei..- Não sei se posso te contar- falou ele. - Tudo bem - falei. Chegamos na delegacia por volta das sete da noite, apresentamos o Relatório ao Delegado e em seguida encaminhamos pro Erick por email. Entrei na sala dele e ele me olhou sério, estava falando ao telefone e desligou ao me ver. - Os relatórios estão no seu email - falei. - Obrigado - falou ele sério.Dei as costas pra sair e ele me chamou. - Ana - falou ele e eu me virei e o encarei. - Sim - falei. - Acho que vou colocar você pra todas visitas ao IML agora - falou ele e eu sai dali irritada. Peguei minha bolsa e voltei à sala do chato. - Posso ir?- Falei. - Pra onde você vai?- falou ele. - Minha casa- falei. - Bairro - falou ele. - Tijuca - falei. - Te levo- falou ele. - Não precisa, eu chamei um taxi - falei. - Faço questão, você foi muito corajosa - falou ele e eu resolvi aceitar a carona. Entramos no carro e seguimos uma parte do trajeto sem falar nada. Ele ouvia à música de Cazuza - O nosso amor a gente inventa. Logo paramos num sinal vermelho. Uma moto encostou do meu lado e pediu pra abaixar o Vidro o Erick olhou e deu partida no carro, os bandidos vieram atrás de moto. - liga pra polícia- falou ele nervoso. - muito engraçado - falei nervosa segurando minha bolsa e nessa hora ouvi os bandidos atirando contra o carro. - Liga logo - falou ele e eu peguei meu celular e liguei pro Bruno mas ele não atendia. - O Bruno não atende - falei e em seguida uma bala pegou no retrovisor do meu lado do carro. - p**a QUE PARIU - falou ele. - Vou ligar pro... - ele me interrompeu. - Pega minha arma - falou ele apontando. Peguei a arma dele e entreguei a ele que agora dirigia e disparava. - Eles tão chegando perto - falei nervosa. - fica calma, eles querem a mim - falou ele e não sei pq mas acho que eles também vão me matar. - calma? Não tem como ficar calma - falei gritando. Logo um carro nos fechou e tudo que eu consegui ver foi um escuro. Erick Narrando Batemos num poste, a moto parou do lado e começou a atirar a Ana estava desacordada e eu abri a porta e comecei a atirar também neles. Acertei o primeiro na cabeça e o segundo fugiu com um tiro na perna. Peguei o celular e liguei pro Samu que logo fez o socorro. - Não vou pegar carona com você nunca mais - falou a Ana e eu sorri. - Esqueci de avisar que pegar carona com um policial fardado pode ser perigoso no Rio de Janeiro - falei. - O que eu perdi de tão emocionante?- falou ela me olhando. Estávamos num quarto de hospital. - Só os miolos de um deles voando e outro fugiu com um tiro na perna - falei. - Você matou um deles?- falou ela surpresa. - Matei - falei. - Não sei o que dizer - falou ela me olhando. - Me agradeça, ele ia atirar em você - falei levantando da cadeira. - Obrigada Erick - falou ela. - Não precisa agradecer, descansa que amanhã cedo você tem faculdade - falei sério. - Vou descansar em casa - falou ela senso teimosa. Logo o médico veio e afirmou que foi só um susto e que a Ana podia ir. - Quer uma carona? - ironizei. - Com um dos caras mais odiado por Fracções no estado? Não, obrigada - falou ela e em seguida entrou num taxi. Chamei um taxi também e fui embora, amanhã a impressa e os direitos humanos iria cair em mim. Anastásia Narrando. Essa matéria é ridícula!!! E sensacionalista e quem é esse pessoal? Ninguém estava lá, como apareceu tanta gente pra dar entrevista agora?. Desliguei a TV e voltei pra cama, eu estava cansada e não vou pra faculdade hoje. Meu pai não me ligou ainda pela primeira vez no ano. Levantei e tomei um banho, coloquei uma roupa de caminhar e fui correr um pouco. Olhei no relógio e vi que corri 30 minutos, voltei pra casa e tomei um banho vesti uma calça jeans azul escuro e uma blusa branca de manga, sapatilhas e fiz um coque. Peguei meu carro e fui pra Delegacia. Na porta tinha bastantes fotógrafos que vieram na minha direção, tentei esconder o rosto e entrar. - Bom dia?- falei entrando e uns policiais me olhavam. - Bom dia- falou alguns, segui pra sala do Erick, ele não estava lá, só estava o Bruno e outros polícias, a sala não era só do Erick. - Ana, você poderia organizar s pastas com casos da mesa à sua esquerda pela ordem dos números?- falou ele e eu concordei. Sentei na cadeira do lado e tirei as pastas, organizar tudo aquilo iria dar trabalho. Quem inventou de organizar por ordem alfabética? Colocar uma letra sendo que são umas 200 pastas era coisa de louco. - Bom dia, bom dia - falou o Erick entrando na sala. - Bom dia- respondi. - Porque você tá mexendo na minha organização?- falou ele sentando na sua mesa. - O Bruno pediu- falei. - Bruno- falou ele sério. - Ela está fazendo algo pelo menos - falou o Bruno. - Ana, vá na sala do Delegado pra saber se ele já tem o mandato de prisão do filho da p**a que foi pego com 1k de maconha na bolsa de viagem - falou o Erick e eu o encarei. - Tá- deixei tudo q estava fazendo e fui pra sala do Delegado.- Diga ao Erick que ele já pode ir brincar de cão e gato- falou ele me entregando o mandado de prisão. - Obrigada- falei saindo. Entrei na sala e entreguei o mandado ao Erick. - Obrigado - falou ele. - Não por isso - falei sentando na minha mesa e pegando meu celular. - Alô- falei baixo. - Se está falando é sinal que está viva mesmo depois do atentado- falou o meu pai do outro lado. - Pai, não foi atentado - falei e o Erick me olhou. - essa profissão é de risco querida, desista - falou o meu pai e eu logo dei um jeito de desligar. - Seu pai é um homem preocupado- falou o Bruno. - É, ele é- falei. - Não deveria, acredito que você não dê problemas- falou o Bruno. - Não mesmo, mas ele ficou bem preocupado- falei. - Bruno você já Sabe o que fazer- falou o Erick. - OK - falou o Bruno e logo sai com os parceiros. - Você adora isso né - falei e ele me encarou. - Como??- o Erick fingiu de b***a. - Ficar sozinho comigo - falei brincando e ele sorriu de lado - se quisesse ficar a sós com você te convidaria pra tomar um bom vinho comigo lá em casa, se é que me entende - falou o Erick piscando o olho e eu entendi a brincadeira. - Jamais aceitaria tomar vinho com alguém tão amargo- falei e o Erick sorriu. - Não gosta de vinho?- falou ele. - Não muito - falei séria. - Deixa eu te convidar pra outro lugar - falou ele. - Porquê?- falei séria. - pq sou injusto com você - falou ele. - então me surpreenda sr- falei séria. - Vamos dá uma volta de moto - falou ele me olhando. - você não pode tá falando sério- falei. - não quer ir?- falou ele. - aceito o convite do vinnho - falei e ele sorriu de lado e c*****o ele era lindoo.
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