PRIMEIRO ENCONTRO

1734 Words
ERICK NARRANDO Acordei com o celular tocando no meio da madrugada já virou rotina, levanto-me ao ouvir ele tocando vou até a minha mesa de anotações do outro do quarto pego o celular e vejo que é do trabalho. — Eu estou de folga. — Falei enquanto observava pela janela do quarto do meu apartamento, ainda estava escuro pois era 03:04 da manhã. — Eu sei, mas é que uma mulher foi assassinada na entrada do morro e precisamos ir até lá. — Falou um companheiro de farda (O policial que estava no lugar do delegado enquanto ele estava de férias) eu fui até a sacada e acendi um cigarro. — Como assim precisamos ir lá? Eu estou de folga, é algum caso importante? Quero dizer em especial... — Falei enquanto observava os poucos carros que passavam, eu amava morar em frente ao mar, em Copacabana para ser mais específico. — Lembra daquela testemunha do caso lá que estamos investigando? Cê sabe... Não posso dar muitos detalhes. — Ele falou e eu entendi tudo. — Filho da p**a! Foi queima de arquivo? — Perguntei já sabendo da resposta. — Eu não quero entregar o caso pra outra equipe, sua equipe começou, sua equipe termina, Erick eu vou mandar o endereço pelo seu w******p. — Ele desligou, e eu fui tomar um banho rápido, para ir pro local. Coloquei a farda, peguei um taxi e fui para entrada do morro, chegando lá vi um alvoroço grande de pessoas e a equipe de perícia estavam lá. Logo Bruno que faz parte da minha equipe veio falar comigo. —Bom dia chefe —Bom dia, cadê o relatório? — Perguntei chegando perto da viatura e uma moça até bonitinha veio até mim e me deu um papel, peguei e a encarei. O que ela está fazendo dentro da cena do crime? Porque não estava atras da faixa amarela iguais os outros curiosos? —Isto é? — Perguntei sem entender, nossa ela é bem bonita, ela deu um sorriso. — O relatório o que o senhor pediu Sr. Velásquez. — Ela disse dando um sorriso de lado. —Bruno? — O chamei encarando ele, tentando entender o que estava acontecendo. — Essa é a Anastácia, ela vai trabalhar com a gente nesse caso, ela é da equipe criminalista e está estagiando pro seu último ano de faculdade, indicação do delegado. — Ele disse eu passei a mão na cabeça, e dei mais uma analisada nela. — Pode me chamar de Ana. — Ela falou estendendo a mão e sendo meiga, e eu odeio isso, pessoas meiga me irrita. — Uma estagiária? Olha não me leve a m*l não Ana, mas deve ter havido um engano, o Dr. Duarte jamais colocaria com um estagiária para trabalhar em casos como esse, isso não é a sua função eu acredito. — Eu disse olhando pra ela que me encarou seria. — Tem razão Erick, essa realmente não é aminha função, assim como não é a sua função questionar quem o delegado escolhe pra trabalhar com você, enfim, ai está tudo o que você precisa saber, onde foi os tiros aproximadamente que horas, se tem ou não testemunhas, entre outras coisas. — Ela afirmou e eu fiquei impressionado como ela é corajosa, ninguém nunca havia me respondido. — Já fez o seu trabalho, agora pode se retirar, e na próxima vez Dra. Vista-se a caráter. — Nem esperei ela respondei me virei e sai dali com os papeis na mão, e o Bruno veio atras de mim. — Ela linda ne? — Ele falou todo empolgado. — Linda e vai fuder com o nosso grupo, já falei um milhão de vezes que não quero mulher na equipe e o Duarte não entende, ou ele está me gozando. — Eu disse dando um murro na viatura e as pessoas me olharam, olhei para a Anastácia que me olhava e fui até ela novamente e a encarei. — Que foi? — Ela perguntou olhando rápido pra mim e voltando a atenção para uns papeis que ela estava lendo. — Quero um café. — Eu disse sério, e logo em seguida colocando as mãos no bolso. — Você só pode estar brincando... — Ela disso jogando uma mecha de cabelo pra trás da orelha. — Está vendo todos esses policiais? Se eu fizer esse mesmo pedido eles vão sem questionar, isso porque são mais que estagiários, sou o seu supervisor e quero um café um Ana. — Falei sério, já que o Duarte queria jogar comigo eu iria jogar. Ana será o novo brinquedo da minha equipe, estávamos mesmo precisando de alguém pra nossa empregada. ANASTÁCIA NARRANDO Um café? Ele vai ter o café que merece, sai dali e peguei um taxi e ao invés de ir à cafetaria eu fui embora pra casa, chegando lá subi tirei a calça colada, o tênis e a blusa com o nome da faculdade fui pra deixando do chuveiro e em seguida pedi uma comida e já fui vestindo minha roupa de dormi, não demorou muito a comida chegou, eu comi, e já fui me deitar porque eu teria faculdade amanha cedo, ou melhor hoje. Acordei com o despertador de sempre o meu pai, me ligando todas as manhãs eu nem se quer me lembro mais do barulho do despertador. — Bom dia pai. — Coloquei o celular no viva voz e continuei deitada. — Bom dia querida, vamos enfrentar o trânsito de São Paulo? — O do Rio também é tenso! — Já levantou Ana? — Você advinha? — Falei me levantando da cama. — Não, mas eu sinto, como foi o trabalho? — Não é um trabalho pai, é um estágio por enquanto. — Eu disse abrindo a porta do banheiro. — Quando quiser desistir dessa brincadeira e voltar, sinta-se a vontade. — Ele como sempre se referindo a minha faculdade como se fosse uma brincadeira ou um passa tempo qualquer. Meu pai sempre quis que eu fosse uma sustentada, ele tem uma agencia de viagem e o sonho dele é que eu tomasse conta dos negócios da família. — Pai estou prestes a me formar, e já passei na OAB. — Ok, sua mãe e eu estamos com saudades, quando virar nos ver? — Ele questionou e eu peguei o celular e levei pro box, para poder conversamos enquanto tomava banho. — No próximo feriado eu prometo! — Falei e em seguida liguei o chuveiro. — Não é atoa que esse e o seu sexto celular esse ano, leva ele para o vapor do box. — A culpa é sua por me ligar sempre essa hora papai. — Ah eu tenho culpa de você só tomar banho uma vez por dia, e justamente na hora que eu ligo. — Ele disse eu dei uma gaitada. — Estou bem acordada pai, obrigada por me acordar, mas agora tchau. — Tchau querida. — Ele desligou e eu fui terminar o banho aproveitando já lavando o meu cabelo. Me vesti rápido, colocando uma calça preta com botas e um moletom preto, estava chovendo bastante, sequei o meu cabelo, peguei minha bolsa e sai para faculdade eu estava morrendo de sono. ERICK NARRANDO Acordei era 11:00 da manhã, tomei um banho e fui para delegacia, quando eu cheguei lá vi que o Duarte estava na sala dele, já fui logo entrando, ele reclamou. — Não sabe bater? — Ele perguntou sério. — Desculpa, mas tenho um assunto muito sério para resolver. — Qual seria o problema? — A estagiária, quero ela fora da minha equipe Delegado, ela é incapacitada e não sabe obedecer o superior, eu pedi um café e ela simplesmente sumiu, sem falar que o meu grupo só tem homens, coloca ela em outra equipe com outro caso. — Desabafei. — Só isso? — Ele perguntou levantando uma sobrancelha. — É! — Respondi desconfiado sem entender a reação dele. — Ana, você pode vir aqui por favor? — Ele disse ao telefone, eu fiquei em silencio e logo a Ana entrou na sala. — Entre e feche a porta. — Ele falou e assim ela fez, e logo em seguida se sentou ao meu lado. — Erick, chamei ela aqui para que vocês se resolva, e eu não trocar ela de equipe, e ela e bem capacitada e se caso ela não for... torne-a, Ana tudo que você precisar fale com o Erick, ele é o seu supervisor. — Quando ele terminou de falar me deu vontade de socar alguma coisa, levantei-me e sai dali sem dizer nenhuma palavra. Fui para sala de treinamento e comecei a dar uns tiros para ver se eu conseguia me acalmar. — Problemas? — Bruno perguntou já entrando na sala. — Ana fica na equipe. — Eu falei — Ah isso não é problema. — Eu vou fazer ela pedir pra sair. — Deixa a menina Erick. — Ah é ne? Deixa a menina, o que a gente vai fazer se ela denunciar as nossas chacinas, porque é isso que ela vai fazer quando descobrir. — Eu falei e ele deu uma olhada em volta. — Fala baixo! — O melhor é ela longe. — Olhando dessa forma eu concordo. — É claro que concorda, se ela ficar longe conseguimos matar mais bandidos. — Olha lá. —Ele disse fazendo sugestão com a cabeça e eu olhei era a Ana vindo. — Bom, eu queria saber se alguém já ligou para perícia para saber do caso? — Ela disse e eu a encarei. — Não, mas eu tenho um trabalho pra você. — Falei e o bruno me olhou. — Hum. — Vai no IML e ver se alguém apareceu ou vai aparecer. — Hã? Como assim? — Ela questionou. — Alguém ué, família, amigo, sei lá, alguém que conheça a vítima. — Você quer que eu faça plantão no IML? E se ninguém aparecer? — Ela perguntou cruzando os braços, e eu revirei os olhos. — Aí obviamente você liga dizendo que ninguém apareceu. — Eu falei dando uma leve risada. — Eu não vou ficar lá sozinha. — O bruno está livre, ele pode te acompanhar. — Eu falei ela virou de costas e foi caminhando em direção a saída. — Isso vai ser bem divertido. — O bruno falou baixinho dando uma risada. — Vai sim. — Falei sorridente, logo ele saiu e eu fui pra minha sala.
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