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Princesa de Gelo

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Blurb

Quando adolescente, Rosana, a princesinha da escola, seduziu Marcelo e o abandonou sem qualquer compaixão. Agora ela estava de voltar para bagunçar outra vez com o mundo dele.

Após anos de separação, mas nem o tempo é capaz de apagar essa paixão incendiária. Por anos a sombra daquela mulher o perseguiu. Não permitiu que nenhuma outra ocupasse seu lugar. Agora de volta, trazia consigo uma filha. Uma filha a quem lhe foi negado 14 anos de sua existência.

Mas Marcelo não era uma pessoa com quem se pudesse brincar impunemente. E logo sua princesa de gelo saberia disso...

Rosana Mendonça estava com sérios problemas. Apenas uma conseguiu resistir a Marcelo e aquela era uma lembrança que a assombrava há anos, mas no momento em que acordou numa cama de hospital e o viu a seu lado, soube que nunca mais seria capaz de lhe negar qualquer coisa.

O problema é que além de uma filha, havia anos de ressentimentos e segredos mortais.

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Primeira parte. A princesa e o Plebeu
Em algum lugar no passado...    Marcelo Silva se acostumou a colocar o dobro de esforço para estar nos mesmo patamar que seus colegas de colégio. Sua origem humilde era lembrada a cada pequena falha que cometia, ao menos no começo de sua escalada social, quando ainda era o reles filho de um novo rico.   Assim, sua veia competitiva, bem como seu desprezo pelos bem-nascidos foram largamente alimentados por algumas brincadeiras inocentes.   Sua trajetória de um casebre de beira de estrada até a mansão mais luxuosa e bem frequentada da cidade era uma dessas lendas não tão urbanas que divertem os herdeiros e faz cada pobre sonhar com um futuro inatingível.   Poucos conseguem mensurar a quantidade de sorte, esforço, inteligência e ganância necessária para forjar um milionário. Ou o filho bem sucedido de um.  Aos treze anos, na sexta série, o pai decidiu que era hora de investir na educação do herdeiro. Queria que o filho aprendesse a lidar com a alta sociedade, deixando que ele tivesse acesso a uma mostra local de como eles viviam e se comportava.  A matrícula na escola de elite se deu quando os negócios daquele homem notável ainda eram poucos conhecidos.   Foram anos difíceis aqueles primeiros, apesar da amizade e proteção de uma das famílias mais tradicionais da região, os Bolivattos, que sempre foram conhecidos por desprezar etiquetas sociais.   Aqueles anos determinaram como os Silva lidariam com a vizinhança no futuro: com o mais absoluto desprezo. Apenas os Bolivattos teriam acesso livre a mansão e suas festas cheias de celebridades, e mesmo aqueles que ocasionalmente eram convidados, não participavam da i********e da família.  Três anos depois, entretanto, o “chaveiro” já era destaque em revista de negócios por vender os direitos de fabricação de seus inventos para corporações internacionais. Suas patentes já faziam sucesso no mercado e garantiam uma mansão, carros esportes e um belíssimo iate. Esse último, motivo de inveja de boa parte dos vizinhos, já que era uma constante em revistas de fofocas.   Como o chaveiro que possuía uma barraquinha na praça fez tanto dinheiro e ninguém percebeu, era o maior mistério da comunidade local.   Ele havia batido em algumas portas, oferecido sociedade, sem sucesso. Ninguém percebeu que desprezava uma verdadeira mina de ouro.  Marcelo viu sua condição de párea social mudar drasticamente: seu talento para o basquete levou a equipe da cidade, vinculada a seu colégio, ao final do estadual. E nos anos seguintes estavam sempre entre os finalistas do nacional juvenil.   Quanto a seus amores, ficou com várias colegas em segredo. No começo por exigência delas, depois por escolha sua, conforme seu velho previu certa vez:  “Se hoje você é motivo de vergonha um dia será um troféu a ser exibido. A questão é: você não precisa ser o troféu de ninguém. Esse mundo aqui em que vivemos é muito pequeno. Essas pessoas também. Um dia vamos embora sem olhar para trás. Você precisa devolver o desprezo que sempre sentirão de você. Mesmo quando aprenderem a disfarçar.”  Marcelo foi capaz de seguir o conselho do pai, exceto por um pequeno detalhe...    A bela adolescente chutava o pneu do carro xingando. Seu cabelos loiros ondulados, brilhavam ao sol poente e balançavam diante de sua frustração.  Marcelo estancou no meio do estacionamento. Havia algo de estranho naquela cena. A escola já estava praticamente fechada e deserta. Apenas a equipe de basquete permaneceu em suas instalações após as aulas. Com as quartas de final do interestadual se aproximando, o técnico estava tirando o couro da equipe durante os treinos cada vez mais puxados.   Marcelo esteve malhando. Desde uma lesão no ano anterior, já superada, ele estava ainda mais determinado a transformar seu corpo numa máquina. Sentir-se impotente era algo que não tolerava. Herança de seu pai perfeccionista e persistente.   Ouvir a moça xingar era algo inesperado. As garotas do colégio estavam longe de qualquer santidade. Álcool e drogas rolavam a rodo nas festinhas improvisadas. Rosana Alencar Mendonça, por outro lado, mantinha-se a acima de cada uma delas. Presidente do grêmio estudantil, era discreta e tinha uma postura admirável para uma adolescente. Se havia alguma realeza na cidade que moravam, os Mendonça eram o mais próximo disso: ricos de dinheiro antigo, rezava a lenda que a família séculos antes, fez fortuna com o tráfego escravo. Depois os ramos de negócios de diversificaram... hoje estavam envolvidos na criação de gado, na política, ou judiciário. O pai da moça, além de herdeiro, era um desembargador poderoso.   Aliás, a cidade, que foi um antigo centro comercial do império, abrigava três famílias poderosas: os bem-nascidos Mendonça, os Bolivatto, filhos de um imigrante italiano que fizeram fortuna longe da família que vivia no sul, poderosos na construção civil e os Barros, nova e não menos poderosa elite religiosa. A congregação gerida por eles possuía até mesmo programa num horário nobre na TV aberta. E possuíam inúmeras emissoras de rádios país a fora.  Quarenta anos antes, o bispo Barros fundou o ministério da Graça e força dos Apóstolos de Deus. A primeira igreja do ministério era todos os anos visitada por multidões, o que a princípio incomodou os Mendonça, que gostavam da discrição de uma vida numa cidade não muito grande. Ali, seu poder era comentado, mas passava despercebido. O pai de Marcelo costumava dizer que o luxo de exibiam era nada diante da verdadeira fortuna que escondiam.   Como dinheiro chama dinheiro, quando o “Ministério” proporcionou mansões e carrões ao Barros, nada mais natural que o “estado” e o “clero” se unirem numa parceria satisfatória. Isso aconteceu exatamente com a parceria político comercial entre as famílias e mais tarde, com o namoro entre seus herdeiros.   Marcelo Silva era o exato oposto. Novo rico, filho de um homem empreendedor que surgiu do nada e em vinte anos, silenciosamente, fez uma fortuna que surpreendeu a todos a sua volta.   O filho daquele milionário quase anônimo, era visto com fascínio e cautela por todos. Principalmente porque, apesar de ser um novo rico, seu pai agia diferente do que era esperado. Buscou a educação da elite para seu filho, sem mostrar qualquer interesse sério de confraternizar com eles. Do mesmo modo ensinou o filho aquelas pessoas se davam mais importância do que de fato possuíam e que isso poderia ser usado contra elas.  — A maioria dos homens que eu conheço caíram por causa da vaidade. A estupidez de provar-se para os outros e para si mesmos. Quando estiver no meio deles, os observe, avalie, perceba o que os mobiliza, aprenda com eles e tire o melhor proveito disso. Saber o que mobiliza as pessoas é o primeiro caminho para o sucesso.   De fato, em todo tempo que esteve entre os ricos e poderosos, Marcelo foi um frio e distante observador, interagindo quando era do seu interesse. Construiu para si uma imagem. Passou de pessoa a ser evitada, a modelo de conduta.   E como todo grande vencedor, ele tinha apenas um calcanhar de Aquiles, a moça que naquele instante chutava o pneu do carro. Rosana Mendonça era o único e irresistível atrativo entre as pessoas de sua classe para Marcelo.   De alguma forma ele jamais esperara ouvir palavras sujas saindo da boca de sua deusa loira. Não entendia também o porquê da garota ainda estar no estacionamento do colégio naquele horário. Até onde ele sabia a reunião do grêmio estudantil acabara há muito tempo e só os jogadores que queriam ganhar massa muscular participavam do treino mais intensivo com o treinador. Ele e mais dois.   O estacionamento estava vazio. Não era um bom lugar para se estar. O que ela estava fazendo lá sozinha. Onde estava seu irmão super protetor? E o i*****l do namorado?  — Rosana...   Ela se assustou e virou-se subitamente.  —Marcelo...  O primeiro pensamento do rapaz foi:   “Ela me conhece...”  Mas então se recriminou. É claro que conhecia. Ele era capitão do time de líder do campeonato estudantil estadual. Todos o conheciam. Já havia dado até mesmo   Eles nunca haviam se falado até aquele momento, mas se conheciam desde a ginásio. Sempre estudaram nas mesmas escolas.   Boa parte da vida Marcelo soube exatamente o que era ser excluído. Mesmo com todo o dinheiro do mundo, muitos acreditaram que nunca seria bom o suficiente para a nata da sociedade local. Ganhara respeito com seus feitos para o time, com a inegável riqueza do pai, mas ainda era um Zé ninguém para alguns, um rico e poderoso Zé ninguém. Para o desespero dos burgueses locais. Foi uma pedra encravada no seio dos bons cidadãos locais. As lendas sobre o seu pai não facilitavam sua vida, mas descobriu que elas atraiam as mulheres. Principalmente as burguesinhas entediadas. Desse modo, perdeu a virgindade com a tia trintona de um colega ao quinze e depois disso, seu nome passou a ser sussurrado nos melhores salões de beleza da cidade.   Obviamente, isso não demorou a cair nos ouvidos do pai, que logo o chamou para uma conversa.  — Pode se divertir à vontade, mas vai se proteger. Se fizer besteira, eu mesmo arranco seu p***o.  Assim eles realmente se aproveito muito de colegas e suas solitárias parentes próximas.   E se a princípio, era companhia indesejada, sua postura indiferente, orgulhava-se demais do pai para se preocupar como o que os outros pensavam, logo tornou-se um excelente partido.   — Não se apegue a ninguém. Quando pensarem que sua preocupação é ser aceito entre eles, estará voando alto e essas pessoas que hoje acreditam ser superiores, serão apenas uma pequena lembrança, esquecida no passado. Eles não são importantes, Marcelo. Eles são apenas o seu laboratório. Seu teste, aprenda a lidar com eles e será capaz de lidar com qualquer um no seu futuro.  A única pedra no sapato do jovem emergente tinha nome e sobrenome: Rosana Mendonça. Apenas por ela, ele queria ser aceito,  mas a sua deusa loira era a única mulher na cidade que parecia ser indiferente ao seu charme rude.  — Algum problema?  — Não... quer dizer, esqueci as chaves trancadas dentro do carro. Meu pai vai me matar, é a terceira vez esse mês.  — Talvez eu possa te ajudar...  — Acho isso improvável, a não ser que você saiba arrombar carro.  Ele apenas ergueu as sobrancelhas numa expressão arrogante.  — Você sabe...?   A cara de choque dela foi cômica.  Cinco minutos depois Rosana dirigia seu carro para fora do estacionamento da escola. 

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