Capítulo 2. Encontros Clandestinos

1977 Words
Um chá da tarde, entre senhoras. Tudo muito civilizado e adequado para o arranjo que aparentemente era estabelecido. A Sra. Bolivatto observou a mulher a sua frente. Era uma oportunidade de ouro, mas não tinha certeza o que de fato aquilo significava. Dona Irina estava ali para falar sobre o talento musical de seu menino, que era muito conhecido, mas o moleque nunca levou sua veia musical a sério. Mas Heidi estava envolvida no processo. E quando ela se envolvia, Edgar se esforçava. Tinha que agradecer a cabeça de vento de sua assistente por isso, algo a se pensar com cuidado: embora fosse muito eficiente em seu trabalho, todo aquele empenho não era gratuito. A peste daquela garota sempre tinha alguma segunda intensão. — Seu neto é talentoso e sob a minha tutela poderá desenvolver todo o seu potencial. — Dona Irina era uma mulher distinta, uma virtuose do piano que se enterrou em cidadezinha praiana. Haviam muito boatos sobre aquela mulher e o motivo de sua aposentadoria precoce. O boato mais plausível era um caso severo de artrite precoce. Quando Heidi informou que era íntima da famosa professora de piano e falou de Edgar para ela, Helena Bolivatto pensou que aquela malandra estava encontrando um jeito para garantir alguns encontros amorosos. O caso dos dois era um segredo pessimamente escondido, mas ela nunca se preocupou muito com isso: eles tinham quase a mesma idade e no fim, Edgar não deixava aquela paixonite atrapalhar sua vida escolar. — Eu admito que meu neto é muito talentoso, mas ele nunca se esforçou de verdade. Não por tentativa, nosso piano vive empoeirado. — Reclamou a idosa. — Acredito que ele precisa de uma abordagem mais rígida.  Se realmente optar por dedicar meu tempo a seu neto e ele aceitar, terá que cumprir suas obrigações. Não haverá espaço para corpo mole. *~*~*   Edgar segurou disfarçadamente a almofada contra a ereção. Os seus ouvidos e os de sua avó ouviam as mesmas palavras, mas cada um interpretava de forma específica. Dona Irina levou a xícara de chá aos lábios enquanto aguardava a resposta. O garoto só conseguia se lembrar do que aqueles lábios eram capazes. Caramba, duas horas diárias com aquelas duas pervertidas era tudo o que ele tinha pedido ao papai Noel, sem nenhuma esperança de conseguir. O sonho de qualquer rapaz guiado pelos hormônios. — Eu ainda não sei. Reconheço o talento de Edgar, mas ele nunca se dedicou de verdade... — Talvez essa experiência seja boa exatamente por isso. Uma chance de dedicação exclusiva e tutela atenta. Pretendo exigir muito desse rapaz. Não deu para disfarçar. Edgar gemeu. Interpretando m*l a reação do rapaz, a Sra. Bolivatto falou: — É talvez um pouco de disciplina não faça m*l ao meu neto. Quando começaram as aulas? — Amanhã mesmo. Mando meu motorista buscá-lo.   *~*~* As duas mulheres riram. — O que você quer de nós, Sr. Bolivatto? Deitado na cama Edgar Bolivatto tinha sua primeira “lição de piano”. — Beijem-se. Ele foi de pronto obedecido. Beijaram-se de língua. Deixando-o ver como se tocavam. Quando terminou o beijo, dona Irina mordeu os lábios de Heidi. — E agora Sr. Bolivatto? — Os s***s de Heidi, Dona Irina. Eles precisam de atenção... A aula começou interessante. Quando chegou mais cedo, as duas vieram com a proposta: seriam criadas dele naquela tarde. Poderia pedir qualquer coisa e elas fariam. — É claro, se praticar por uma hora. Aqueles encontros já duravam quase dois meses, mas como a avó ultimamente vinha se dando conta dos seus sumiços, tiveram que arrumar uma desculpa mais plausível. De fato, Dona Irina era uma pianista talentosa e uma vez que fechou acordo com Dona Helena, obrigava o rapaz a dedicar parte do tempo juntos a música, mas parte das aulas também eram dedicadas a assuntos mais prazerosos. De volta à cena, agora a patroa contornava com a língua os m*****s da empregada que tinha uma expressão de deleite em seu rosto. Edgar decidiu que era hora de participar do joguinho. — Parem... —Ah, por quê? Heidi fez biquinho. Edgar a ignorou. — Na cama, as duas, agora! Correram para obedecê-lo. *~*~*   Ela vinha fugindo dele há dias. Depois daquele fim de tarde no estacionamento, Rosana voltara a ter a mesma postura de antes. Fria e distante. No primeiro encontro casual dos dois no corredor do colégio, ela o rechaçara na presença da melhor amiga. Uma morena baixinha. Depois disso, não deu mais oportunidade de Marcelo se aproximar. Era isso. Seduzido e abandonado. O que estava pensando quando acreditou que a princesinha realmente queria ficar com ele? Mas Marcelo aprendia rápido as regras do jogo. Assim, tomado pela raiva,  só de pirraça passou a sair com membros da equipe de meninas que participavam do grêmio. O mesmo grêmio onde Rosana era a presidente. Já estava na terceira, quando numa manhã a viu sair chorando ao encontrá-lo com uma colega. Nesse dia ele entendeu que era hora de criar uma oportunidade de falar com ela a sós. Um dos segredos da fortuna da família Silva era sua capacidade de andar na surdina e invadir sistemas de seguranças impossíveis. A segurança dos Mendonça era uma piada: uns dois guardinhas na guarita, um sistema de alarme que até uma criança conseguia burlar. Nem mesmo tinham câmeras. — O truque é que eles nunca podem saber o que está chegando. Você precisa saber tudo sobre eles e eles, muito pouco sobre você. Sabia que cometeu um erro ao deixar Rosana saber que sabia arrombar carros, mas os dois tinham alguns segredinhos sujos em comum. Por isso, naquele momento ele estava ao lado da cama da moça observando-a dormir. Ela era linda. A garota mais perfeita que ele já viu. Infelizmente, não podia ficar ali o tempo todo. Aproximou-se e sacudiu seu ombro de leve. A moça acordou sobressaltada e ia gritar, mas ele tampou sua boca. Marcelo levantou as sobrancelhas numa pergunta muda. Ela assentiu com um aceno. — O que você está fazendo aqui? A janela estava fechada. — Rosana, não seria uma janela fechada que iria me impedir de fazer o que eu quero. Precisamos conversar. — Você é louco, se alguém... — Eu não pretendo demorar. Como parece que não quer ser vista comigo em público, pensei que seria preciso criar um encontro privado. — Você é louco! — A moça decidiu. Ainda tentou repreendê-lo, para desistir pouco antes de atacá-lo com um beijo. O rapaz também pensou em protestar, mas se rendeu. As roupas maleáveis para escaladas noturnas não foram empecilho. Na verdade Marcelo estava preocupado com a possibilidade de o barulho chamar atenção e serem pegos. A Srta. Mendonça, entretanto, não parecia muito preocupada com isso. Ela gemia e o agarrava como se nada mais importasse. Para evitar problemas futuros (uma ejaculação precoce, por exemplo), o rapaz tomou-lhe as mãos e segurou sobre sua cabeça. — Vamos com calma. — Não! — Ela choramingou. — Sim. Vamos conversar, primeiro. Por que você está fugindo de mim? Ela desviou o olhar. —Rosana... — Eu não posso ficar com você. Meu pai não deixaria. Não é que eu não queira. Eu quero, muito, mas não posso. Ok, isso doeu. Todos os complexos de inferioridade que Marcelo tentou ignorar durante aqueles anos explodiram de uma só vez. Ele achou que não conseguiria respirar, mas então se lembrou que ninguém ia fazê-lo se sentir inferior. Era filho do “chaveiro” e se orgulhava muito disso. — Desafie seu pai. — Não posso. Eu... não posso. — Os olhos marejados da moça fizeram o coração do rapaz amolecer. Precisaria de tempo para convencê-la que podia ficar juntos, mas por hora, só queria matar a saudade. — Tudo bem. A gente resolve isso depois. — E a beijou. Ela respondeu com tanta vontade que foi impossível resistir. Com medo do próprio desejo e de machucá-la outra vez, inverteu os corpos colocando-a por cima. — O que você está fazendo? — Ela perguntou confusa. — Sou todo seu. Ela corou, envergonhada. Era incrível ver aquela moça que sempre aparentou ser autoconfiante,  ruborizada e tímida. — Eu não... o que você quer que eu faça? — O que você quer fazer? — Eu... tocar você. —Então toque. Ela tocou. Primeiro o peito, a cintura, era quase uma exploração infantil. — Lindo, mas porque você não usa a boca? — Marcelo a provocou. Talvez fosse injusto, afinal, Rosana não tinha muita experiencia, mas queria que aprendesse tudo com ele. Pretensioso? Talvez, mas irresistível. Queria que ela o quisesse tanto como a queria. Ela ficou ainda mais vermelha, porém, obedeceu. Deslizou os lábios pelo peito musculoso. Logo ele mordia a dobra do próprio dedo indicador para não gritar. Isso deixou a moça mais segura de si, que abriu o botão da calça do amante. — Eu quero tentar uma coisa, mas eu nunca fiz isso, então se eu fizer bobagem você... me avisa. Por Deus. Ela não ia fazer aquilo... Fez. Seus lábios eram desajeitados a princípio, mas isso só o excitava mais. Era o primeiro dela. Colocou um travesseiro no rosto, para esconder os gemidos e quando pensou que ia gozar a afastou bruscamente. — Que foi? Fiz algo errado? — Não! Você foi perfeita. Agora é minha vez. Deitou o corpo feminino sobre a cama e com uma delicadeza que nunca pensou ser capaz tirou a camisola dela. Nunca ficaria impune a aquele corpo. Ela era perfeita, e mesmo que não fosse, ainda assim ele ia amá-la. Amaria cada estria que o tempo colocaria naquele corpo. Então, percebendo o rumo dos pensamentos, sentiu-se i****a. Estava viajando. Olhou para ela e sorriu da própria tolice. Sem saber dos seus pensamentos obscuros, Rosana retribuiu o sorriso. Beijou seus lábios, o queixo, os s***s e a sentiu ofegar. Continuou a descida. — Marcelo! — Protestou quando percebeu sua intenção. — Se você pode, porque eu não posso? Ela quase gritou quando recebeu seu primeiro beijo íntimo. Ele não conseguia acreditar no quanto era sortudo. Cada gemido da moça o fazia mais voraz. Queria beber tudo dela. Queria cada gemido. Cada estremecimento. Queria só ela. Nenhuma outra mulher. Apenas ela. Sabia que deveria ser mais sensível, porém não conseguia se controlar. m*l ela tinha gozado, já a invadia num estocada firme. Parou. Era grande e ela apertada. Sem falar que ainda não estava acostumada a aquele tipo de coisa. *~*~* Encontraram-se na entrada do colégio. — Cara, você anda sumido! — Queixou-se Marcelo a Edgar. Eles costumavam se falar quase diariamente... mas não nas últimas semanas. — Eu?! Você que desapareceu do mapa. Fala sério! É mulher, não é? Nesse momento Rosana passou do outro lado do corredor. Marcelo tinha prometido que não contaria a ninguém sobre os dois e pela primeira vez realmente estava conseguindo manter um segredo até mesmo de seu melhor amigo. Porque ela era importante. — Que nada. Eu estou de boa. Treinando muito. Edgar fez uma careta para o amigo. — Outra mulher casada Marcelo? Cara, ainda vai morrer numa dessas. Para de pensar com o p***o antes de se meter em problemas realmente sérios! Mas o Gigante sabia quando o amigo tentava desviar o assunto, apostava que também estava escondendo algo. — Não comece, eu sei que está aprontando alguma. Só assim para desaparecer do mapa: anda comendo quem? — Eu?! Ninguém, vovó me colocou em umas algumas de piano. —Sem essa, Edgar. Você não sumiria por causa de aulas de piano. Depois da Heidi, virou um tarado. Mas tudo bem, sei que em algum momento, você vai querer exibir suas aventuras. — Juro, cara. Eu não ando comendo ninguém. Estou me dedicando a aulas de piano. Para fazer a vontade da vovó. É óbvio que nenhum dos dois acreditou nas mentiras que contavam, porém, o sinal tocou e isso os salvou de explicações futuras.    
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