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A Luna Do Deus Alfa

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Blurb

Astrea é uma traidora.

Ela foi criada como uma guerreira de elite do exército dos metamortos Primogênitos, foi treinada para matar e obedecer ordens.

Até que um dia ela teve o suficiente e chegou no seu limite.

Após desobedecer suas ordens, Astrea tentou escapar, mas foi capturada e trazida de volta. Ela achou que ia morrer, mas seu Professor lhe ofereceu um acordo.

Uma última tarefa. Ir para o Reino dos Renegados do Leste e o Rei Renegado. No entanto, quando ela conhece Fenrir, logo percebe que nem tudo pode ser tão fácil quanto parece.

Este é o livro 3 da série dos Lobos Divinos. Pode ser lido como um livro independente.

A série dos Lobos Divinos:

Livro 1 A Luna Perfeita

Livro 2 As Provas Lunares 

Livro 3 A Luna do Deus Alfa

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1. Em Cativeiro
“Você acredita que ela já foi a favorita do Professor?” Astrea ouviu uma voz feminina ecoando sobre sua cabeça. Ela fez um esforço para abrir os olhos, mas só viu três silhuetas borradas a observando do topo do poço de prata onde ela havia passado os últimos meses como punição por sua traição. Ela esperava que os guerreiros Primogênitos tivessem terminado com ela, mas aparentemente não. Era noite, e os seus ex-colegas arrumavam tempo para visitá-la de vez em quando para assistir e desfrutar de seu sofrimento. Aparentemente, estava no topo da lista de coisas para se fazer neste verão. “Já foi?” Uma das mulheres escarneceu. “Se fosse qualquer uma de nós que tivesse apunhalado o Professor pelas costas assim, já estaríamos mortas meses atrás. Não entenda errado, Astrea Sade era e ainda é muito favorecida por ele. O Professor a manteve aqui por quatro meses. Por que ele a manteria viva por tanto tempo se fosse apenas para matá-la no final?” Agora elas haviam chamado sua atenção. Seriam realmente quatro meses já? Ela parou de contar em algum lugar depois de completar cem dias. Simplesmente porque não tinha energia para entalhar novas marcas na parede. A espessa prata estava drenando a força de sua loba, as tornando envenenadas e mais fracas do que nunca, ao mesmo tempo em que a impedia de se regenerar. Ela estava presa aqui, machucada e chocada por ter durado tanto tempo. Qualquer outra pessoa já teria morrido agora. Existia apenas um lado positivo. Seu tormento provavelmente estaria acabando em breve. Ela não conseguia mais comer nem beber e, francamente, não via motivo para lutar por sua vida. Mesmo assim, ela não tinha arrependimentos. Talvez eles a tivessem rotulado como traidora, mas se ela tivesse cumprido sua última missão, estaria traindo a si mesma. Sempre que fechava os olhos, ela se lembrava da escolha que fez ao se infiltrar nas Provas Lunares, um evento onde o Rei Lycan do Norte escolhia sua Luna. Aquela missão era muito diferente de todas as outras que ela havia recebido antes. Geralmente, ela era enviada para fazer um assassinato rápido ou agir como uma espiã em algum lugar por um curto período de tempo. Mas naquela época... Naquela época ela teve que viver com aquelas pessoas por semanas, ficar próxima delas, conhecê-las. Não ajudou que, a princípio, a sua tarefa não exigisse matar ninguém. Então, ela conheceu todos em segurança, coletando informações para seu Professor, mas também se divertindo no processo. Em algum momento, fingir ser amiga de todos deixou de parecer falso. Ela rapidamente percebeu que gostava daquelas pessoas. Eles eram gentis, nobres de coração, apaixonados e tão vivos. Passando toda a sua vida na ilha dos Primogênitos, onde seu Professor os treinava como guerreiros ferozes e impiedosos, seus assassinos e espiões, ela foi privada do que os Nortenhos tinham. Ao ver verdadeiros romances desenrolarem diante de seus olhos e verdadeiras amizades se formando, ela não pôde deixar de sucumbir ao encanto. Por isso, quando recebeu a ordem de matar todos na cerimônia da Lua, ela não conseguia seguir adiante. Ela foi confrontada com uma escolha. Tirar a vida de todos que ela gostava e continuar em seu caminho como a favorita do Mestre, sua Libélula ou... Desobedecê-lo pela primeira vez e dar a essas pessoas do Norte uma chance. Astrea escolheu o último. Ela esperava que eles aproveitassem essa chance sabiamente porque ela era quem estava pagando por isso agora. “Dizem que ele vem olhar para ela todas as noites.” Sussurrou uma das garotas, mas Astrea ouviu. Mesmo se ele fizesse isso, ela pessoalmente nunca o viu. A última coisa que ela sentia agora era o favor do Mestre. Só havia uma regra inquebrável na ilha. Todos tinham que obedecer ao Professor. Infelizmente, esta era a única regra que ela não podia mais seguir. “Ouvi dizer que vão executá-la na próxima semana.” Murmurou a terceira mulher com o rosto impassível. “Pessoalmente, acho que essa punição prolongada foi para demonstrar a todos nós que ninguém está seguro. Nem mesmo ela. Se você trai o Professor e os Primogênitos, está condenado, não importa quem você seja!” Nenhuma das três visitantes proferiu mais uma palavra enquanto a observavam deitada no chão revestida de prata, presa em correntes que impediam seus ferimentos de cicatrizarem, dando-lhe a morte mais lenta possível. Pelo menos elas estavam certas sobre uma coisa. Seu Professor... Aquele homem era muito sem coração e c***l demais para perdoar alguém. Pelo menos, em todos os anos em que ela havia ficado ao lado dele, ela não o viu mostrar misericórdia a ninguém. “Acho bom que ela esteja aí embaixo!” A primeira quebrou o silêncio novamente. “Ela nunca mereceu ser líder do esquadrão Libélula em primeiro lugar. Ainda não consigo entender o que há de tão especial nela! Sim, ela não era uma má assassina, mas sempre faltou disciplina!” “Falando em Libélulas...” Uma delas, uma morena, murmurou enquanto arqueava a sobrancelha. “Se ela morrer, a vaga dela no esquadrão Libélula ficará vaga, certo?” Astrea as observou com diversão, sem mostrar que as ouviu de verdade. Por que todo mundo pensava que estar no esquadrão Libélula era algum tipo de prêmio? Ela não aproveitou nem um único dia nele, e, tecnicamente, ela era a líder. Tudo o que elas faziam era treinar e ir em missões. Na maioria das vezes sozinhas, então não fazia sentido chamarem de esquadrão. Suas tatuagens especiais de libélula eram tudo o que tinham em comum. “Provavelmente.” Murmurou uma das mulheres no topo para si mesma. “Se ela morrer, a vaga estará aberta.” “Já imaginou se ela for perdoada?" Sugeriu outra, e, desta vez, o silêncio entre elas ficou pesado. Astrea sentiu isso em sua pele. Este era o momento em que elas decidiriam se a matariam agora ou não. Ninguém na ilha gostava dela antes. Com certeza a odiavam agora. Afinal, quando ela fingiu envenenar a cerimônia de acasalamento no Norte em vez de realmente envenená-los, ela teve que fugir para salvar sua vida. O Mestre enviou vários grupos de guerreiros de Primogênitos atrás dela, e por dias eles a perseguiam. A maioria deles agora estava morta porque ela tirou suas vidas ao se defender. Ela era tão boa nisso. Ela quase conseguiu chegar à fronteira Leste quando eles conseguiram dominá-la. Eram muitos deles, e ela estava exausta após dias de perseguição. Astrea ainda se lembrava de olhar para a pequena faixa de deserto, a alguns quilômetros de onde foram pegá-la, e imaginar como seria se tivesse alcançado o Reino dos Renegados. Ela ainda se lembrava de uma criatura escura ao longe que a observava daquela terra livre. Aquela foi a última coisa que ela se lembrou antes do poço. “Está ventando esta noite.” A segunda mulher falou novamente. “Se uma pedra caísse diretamente na cabeça dela e a esmagasse acidentalmente, ninguém poderia ser culpado.” “E então as Libélulas definitivamente precisariam de mais um para preencher as fileiras. Talvez dois, considerando que Astrea matou uma delas quando estava fugindo.” “Ninguém sentiria falta dessa traidora.” A terceira mulher acrescentou. Por alguns segundos, tudo ficou quieto novamente, e Astrea ficou decepcionada por talvez elas terem mudado de ideia. Após meses no poço de prata, a morte teria sido uma misericórdia. No entanto, as três mulheres voltaram com pedregulhos impressionantes em suas mãos. Sua visão de lobo agora estava fraca, mas Astrea ainda podia sentir a intenção assassina delas. Seus instintos não estavam mortos. Ela fez o melhor para não se mexer para elas. Afinal, sua morte seria sua liberdade. Mas a primeira pedra acertou seu ombro, quebrando-o e causando mais dor. Ela gritou mais de frustração do que de dor. Aquilo estava longe de ser um golpe fatal. Eles não podiam fazer melhor? “Ah, olha, ela está acordada!" Uma de suas supostas assassinas soltou uma risada feia. “Vai ser mais divertido!” “Cale a boca!” Outra rosna. “Precisamos ser rápidas e silenciosas.” “Não pense nem por um segundo nisso!” Uma nova voz soou no chão acima, e desta vez todo o corpo de Astrea estremeceu ao reconhecê-la. Niki. Sua pupila Niki. Aquela que ela treinou pessoalmente e protegeu desde que chegou à ilha dos Primogênitos. Sua única verdadeira amiga. Não, deusa Lua, por favor, não! Niki não deveria estar aqui! Ela implorou para que ela não viesse mais aqui! “E se eu pensar nisso, o que você fará?” Uma das três Primogênitas pivotou para encarar Niki, que tinha uma bolsa a tiracolo. Ela provavelmente trouxe comida e água novamente na tentativa de alimentá-la. Ela não deveria ter vindo! Astrea implorou para ela não vir. Um nó se formou em sua garganta. Niki estava tão perto de sua Ascensão. Teria sido melhor para ela cortar os laços e fazer com que todos esquecessem que houve uma conexão entre elas. Mas essa era a única fraqueza de sua pupila. Niki ainda tinha muita bondade e compaixão dentro de si. Isso tornaria muito mais difícil para ela se tornar uma assassina c***l. Seria melhor para Niki se dissociar de sua mentora traidora, mas ela ainda vinha visitá-la todos os dias. “Vocês não vão machucá-la!” Niki insistiu, deixando cair a bolsa e cerrando os punhos. Astrea sentiu seus olhos secos arderem com lágrimas. Ela iria se meter em encrenca! “Criança, apenas vá embora e finja que não viu nada!” Sugeriu uma das mulheres. “Não, vocês simplesmente vão embora ou, tenha certeza de que todos saberão o que vocês estavam fazendo aqui hoje!” Niki rosnou, e Astrea fechou os olhos, sabendo que era o fim de suas esperanças. Isso era a última coisa que ela deveria ter dito para as três. Agora elas não podiam deixar Niki ir... “Ou podemos matar você e a traidora e, em seguida, fingir que te pegamos tentando matá-la.” Sugeriu uma das Primogênitas. “Ninguém nunca saberá o que realmente aconteceu. Sem mencionar que minha pupila terá menos concorrência na Ascensão se você não estiver presente.” “Todos saem ganhando.” As três mulheres estavam circulando Niki, e Astrea não conseguia ver tudo de onde estava deitada, com todos seus músculos agora tensos. Os sons de uma luta chegaram aos seus ouvidos, e ela sabia que, embora Niki fosse uma ótima lutadora, suas chances contra três guerreiras totalmente ascendidas de Primogênitos eram pequenas. Elas estavam ganhando poderes especiais e força após a Ascensão. E Niki ainda era apenas uma aprendiz. Há poucos segundos, Astrea desejou nada mais do que uma morte rápida, mas agora ela tinha um propósito diferente. Niki era como uma irmãzinha para ela. Ela era família e tinha uma vida inteira pela frente. Ela não deveria morrer defendendo-a, e Astrea sabia que faria qualquer coisa em seu poder para impedir isso. Todo o seu corpo estremeceu quando ela se levantou pela primeira vez em um tempo, se apoiando na parede de prata que queimava sua pele. A adrenalina corria em suas veias, e ela não sentia mais dor. Ela tinha um objetivo agora. Isso provavelmente seria a última coisa que ela faria nesta vida, mas se pudesse dar uma chance a Niki, valeria a pena. Os olhos de Astrea se fixaram em um sistema de roldanas que eles usavam para descer sua comida. Ela tinha pensado nesse truque várias vezes nos últimos meses, mas nunca se sentiu forte o suficiente para realmente tentar. Hoje, ela não tinha escolha, pois podia sentir o cheiro do sangue. O sangue de Niki. Duas mulheres seguravam sua pupila enquanto a terceira a espancava. Astrea saltou o mais alto que pôde, usando as pernas para se impulsionar de um lado do poço para o outro, balançando a parte longa da corrente na esperança de agarrar a parte metálica da roldana com ela e usá-la para se puxar para fora. Um plano extremamente irrealista, mas o que ela poderia fazer quando Niki estava lá em cima arriscando sua vida por ela? Aquela garota deveria ter ido embora e se poupado de problemas. A primeira tentativa falhou, e Astrea caiu, machucando-se ainda mais no processo. Os ossos de seu tornozelo fizeram um som desagradável de trinca. Ainda assim, a adrenalina percorria seu corpo, então ela se levantou e repetiu tudo com um rosnado feroz de sua loba Nova escapando dela enquanto a corrente finalmente se enrolava sobre o trilho de metal. Astrea usou seus músculos do braço para puxar seu corpo para cima e logo, sua palma alcançou o topo do buraco. Exatamente onde três assassinas Primogênitas estavam espancando Nikki. Sem perder tempo, com força e sorte, Astrea agarrou o pé da mulher mais próxima e a jogou no buraco, observando-a cair em um ângulo estranho com a cabeça primeiro, uma poça de sangue se formando imediatamente ao seu redor. Isso chamou a atenção das outras duas. Nikki fez uma careta, sangue escorrendo pelo rosto. Uma das assassinas que a segurava a soltou, se movendo em direção a Astrea. "Olhem isso!" Ela zombou. "Ela veio até nós sozinha -" A mulher estava prestes a chutá-la quando algo poderoso e sombrio passou velozmente, agarrando-a e a levando para o céu escuro. Aconteceu tão rápido que nenhuma delas teve tempo de reagir. O último atacante soltou Niki, sabendo que a menina era a última coisa com que se preocupar agora. Astrea caiu no chão, ofegante desesperadamente. A força sombria voltou, levando a última Primogênita com ela enquanto Astrea apenas sentia o vento do impacto. Tanta velocidade... Ela só conhecia uma criatura capaz disso. Seu Professor. Aquele que a colocou aqui. Afinal, havia apenas uma regra inquebrável na ilha. Sempre obedecer ao Professor. E aquelas três acabaram de quebrá-la. Seus olhos encontraram os de Niki, e sua protegida tentou rastejar até ela para ajudá-la. Menina boba... no que ela estava pensando? Antes que Niki fizesse algo e******o e se tornasse a terceira a ser morta pelo Professor, Astrea se soltou, caindo livremente de volta ao fundo do buraco. Ela bateu no fundo prateado com força, e dessa vez realmente parecia que seria o fim. Ela o aceitou, muito cansada para lutar. Seria o melhor para todos, especialmente Niki, que agora a chamava do topo enquanto Astrea sucumbia à escuridão. Ela foi despertada por um estrondo alto ao seu lado. Seus olhos se abriram e fecharam, tendo dificuldade em ver o rosto do homem ao seu lado, mas reconheceu a figura alta com ombros largos e musculosos imediatamente. Joran Nathair, seu Professor e o detentor de seu destino, ajoelhou-se ao seu lado e acariciou gentilmente sua bochecha com os dedos. Ela não podia se mexer, cada osso de seu corpo doía, sua garganta tão seca que nenhum som conseguia sair. "Libélula." Suspirou seu Professor, a pegando em seus braços. "O que eu faço com você?" NOTA DO AUTOR: Oi! Este livro é o livro III da série OS LOBOS DIVINOS de Marissa Gibert Livro I. A Luna Perfeita Livro II. As Provas Lunares Livro III. A Companheira do Deus Alfa Livro IV A Ser Anunciado Livro V A Ser Anunciado Como sempre, teremos discussões de capítulos no grupo Reading Circle de Marissa Gilbert no Faceb.ook. Você também pode me seguir no In.sta.gram e no Tik.tok - minha conta em todos os lugares é @marissagilbertauthor. Junte-se a nós para se divertir, jogos, brindes e muitos eventos planejados para leitores ávidos como você. Você está animado com este livro? Deixe-me saber nos comentários. Qualquer apoio é muito apreciado. Não se esqueça de dar oi!

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