Sabrina Narrando Eu e a Clara saímos da casa da Dona Marta, e assim que a gente botou o pé pra fora, eu já soltei um suspiro, olhando pra ela como se tivesse acabado de ver um milagre acontecer. — Tu é maluca, Clara! — Falei, segurando o riso e o desespero ao mesmo tempo. — Tu bateu de frente com ele, cara! Ela, do jeito dela, nem se abalou. Jogou aquele cabelão de lado e me olhou com cara de quem não tava entendendo nada. — Ué, e daí? Homem abusado, não sou empregada dele não Sabrina, ta doida? Parei na mesma hora e segurei o braço dela. — “E daí?” Tu bateu de frente com ninguém menos que o Cobra, minha filha! O dono do Dona Marta, o cara mais perigoso dessa p***a de morro! Cê tem noção disso? Os olhos dela se arregalaram na hora. Deu até pra ver a engrenagem girando na cabeça de

