O Brilho que Já Existia Adrian percebeu que estava perdido — no melhor sentido da palavra — numa manhã comum, daquelas que não traziam nada de extraordinário à primeira vista. O sol entrava pelas amplas janelas da cobertura, Samuel ainda dormia, a cidade despertava aos poucos lá embaixo, e Lúcia cruzava a sala vestida de forma simples, com os cabelos presos de qualquer jeito, falando baixo ao telefone sobre um contrato que precisava ser revisado antes do meio-dia. Ela falava com firmeza, clareza e uma inteligência que não aceitava ser subestimada. Adrian ficou parado, apoiado na ilha da cozinha, observando-a como quem contempla algo raro. Não era apenas amor — era admiração profunda, daquelas que crescem silenciosas e se tornam imensas. Na empresa, Lúcia era invencível. Não havia outra

