Caminhos que se Cruzam A manhã em Formosura tinha aquele cheiro familiar de pão quente misturado com café passado na hora. A padaria da esquina, simples por fora e acolhedora por dentro, já estava cheia de vozes conhecidas, risadas baixas e o tilintar das xícaras. Hugo entrou quase por impulso, sem planejar muito. Precisava de um café forte, daqueles que despertam não só o corpo, mas também a coragem de encarar o dia. Escolheu uma mesa perto do balcão. Enquanto esperava o pedido, deixou o olhar vagar pelo ambiente — hábito antigo, quase profissional. Foi então que a viu. Ela estava atrás do balcão, organizando alguns pães, os cabelos presos de maneira prática, mas com algumas mechas escapando e emoldurando o rosto. Hugo reconheceu na mesma hora. Era a moça que tinha visto na festa de an

