Capítulo 110

944 Words

Mensagens para Madrugada Margarida já estava deitada quando o silêncio da cobertura foi tomando conta de tudo. O quarto dela era confortável demais para quem, até pouco tempo atrás, dividia espaço com irmãos, primos e barulho constante. Ainda era estranho fechar a porta e saber que aquele espaço era só seu. Só dela. A luz do abajur estava apagada, mas o reflexo da cidade entrava pelas cortinas finas, desenhando sombras suaves nas paredes. Ela puxou o cobertor até o peito e respirou fundo. O jantar tinha sido bom. Melhor do que ela imaginava. Não só pela comida — que estava realmente deliciosa — mas pelo clima. Pela conversa. Pela sensação de não estar deslocada. E, principalmente, por Hugo. Ela virou de lado, tentando afastar o pensamento, quando o celular vibrou em cima do criado-mudo

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