Montei meu look mais coberto que podia encontrar na minha sala, eu precisava encarar o fato de que minha irmã estava acabando com os lucros da noite, e agora ela representava uma ameaça da qual eu não podia abrir mão.
- É isso garota, hora de tocar a sirene! - Falei de volta ao rádio de Lilly.
Apresentações a parte, barulho, fichas, e o corredor dos curiosos. Um a um fui escolhendo os jogadores, mas nesse dia eu me senti confiante, era uma coisa muito pessoal, então decidi que Deshi não iria participar dessa jogada. O olhar confuso dele era muito visível, mas com meu rosto tão coberto, ele não conseguiria ver meu pedido de desculpas.
Naquela noite, no quarto vermelho, eu falava apenas o essencial. Pude notar o olhar de confusa de Lucy, sempre que ouvia minha voz, eu só não podia me esquecer de com quem eu estava lidando.
- Eu aumento a aposta em 5 mil dólares. - Ela sorria frenética.
- Dobro! - Falei jogando as fichas na mesa, eu estava com Four Kings, mas algo me dizia que era uma escolha arriscada.
- Pago, acrescento mais 10 mil. - Ela começou a me encarar. Os outros jogadores continuavam acompanhando as apostas, o que me dava um pouco de medo.
- Pago! Acrescento mais 50 mil. - Respirei fundo, precisava ser confiante.
- Caramba, espero que não seja um blefe... - Suas palavras me fizeram perder o ar em alguns instantes.
- Mais alguém? - Lilly convocou e todos pagaram, a aposta havia chegado em 500 mil dólares, somando que todos os 8 jogadores estavam interessados na rodada final.
Um silêncio reinou no lugar.
Abertura de cartas, poucos pares, até cartas simples saíram, o que me fez questionar o motivo dessas pessoas quererem perder tanto só para acompanhar a mesa. Minha irmã abriu um bendito Full House, e eu estava satisfeita em vencer a jogada com meus reis!
- Isso foi brilhante! - Ela riu.
- Concordo!
- Meu marido vai me matar! - Ela levantou rindo e saiu da sala, acompanhada por todos os outros jogadores.
Lilly me olhou perplexa, sorriu e puxou as fichas para seu lado.
- 50 mil, sua alteza?
- Eu fui além, não é? - Respirei fundo.
- Eu já estava pronta pra pedir demissão e procurar uma boate para rebolar. - Rimos.
- Você jamais passará por isso! - Me levantei e saí.
Havia me esquecido do perigo da noite, até encontrar Deshi no canto de minha sala, com um sorriso no rosto, mas um clima de tensão no ar.
- Sinto muito por te excluir! - Me aproximei envergonhada.
- Tudo bem, eu tenho medo da Foxy, ela me arrancou 10 mil dólares essa noite! - Ele riu.
- Se tornou algo um pouco pessoal. - Rimos.
- Bom, você recuperou bem o dinheiro da noite, aquela galera da sala estava indo muito bem, apesar de muitos blefes óbvios!
- Como aceitaram 50 mil dólares com cartas tão fracas? - Pasmei.
- Acho que só queriam fazer parte do movimento com a intenção de zerar a viúva. Já ouvi falar de um grupo que vem aqui. Eles são loucos para acabar com você, essa noite, dois deles entraram lá, apesar de terem se dado bem em algumas rodadas, essa última acabou com as chances deles. - Ele riu.
- Ouvi falar desses malucos, mas não sabia que era algo que já estivesse em tamanha proporção. Vou pedir pros meninos ficarem de olho, e evitar que alguns deles estejam por aqui.
- Acho bom, e também acho que você deveria ter um segurança. - Riu.
- Já pensei nisso, mas não sei onde encontrar algum de confiança!
- Eu sei de um, ele é asiático e bem bonitão! - Sorriu.
- Ah, é? - Me aproximei dele, fazendo com que seus lábios tocassem aos meus em uma provocação bem leve.
- Sim! - Ele me segurou firme pela cintura, e então cruzei os braços em sua nuca.
Nós nos beijamos com carinho, até perdermos a calmaria. Demos lugar ao beijo de desejo, enquanto suas mãos passeavam lentamente para baixo de minha cintura, apertando meus quadris e minha b***a.
Ele me ergueu até sua cintura, e prendi minhas pernas ao seu redor. Uma de suas mão continuava a me apoiar pelos glúteos, enquanto a outra nada tranquila, deslizou até a minha i********e, roçando por cima de minha roupa me fazendo arfar e gemer baixo em seu ouvido.
Ele me levou até a mesa e me colocou sentada, eu o encarei maliciosa de baixo para cima, e comecei a abrir seu cinto, sem perder o contato direto com seus olhos.
- A porta! - Falou olhando para lá de relance.
Lilly estava parada com a cara mais sem graça de todas.
- Eu, já vou... - Correu e bateu a porta, trancando do lado de fora.
Automaticamente olhei para Deshi, e ele estava sem graça, havíamos perdido o time de novo, e eu não sabia se continuava e fingia que nada aconteceu.
- Vem, eu tenho uma ideia! - Ele pegou minhas mãos e saímos pela porta dos fundos.
- Sinto muito por isso! - Eu falava tímida.
- Tudo bem, não era assim que eu queria que acontecesse também, por mais difícil que tem sido esperar pelo melhor momento, eu não quero que você se sinta pressionada. - Sorriu acariciando minha coxa esquerda, sentados no carro.
- Para onde vamos?
- Bom, eu quero que você finalmente conheça minha casa temporária da cidade! - Falou acelerando o carro, e partindo o mais rápido o possível.
- Tem certeza? - Sorri.
- Claro, agora aqui pode ser um refúgio para você, também, sempre que quiser pode vir até a minha casa para se isolar. - Ela ficava afastada da cidade, e era quase no campo mais próximo.
- Isso é lindo Deshi, mas não é rápido demais me entregar uma chave da sua casa?
- Não vou te entregar nenhuma chave, a casa tem senha! - Riu.
- Sou péssima para decorar senhas!
- Mas é impossível esquecer a data do seu aniversário, não é? - Ele ficou sério, com ar de indiferença, mas dava pra ver que era proposital.
- Se você soubesse o quanto é importante para mim... - Sorri tímida.
- Se for ao menos metade do que eu sinto por você, já sei que é muito! - Ele riu. Sempre tinha as palavras certas para acabar comigo.
Olhando sua casa mais de perto, fiquei encantada com o lugar. Não era como a minha mansão, ela podia ser assustadora as vezes.
A casa dele era acolhedora, e assim que guardamos o carro e passamos pela sala, notei que tudo realmente estava arrumado para mim. Música ambiente, um blues bem suave. Velas aromáticas por todos os lados, e assim que vi a suíte, com pétalas, champanhe e roupões combinando, me senti uma princesa.
- É assim que eu deveria ter perdido a virgindade! - Acabei com o clima, pois só uma piada tiraria a ansiedade de mim.
- Bom, tecnicamente vai ser sua primeira vez comigo, então podemos fingir que somos! - Ele riu me olhando de maneira penetrante.
- Você tem razão...
- Só deixa rolar, se acontecer, vai ser incrível, se não, vai ser incrível do mesmo jeito. Sóme deixa cuidar de você um pouco, tá? - Ele sorriu me envolvendo pela cintura.
- Eu deixo! - Sorri o beijando de maneira meiga.
(...)
Deshi podia ser um cavalheiro, mas as vezes, também podia ser um Lobo! ...