Veneno Nunca achei que estaria aqui. Nunca imaginei que um dia eu estaria sentado numa mesa cercado de flores, fitas, listas e mais listas... e sorrindo. Sorrindo de verdade. Porque tudo isso era pra ela. Pra gente. A Rebeca tava na frente do espelho, experimentando o segundo vestido que ela jurou "só ver como ficava no corpo". E eu, do outro lado da cortina, tentava não espiar. – Tá pronta? – perguntei, de costas, me controlando pra não virar. – Ainda não! Espera mais um pouco! – ela gritou, rindo, do provador. A risada dela preenchia o lugar. Era isso que me fazia respirar. Vê-la feliz. Viva. Forte. Depois de tudo o que ela passou, cada sorriso dela era como uma vitória contra o mundo. Enquanto ela se trocava, meu celular vibrou. Era o Negrete: Negrete: "Já fechei o DJ. O cara é

