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VIDAS NO VIDIGAL

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intro-logo
Blurb

No coração pulsante e perigoso do Vidigal, onde as vielas serpenteiam entre a luta pela sobrevivência e o peso do poder, Rebeca constrói sua vida com mãos firmes e olhos atentos — todas as manhãs, ela prepara suas quentinhas para enfrentar mais um dia no morro que a viu crescer. Sem pai desde pequena, vendo sua mãe engolir lágrimas e sua irmã mascarar dor com sorrisos, ela aprendeu a andar reta mesmo carregando o mundo sobre os ombros. Nenhum de seus planos incluía Felipe , conhecido por Veneno — o homem que todos temem, o dono do morro cujo nome é sussurrado com reverência e medo. Ele não nasceu no comando: criado pela rua, pela necessidade e pela dor de um passado que não escolheu, Veneno se tornou quem é para sobreviver, protegendo os seus com unhas e dentes, mas cobrando cada gesto de lealdade. Para ele, o sentimento era um luxo que não podia permitir — até o dia em que seus olhos cruzaram os de Rebeca. O encontro acidental, onde um olhar de desafio substituiu o medo que todos têm de ele, acende uma chama inesperada entre eles. Entre provocações silenciosas, olhares que queimam e a animação de um baile na favela, uma paixão proibida começa a florescer em meio ao caos. Mas o Vidigal não perdoa fraquezas: facções rivais disputam o controle do tráfico de veneno, tiros ecoam pelas ruas e traições espreitam em cada esquina, ameaçando destruir tudo o que construíram. Agora, Rebeca e Veneno terão que decidir se a força do amor que os une é capaz de resistir à guerra que se avizinha, ao orgulho que os mantém de pé e às feridas profundas que o passado deixou em suas almas. Porque no morro, quem se entrega ao coração corre o risco de pagar um preço alto — e nem sempre há volta.

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cap 01 ali que começou
REBECA O Vidigal não dorme, nunca. Mesmo quando começa a chover forte e as vielas viram rios, mesmo quando tudo parece calmo demais... ainda tem barulho. Aqui o silêncio grita. E eu já me acostumnei com isso. Os sons, os passos, os gritos abafados, tudo. Parece que virou parte de mim. Meu nome é Rebeca. Tenho vinte anos e uma vida inteira no morro. Meu pai sumiu quando eu era pequena, envolvido numas coisas com uns caras perigosos — tinha a ver com veneno. Desde então, minha mãe aprendeu a engolir o choro e minha irmã, a rir pra não chorar. Cresci no meio dessa bagunça toda, tentando me virar. Hoje em dia, eu vendo quentinha na entrada da comunidade. Acordo bem cedo, antes do sol, e começo a rotina: panela no fogo, marmita na mão e pensamento longe. Às vezes, penso no que poderia ser diferente. Mas aí volto pro chão de novo. E é nesse chão que ele pisa. Felipe, ou Veneno, como a galera chama. O dono do morro. O cara que manda em tudo aqui. Ele tem aquela postura de quem sabe que o mundo gira ao redor dele. A primeira vez que vi ele de verdade foi num dia qualquer. Tava ali, encostado num carrão preto, fumando devagar, com aquele olhar que atravessa tudo. Sério... parecia cena de filme. Falam que ele é frio. Que não pensa duas vezes antes de mandar alguém pro saco. Que tem o demônio na alma e uma arma no pensamento. Mas naquele dia... naquele segundo em que nossos olhos se cruzaram, eu não vi nada disso. Eu vi calor. Um calor estranho, que começou no peito e se espalhou. De tão nervosa, deixei a quentinha cair no chão. E ele? Só abaixou, pegou, me entregou de volta e soltou um "cuidado aí", com a voz rouca e um sorrisinho de canto que parecia carregar pecado. Eu sabia que era cilada. Mas meu coração nem quis saber. Desde então, ele vive passando por mim. Sempre com o mesmo olhar enigmático. Sempre com aquela cara de quem tá se divertindo vendo o mundo queimar. E eu? Finjo que tô nem aí. Que não espero ele passar. Que não fico tentando entender o que ele quer. Mas hoje... hoje foi diferente. Ele parou. Na minha frente. Me encarou como se quisesse enxergar tudo que eu escondo. — Tu mora aqui há quanto tempo? — ele soltou, com aquela voz baixa, perigosa. — Desde sempre. — respondi, tentando parecer forte. — Nunca te vi antes. — Talvez porque você só olha pro que te interessa. — joguei de volta. Ele deu um sorriso lento, daqueles que bagunçam tudo por dentro. — E se agora você for o que me interessa? Aí pronto. Foi ali que começou. No meio da confusão, da minha rotina cansada, no coração do morro... ele me viu. E eu, que já tava cansada de passar despercebida, deixei me verem. Talvez... só talvez... eu tenha deixado esse fogo acender.

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