A faculdade é literalmente o meu lugar. Eu amo absolutamente tudo relacionado a isso.
E estar nesse lugar é tudo o que eu sonhei. Então eu vou fazer de tudo para dar certo.
A manhã foi simples, me arrumei e me penteie cheia de expectativas para começar o meu primeiro semestre.
E assim como todos os novatos, nós temos alunos veteranos e professores como nossos orientadores. Como a faculdade é grande, o corpo docente é extenso, então temos um professor por aluno para ser o orientador.
O orientador basicamente te ajuda a estudar, a se adaptar, e as vezes até a se enturmar.
Eu cheguei no campus uma hora antes. O meu apartamento é bem próximo, é literalmente na esquina da faculdade.Entao consigo ir andando sem nenhum problema.
Fui a primeira a entrar na sala de aula, eu estava lendo um livro, um romance brasileiro da Carina Rissi. Estava tão perdida e tão imersa naquela estória que acabei não percebendo quando todos da turma entraram inclusive o professor.
-Bom dia turma! Eu me chamo Adrian Mendonça, sou o novo professor de literatura brasileira.-Eu ouvi uma voz lá no fundo bem familiar.
Mas eu acabei ignorando porque realmente não prestei atenção no que foi dito.
Até que ouvi a voz ficar mais alta. E mais próxima de mim.
-Com licença senhorita, a minha aula está tão tediosa assim? -O professor retirou o livro da minha mão. Eu o encarei e me assustei com a surpresa.
-Pu*ta merda!-Falei com os olhos arregalados.
-O que está fazendo aqui?-O homem gostoso com quem perdi a virgindade perguntou mais assustado que eu.
-Assistindo aula...eu acho.-Eu falei e estavam todos os alunos prestando atenção no que estava acontecendo.
-Qual é o seu nome? -Ele perguntou.
-Elizabeth Silva senhor...-Respondi com receio. Como isso poderia estar acontecendo? Ele era realmente meu professor? Po*rra, pora,por*ra!!
Ele parecia mais surpreso do que eu.
Ele fechou o meu livro. Olhou em meus olhos e disse:
-Quero falar com você no final da aula senhorita Elizabeth! -Ele voltou para o lugar dele e continuou a aula.
Puta merda, mas que merda, merda! Como eu pude tra*nsar com o meu professor? Será que eu posso mudar a matéria? Droga essa matéria é muito importante estou fod*ida! Fo*dida!
A aula se arrastou por muito tempo.Quando o sino finalmente tocou eu estava com a mochila toda arrumada e consegui fugir da sala de aula, sem precisar conversar com o professor.
Peguei o meu celular e comecei a digitar uma mensagem para a Amanda.
..................
Amanda, estou fod*ida! O cara gato com quem eu tra*nsei é o meu professor de literatura brasileira! Socorrro!
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O QUE? Tá brincando comigo? Eliza do céu! O que foi que você fez?!
Quando vai para casa? Tenho aula até as 14h e você?
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Eu tenho 3 aulas ainda e preciso conhecer o meu orientador. Mais tarde a gente se vê.
Umas 15h eu volto para casa.
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Tudo bem, eu te espero. Mas não demora.preciso saber desse babado completo.
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Guardei o celular na bolsa e continuei andando pelos corredores do prédio, até conseguir sair dali.
Eu estava tremendo, estava sem fôlego. Como isso poderia realmente estar acontecendo. Eu poderia ser expulsa da faculdade, logo no início do primeiro semestre. O que eu diria a minha mãe? O que eu iria dizer aos meus irmãos?
Como eu iria explicar ao meu pai que eu fui expulsa da faculdade logo depois dele abdicar de tanta coisa. Eu nem se quer arranjei um trabalho de meio período para pagar as contas, como eu prometi que faria.
Eu me sentei em um banco vazio e comecei a chorar. Chorar muito mesmo. Eu soluçava, eu queria me enterrar em um buraco.
Mas logo meu relógio de pulso aptou me informando que faltava 15 minutos para a próxima aula.
Eu me levantei, fui até o banheiro mais próximo, e lavei o rosto. Minha maquiagem estava borrada e minha cara vermelha.
Usei uns lencinhos para limpar o rímel que escorria do rosto. E retoquei tudo o que consegui.
Em 5 minutos eu estava plena novamente.
Então caminhei até a próxima aula. Onde a professora era gentil. Conheci novas pessoas. Muitos caras bem gatinhos, a aula foi realmente muito boa o que me fez esquecer do professor Adrian.
A aula acabou e eu já tinha 2 novos amigos, o Pedro e a Clarisse.
Almocei um sanduíche de frango e fui até a sala da diretoria para conhecer meu novo orientador.
-Boa tarde! -Falei para a recepcionista.
-Boa tarde querida. Como posso te ajudar?
-Eu me chamo Elizabeth Silva Pereira. Curso literatura. E gostaria de saber qual é meu orientador.
-Claro querida. Preencha esse formulário. E me entregue.- A moça me entregou um formulário de pelo menos umas 10 folhas.
Eu tive que colocar todos os meus dados. Nome, telefone, endereço,nome dos pais e mais um monte de coisas.
Demorei uns 15 minutos preenchendo. Entreguei a ela e perguntei de novo sobre o orientador.
-Nao se preocupe um orientador será designado a você. Em uma semana ele ou ela vai entrar em contato com você. Ela disse com uma cara de cansada.
-Tudo bem.. Obrigada. -Agradeci e sai da diretoria.
Eu estava andando em direção a última aula que eu tinha no dia. E de repente sentir uma mão tocar o meu ombro.
-Elizabeth! -virei aterrorizada quando percebi quem era.
-Am....oi...professor é...Mendiola?-Falei olhando para o cara que eu tran*sei a alguns dias atrás
-Mendonça.Mas acho que somos íntimos o suficiente para me chamar de Adrian.
-Professor Mendonça.Como eu posso te ajudar?- fingi que nada tinha acontecodo entre nós.
-Eu pedi para falar com você no final da aula, mas você fugiu. Posso saber o porque você fez isso?-ele perguntou com um tom de preocupação.
-Podemos conversar depois? Eu tenho aula.-supliquei.
-Olha Elizabeth, nós precisamos conversar. E você sabe o motivo. Nossas vidas estão em jogo aqui. Porfavor Elizabeth. -ele agarrou em meu braço. Sua expressão era de puro desespero.
-O que você quer que eu faça?-perguntei puxando o meu braço.
-Vá até o meu apartamento depois da aula. Precisamos resolver isso. Você sabe onde eu moro. Tome o meu número.-Ele me entregou o seu cartão.
-Tudo bem... eu...
-Porfavor Elizabeth. Estarei te esperando.-Ele parecia desperado.