Chapter XXI

3229 Words
Episode: His Weakness - Estou me sentindo um pouco cansado para o Esgrima de hoje, se for honesto, Cindy. - Zayn grunhiu, lançando-se na cama após o almoço, debatendo internamente entre se arrumar para a aula de tarde ou ignora-la e dormir. A criada que espanava a mobília parou seu afazer para olha-lo de canto. - Talvez devesse tomar um tempo livre, vossa alteza. É totalmente aceitável se distanciar por um dia da rotina. Kristen, que costurava com um alfaiate um novo traje para ser usado no evento do próximo domingo sentados no canto do quarto, levantou-se imediatamente e se aproximou do Príncipe de Arlen, colocando uma remenda de tecido em seu pulso. - Hum, acho que essa tonalidade de azul marinho combinou perfeitamente com a sua pele. - murmurou reflexiva. - Krisss. - Zayn choramingou cansado, afastando seu pulso daquele retalho. - Será que pode me dar alguma atenção? Kristen e Cindy estavam já acostumadas com a maneira de Malik de trata-las sem formalidade alguma, lidando com elas mais como se fossem amigas do que serviçais. - Cindy está correta. Se o senhor se sente indisposto, descanse. - decretou, honestamente mais preocupada com a costura da roupa que deveria ficar pronta em cinco dias e que estava suposta a ser algo muito grandioso e belo devido a importância do próximo Baile: receberiam o rei Franco. - Ótimo, seguirei o conselho das duas e hibernarei hoje. Não me acordem a menos que o castelo pegue fogo. Assim que o disse, batidas escoaram na porta de seu aposento. Cindy largou o espanador sobre o criado-mudo e foi atende-la. - Talvez pegue fogo mesmo. - a criada sussurrou assim que abriu uma pequena fresta para ver quem era. Zayn sentou-se no colchão olhando curioso para ela. - Quem é? - Príncipe Edward. - informou-o piscando rápido. - Não deixe que en- - Boa tarde, meus caros! - Styles saudou forçando a porta e escancarando-a o suficiente para que adentrasse sem consentimento algum. Sua figura limpa e energizada apareceu na entrada, fazendo com que todos o encarassem assustados pelo atrevimento. Deveriam estar acostumados, sinceramente. - Eu preciso ter uma palavrinha com o Príncipe de Arlen, meninas. Se importam de nos deixarem a sós? Kristen franziu o nariz visivelmente contrariada pela interrupção de seu trabalho, mas elas não poderiam contestar qualquer ordem de um príncipe, então suprimiu os resmungos e sinalizou para que o alfaiate fosse com ela terminarem as composições na sala de costura dos empregados. Já Cindy encarou um pouco perplexa o espanador porque ela precisava concluir o serviço e também não se sentia a vontade permitindo que Zayn, alguém tão amável e gentil, tivesse tanto contato com uma alma intragável como a de Styles. Lançando-a um olhar tranquilizador Malik transmitiu algo como 'está tudo bem, Cin, pode ir' e ela assentiu, sendo a última a sair e fechar a porta atrás de si. Ao estarem a sós Zayn Malik finalmente inspirou fundo, transparecendo sua impaciência. - O que quer, Harry? - Nossa, mas qual cobra te mordeu hoje, Zayne? - murmurou formando um biquinho nos lábios e se aproximando de sua cama. - Infelizmente não foi a minha. - Nojento. - Malik cuspiu negando com a cabeça para sua falta de senso.  - Eu quis dizer a Carolina, seu pervertido. Se sua mente está afogada em malícia a culpa não é minha.  Harry subiu no colchão descalçando suas botinhas, para então rastejar-se ao centro dela, próximo de Zayn Malik, que recuou atordoado. - Harry, não estou com o mínimo de vontade para nada hoje, eu gostaria de ficar sozinho.  - Ouch. - Styles grunhiu, uma careta magoada tomando-lhe conta. - Vamos Zayn, sem procrastinar. Vamos aproveitar para nos ausentarmos do Esgrima juntos e tornar essa tarde produtiva.  Sua sugestão veio acompanhada da irresistível intensidade das orbes verdes, que o fitavam desejosas e radioativas, mas que, infelizmente, não alcançavam poderio algum sobre o herdeiro do trono de Arlen. - Pare de persuadir, que saco. - xingou, o que honestamente deveria ser um insulto vindo da boca de um príncipe, suposto a jamais blasfemar ou perder a boa conduta. No entanto isso não incomodou Harry nem um pouco, o qual sentou em seu colo, uma perna em cada lado de seu corpo.  Os lábios insistentes de Styles moveram-se habilidosamente para seu pescoço, raspando ali com um toque aveludado. Ele era insaciável. - Você fica por cima hoje, o que me diz, hum? - Harry ralhou, movendo suas nádegas em círculos sobre a região pélvica do moreno. - Não vê o quão necessitado estou disso?  Seu jeito, contudo, obteve o efeito contrário ao que Zayn empurrou Harry com força para o lado, fazendo-o cair de costas atordoado no colchão. - Basta, Harry! - rugiu nervoso. Seus olhos escurecidos diziam tudo. - Não vou mais tolerar essa sua manipulação barata, saia já do meu quarto ou eu juro que te mato aqui mesmo. Por um segundo, ou talvez uma fração dele, a expressão de Harry decaiu, realmente desabou, e ele parecia ofendido e constrangido pelo modo o qual foi tratado, mas tratou rapidamente de lidar com a rejeição e retomar as rédeas da situação, levantando-se da cama em um salto e puxando um sorriso arrogante. - Temo que suas escolhas ocasionarão consequências, Príncipe Malik. Sabia que Coral é uma das princesas cotadas para participarem dos bailes no meio da temporada? E se, não sei, de repente vazasse a informação de que vocês, meio irmãos de sangue, houvessem tido um caso incestuoso anos atrás? - Não ouse, Harry. - Zayn ameaçou, avançando na direção do maior. - Você já me teve como queria, por que não pode simplesmente me deixar em paz agora?! - Porque você é diferente. - Styles proferiu, fechando o sorriso e o encarando firme e sério. - E eu o desejo perto de mim. Não era mentira. Nunca seria. Todos sabiam como além de dominar uma beleza sublime, invejável, Zayn também era verdadeiro. Ele tinha uma bondade genuína em seu coração de forma que todos os elogios e adorações não alterassem em nada seu estado de espírito humilde e gentil. O herdeiro de Arlen era alguém digno do trono, do título, da aparência.  Ele se destacava naturalmente. Harry adorara-o e o ambicionara logo de início.  - Bom, não é recíproco, vossa alteza. - Zayn cuspiu, seu jeito ácido esclarecendo que nenhuma insinuação de Styles o conquistaria. - Agora, se me dá licença, eu quero dormir em paz. - Zayn, é sério, eu preciso de você nesse momento, por favor. - algo em sua voz soava um desespero cru. - E eu não estou mais me referindo a sexo. - Eu. Não. Me. Importo. - Malik rebateu pausadamente, piscando sua irritação para fora. Ele estava saturado de aguentar os caprichos e dramas de Harry. Principalmente a manipulação.  Zayn não compreendeu que o sentido de 'precisar' ia além do significado s****l. Um aceno curto e rígido realizado por Harry foi o bastante para finalizar aquele cenário. Ele foi embora à passos pesados. E até o resto da semana, Styles não foi o mesmo. Não o incomodou mais, também. Nem o procurou para importuna-lo com ameaças rasas. Mas também se tornou mais recluso, e quem olhasse para Harry durante as aulas teóricas e práticas, os banquetes e cafés da manhã, não o reconheceriam. Ele sorria sem dentes, cordial, fazia um comentário inconveniente ou outro, porém nada na frequência do seu costume. Permanecia quieto, a maioria das vezes pensativo, poupando os jovens de sua conversa afiada. Aparentava ter perdido o ânimo. E mesmo sob suas roupas excêntricas e caras faltava algo.  Isso era notável. Tanto que na edição de How to Wear a Crown o que mais era discutido pelo escritor anônimo era seu sumiço repentino, sua mudança de humor e inúmeras teorias diferente do porquê estava assim, do que ocasionara seu exílio pessoal. Nem mesmo sábado, em que os príncipes ficavam com mais horas vagas entre as aulas, houve indícios do volumoso cabelo cacheado, ou de indivíduos se esgueirando pelo corredor de madrugada fugitivos do covil do pecado. As coisas estavam meio paradas e honestamente ninguém compreendia o que acontecia, e ninguém teria como pergunta-lo porque Harry não os dera i********e o suficiente. E, sobretudo, ninguém se importava. Isso não os atingia diretamente, então por que se preocupar? As relações sempre foram superficiais. Tanto quanto Harry. Talvez ele estivesse passando por crises existenciais ou qualquer merda do tipo, quem honestamente ligava? Todos têm suas próprias vidas para cuidarem. Domingo, portanto, as coisas saíram mais dos eixos. Claro, Styles ainda dava seus sorrisos desdenhosos e forçados, mas tudo piorou quando ele surgiu com roupas... Normais. Normais não - elegantes e caras, refinadas, requintadas. Mas isso é 'normal' para homens da alta sociedade que espirram ouro.  Era um fraque e calça lisas na cor vinho, uma lapela delicada presa no bolso do casaco, colete e camisa pretas.  Ele estava formal, e, evidentemente belo, mas aquilo não era Harry.  Dandismo não combinava com Harry. Harry deveria estar envolto de cores chamativas, jóias vistosas, anéis de ouro branco, gargantilhas, gloss labiais. Harry era Harry. E aquele não era Harry. Todos se apavoraram um pouco ao presenciar o estranho príncipe de cabelos encaracolados compridos adentrando solitário no salão, segurando Carolina com força, sorrindo forçado e mais pálido que o normal.  Suas roupas, que costumavam dizer tanto sobre si, pareciam vazias. Assim como ele. Notaram também a distância de Zayn Malik com o herdeiro repetente de Malta. Os dois se mantinham longe e nunca trocavam olhares. (Alguns príncipes adoradores de Harry comemoraram silenciosamente). De qualquer modo, o baile teve o mesmo início de sempre: empregados começaram a servirem os aperitivos (degustação de queijos) e ponches, os violinistas chegaram - tocando uma bela valsa francesa. Aquela noite era especial porque simplesmente o rei Franco estaria presente.  E ele era a figura mais influente da época, sendo a razão pelo qual os príncipes se submetiam a essa 'escola'. Para que o reino Franco e os pequenos reinos britânicos permanecessem em anistia, mantendo relações comerciais e alianças. O rei chegou no Palácio com trinta minutos de atraso - ele podia, claro, e sua presença soberana fez com que todos os jovens príncipes se curvassem em uma reverência coletiva de imediato. As apostas de quem seria o primeiro corajoso a puxa-lo para conversar foram para o ralo quando Liam Payne se aproximou, estendendo sua mão cordialmente. Todos juraram que Harry o faria - aquele arrogante cheio de confiança. Mas, inesperadamente, Styles teve uma reação contrária, ele estremeceu ao avistar a imagem austera do líder franco, dando passos para trás com uma expressão de terror. Louis, que estava do outro lado do salão, segurando uma taça de martini, o assistiu com um olhar astuto. Muito astuto. Compreendendo exatamente a razão disso. Horas antes, ainda na manhã daquele domingo Tomlinson resolvera retornar ao aposento após o café, encontrando Lorena costurando um par de luvas para que usasse no evento da noite. "Estão ficando lindas" Tomlinson comentara fechando a porta atrás de si e se aproximando da garota, que desviara sua concentração para o príncipe. Ele sabia o quão tímida ela era e que qualquer oportunidade de aproximação seria boa, elogiando-a quando possível para que ganhasse segurança. "Espero que fiquem mesmo" suspirou sorrindo "A opinião do Rei da França é realmente importante em todos os aspectos". Lorena comentou, fitando-o com aqueles olhos verdes claros enquanto sorria envergonhada. "Ele visitou Riverland alguns verões atrás, não parecia ser uma pessoa difícil de lidar" Tomlinson argumentou, recordando das tardes em que o rei ficara hospedado em seu castelo, tratando de assuntos comerciais com Mark. "Bem, não é o que Harry diria". Lorena soltou, um pouco de sarcasmo borrando sua voz, o que fez Louis piscar intrigado imediatamente. "O que isso significa?" O príncipe indagou, tentando engolir a curiosidade mas com a mente um pouco nublada para se importar. "Eles não se dão bem, o rei da França humilha o Príncipe Edward" Lorena explicou, largando uma das luvas pronta em cima do criado-mudo e trabalhando na costura da outra. "Ao menos foi o que eu escutei por ai".  Louis continuou com uma feição surpresa no rosto, e ao nota-la, Lorena prosseguiu: "Pelo o que eu entendi o rei da França é amigo de infância do Rei de Malta, pai do Harry. E os boatos são que ele implica com o príncipe desde a primeira temporada".  "Alguma razão específica para tal?" "Eu não sei. Talvez por conhecer o garoto desde pequeno seja exigente com ele. Mas definitivamente deve intimida-lo. Escutei que na primeira temporada do Príncipe Edward, o rei franco esnobou ele, e o humilhou na frente de todos os outros". "Isso soa contraditório. És amigo do pai do príncipe, e ainda o trata mal." Louis fez a observação, desconfiado com o assunto. "Bom, Príncipe Edward não é exatamente alguém amistoso, não sabemos como ele se comporta dentro de seu próprio palácio em Malta, certo? Dizem que temos mil e uma caras, e com cada pessoa vestimos uma nova. Qual seria a dele?" Aquele diálogo com Lorena o deixou intrigado, porque ela tinha um ponto. Todos conheciam Harry Edward Styles. Ou melhor, achavam que conheciam. Não era humanamente viável que aquela máscara arrogante e os anéis de safira o acompanhassem vinte e quatro horas por dia, nos trezentos e sessenta e cinco do ano.   Deveriam - precisariam - haver momentos em que ele ria por alegria, livre de deboche, livre de orgulho. Todos conheciam Harry Edward Styles. Mas quem conhecia Harry? Só 'Harry'? O mesmo Harry que chorara solitário naquela funesta madrugada, sob a tempestade impiedosa, lamentando para a irmã falecida. O mesmo Harry que tratava seu cavalo, Hades, como um filho, e fazia questão de toda pós aula de equitação afagar seus pelos e escova-los como se fossem os próprios fios do cabelo. O mesmo Harry que há uma semana mudara da água para o vinho e parecia estar com o r**o entre as pernas, quase pálido enquanto se afastava da figura grandiosa do rei franco. Quem tomara algum segundo de sua ocupada vida para se questionar como andava a saúde mental e física do Príncipe 'asqueroso'? Ninguém, porque ele não merecia o zelo ou carinho alheio, certo? Afinal, ele era um i****a na maior parte do tempo... Mas, francamente falando, quem raios não é um i****a na maior parte do tempo? Quantas vezes você não se segura para fazer um comentário m*****o? Quantos acessos de raiva você não dá por coisas pequenas? Quantas lágrimas já não desperdiçou por quem não as valia? Conclusão de ouro do dia: tudo isso te fez ser i****a, você só soube esconder bem. Enquanto Harry... Harry fazia questão de transparecer sua estupidez, quase como se quisesse parecer e******o. Há uma corrente filosófica a qual alega que aquilo que você mais se faz ser por fora, é o que menos é por dentro. Do que mais esnoba, é o que mais lhe falta. Dos sorrisos que entrega, poucos são verdadeiros. Louis começou a acreditar fielmente nesta teoria enquanto avaliava o comportamento retraído de Harry naquela noite. Mas, foi quando anunciaram a hora da valsa principal da coroa, que tudo desmoronou. Pois na ausência de princesas e damas para os acompanharem, eles deviam escolher seu par em um dos outros príncipes, bailando sob a supervisão do rei franco. Francamente isso era mais um modo subliminar para que o rei avaliasse quais seriam as escolhas de alianças futuras, visto que os príncipes dançariam com quem possuíssem mais amizade entre si, o que provavelmente penduraria até depois da temporada e geraria pactos inter-reinais quando fossem coroados. E era inegável a importância da ação como um todo, pois demonstravam indiretamente ao rei Franco com quem estavam dispostos a se aliarem. Pouco a pouco eles se uniam e encontravam seus pares, conduzindo-os ao centro do salão. - Hey, Liam? - uma voz hesitante interrompeu uma conversa animada de Payne na roda de príncipes. O herdeiro de Bristok se voltou para o dono dela, sentindo-se surpreso ao deparar-se com Zayn Malik. - Sim? - Importaria-se em dançar comigo? - indagou, embora já houvesse uma fila de rapazes atrás de Zayn esperando para convida-lo. - Eu sei que fui rude da última vez que nos comunicamos, não era uma semana boa eu estava estressado, ansioso e- - Aceito o convite. Será uma honra. - Payne interrompeu seu monólogo, sorrindo sincero e fazendo uma breve reverência de iniciação, antes de estendê-lo o braço para que o acompanhasse. O número de príncipes remanescentes estava diminuindo. O mais surpreendente, no entanto, era que Harry estava sozinho em um canto, completamente solitário e piscando perdido para a cena ao redor. Não era surpresa que os príncipes evitassem se aproximar dele sob a supervisão do rei da França, porque, claro, Harry não mantinha uma boa imagem de si - seis temporadas sendo repetente- e ninguém se atreveria a associar sua própria imagem à dele, correr o risco de mancha-la por ter proximidade com alguém tão indigno de honra. Era aquela velha história do "serve na cama, mas não fora dela". O jogo em que um usava o outro, mas no final Harry era só um jovem adulto cheio de merdas em suas costas e nenhum voluntário para ajuda-lo a limpa-las. - Com licença, Príncipe William. Tomlinson piscou atordoado, olhando para um belo Niall com lenço amarrado no pescoço olhando-o esperançoso. Atrás de Horan, no entanto, também estavam muitos outros rapazes querendo a companhia de Louis William Tomlinson na valsa, pois além de belo, o jovem também era erudito e influente - o que deveria significar muito sob os olhos do rei; por alguma razão i****a, todos estavam atrás de uma aprovação dele, mesmo não fazendo tanto sentido, afinal em um futuro próximo, depois de coroados, gozariam do título supremo tanto quanto. A única diferença era que seriam reis britânicos. - Príncipe Horan. - Louis se curvou para Niall, demonstrando respeito. - Bem, me concederia essa dança? - Niall propôs, ganhando um sorriso simpático do outro. - Seria uma honra, vossa alteza... Se eu já não tivesse um par. Perdoe-me. - Tomlinson se redimiu, afastando-se de lá em uma direção exata sem nem assistir a reação surpresa de Horan. Cruzava o salão com os braços cruzados atrás das costas, em uma pose soberba, queixo erguido e as lagoas azuis cálidas, completamente ciente de que era observado pelo rei durante seu percurso. Ao chegar em seu destino, reverenciou Harry, o qual o encarou chocado e confuso. Louis, no entanto, deu-lhe o braço, dizendo: - Gostaria de ser a minha dupla, Príncipe Edward? Seu convite bastou para que o espanto de Edward se amplificasse mil vezes, levando-o a torcer o nariz, uma pitada de orgulho ainda beirando sua voz, mas a surpresa se  sobressaindo. - O-o quê? - Concede-me esta valsa? - repetiu, esperando paciente para a reação de Styles. - O que está tentando? Quer cometer um suicídio moral ao dançar comigo na presença do rei franco?! - Harry sussurrou incrédulo, alternando o olhar entre o rosto pacifico de Louis para a figura austera com uma coroa sobre a cabeça sentada em uma espécie de trono. - É um tipo de fetiche seu, igual ao de pintar o erotismo? Hein, o que está tentando?! - No momento? Hum, dançar com alguém teimoso. - Tomlinson respondeu, um pequeno sorriso lateral repuxando seu lábio esquerdo, quebrando a neutralidade para delatar sua diversão.
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