Chapter XIX

3264 Words
Episode: Secrets burn as much as fire - Certo, na aula de lógica de hoje iremos simular um ataque de bárbaros, imaginando que somos líderes de uma pequena península a qual somente sua porção norte tem ligação com o resto do continente. - o ancião formulou, sinalizando para que os príncipes se sentassem. De quintas-feiras eles geralmente alternavam entre aula de etiquetas e aulas de lógica. Hoje soava promissor, pela primeira vez teriam ensinamento sobre estratégias. Um sala especial fora selecionada onde uma mesa redonda imensa se situava em seu centro. Sobre ela havia um tabuleiro - que honestamente parecia um jogo de xadrez - com um grande mapa desenhado e ao redor dele peças pequenas que figuravam navios de guerras e tropas de soldado. - Primeiro a se pensar, senhores: por qual lado estão vindo. Ao informar isso, apontou para as embarcações que cercavam a costa inteira da península. - Nesse caso, a resposta seria todos. Bárbaros sabem como atacar e são brutos quando o fazem. Portanto, próximo passo é compreender: quais são suas prioridades de salvação. Comida? Riquezas? Vamos lá, debatem. Vozes diversas clamavam suas opiniões: - Riquezas. - O exército, para podermos contra-atacarmos na hora certa.  - A população. Crianças e velhos principalmente. - Água e Comida.  Até que uma delas fez com que todas as outras se calassem: - Uh, minha Carolina, Zaynie, e meus amados príncipes!  Não precisava mencionar quem fora a origem de tal sugestão. O ancião se limitou a repreender Harry pelo olhar, porque honestamente ele não poderia levar nada a sério? - Calma. Eu só estava descontraindo. Mas se querem minha sinceridade de nada adianta salvar uma de suas coisas. Seu reino continuará devastado depois. O jeito é impedir que eles alcancem a costa.  - E como pretende isso, vossa alteza? - um príncipe indagou intrigado. - Não há como bater de frente quando estamos cercados. - Alianças, meu caro. Alie reinos vizinhos o suficiente para que cada porção ilhada tenha uma defesa. - Isso não faz sentido. - Liam rebateu. - Depois ficará em uma dívida eterna com cada um dos que te ajudaram. - Você prefere ficar endividado ou ter sua população dizimada, Príncipe Liam? - Harry tinha um ponto. Ele era bom nisso. - Com o tempo é possível retribuir todos os favores aos reinos vizinhos, mas se você for completamente saqueado pelos bárbaros, então esse é o fim. O ancião, que assistia aquilo com interesse, concordou levemente surpreendido pela boa tática de Harry. Embora estivesse aprimorando-a durante as últimas cinco temporadas, ele parecia realmente dinâmico nesta. - Estou gostando deste rumo. Mais alguém com algum plano? - Cavalo de Tróia. - Tomlinson de repente sugeriu.  - É uma proposta muito ousada, Tomlinson, visto que na própria Guerra de Tróia os gregos não obtiveram sucesso com isso. Por que nós teríamos? - Faríamos uma estratégia diferente. Deixaríamos vinte bases secretas construídas, não necessariamente sendo cavalos, uma a cada raio de porção de terras. Levaríamos a população para o miolo do reino onde estariam a salvos. Nas áreas litorâneas, desertas, haveriam apenas os esconderijos. - Não faz sentido. - um príncipe argumentou. - Talvez faça. - uma voz surpreendente se sobressaiu. Todos viraram seus rostos para a origem dela. Niall Horan. O herdeiro de cabelos loiros e olhos claros que nunca se pronunciava e sempre se mantinha afastado.  - Os bárbaros são povos de ataque direto. Eles não têm táticas de guerra senão avançar contra as possíveis tropas em um jogo sangrento. Quando eles adentrassem os limites do reino, não encontrariam ninguém. Então nossas tropas usariam esse momento de confusão deles, enquanto tentam compreender o que está acontecendo, para deixar as bases secretas e ataca-los de surpresa. - Horan completou, devolvendo um olhar firme para o Príncipe William, o qual assentiu agradecido. - E também, seria de bom grado ainda mantermos alianças com os reinos vizinhos, da forma que Príncipe Edward sugeriu, para garantirmos a vitória. - Louis acrescentou, sentindo o sorriso zombeteiro de Styles para si. Esses últimos três dias - depois da ameaça de Harry no baile de domingo - têm sido desgastantes. Para onde Tomlinson andava, Styles parecia segui-lo esboçando um olhar pretensioso, carregava um ar de discórdia. Harry sabia. E Louis não poderia permitir que espalhasse. Fora um deslize seu, talvez o primeiro como príncipe maturo e responsável, mas era simplesmente inevitável e agora não havia jeito de deixar que aquilo estragasse toda uma imagem digna que construíra. Honestamente ele ainda se demonstrava inabalado por fora, ignorando o modo ácido e as insinuações que lhe eram lançadas em cada oportunidade que o arrogante cacheado encontrava - estava sendo claramente divertido para ele possuir algum controle sobre o indomável príncipe de Riverland. Quando o sol baixou-se e os príncipes foram liberados para gastar o resto da quinta da maneira que quisessem, com horário vago, parte deles foi descansar em seus aposentos e parte se reuniu no Salão dos Homens para debater qualquer assunto que surgisse. Príncipe William nunca se sentiu alguém muito social, ele preferia resguardar-se em seu próprio canto na companhia de uma boa leitura. No entanto, ultimamente tudo que vinha fazendo era permanecer recluso em seu aposento para evitar encontros inconvenientes com o dono de Carolina, sendo assim ele resolveu afastar-se da rotina monótona e juntar-se aos demais jovens no salão. Adentrando pelas grandes portas de madeira nobre, avistou naturalmente a roda de conversa, todos rindo animados, gesticulando e dialogando enquanto bebericava xícaras de chá quente. Pelo canto do olho reparou nas poltronas de leitura onde um deles lia solitariamente algo como um conto romântico grego.  Niall Horan. Muito mistério circundava sua imagem.  Se Louis cultivava fama de recluso, Niall era então o antipático. Ninguém nem sequer tentava chama-lo para os eventos ou debates pois tinha plena certeza que o loiro recusaria o convite sutilmente. - Agatha? - Louis perguntou ao se aproximar, lendo o título em letras douradas do exemplar antigo entre suas mãos. Niall levantou o olhar da página e direcionou-o a Louis, oferecendo um pequeno sorriso educado. - Sim. É um clássico não descoberto.  Tomlinson acenou. - Nunca ouvi falar sobre este livro. - Oh, é sobre uma garota que viveu em Atenas, como um diário. - Soa interessante. - Serve para distração. - Niall admitiu, dando de ombros. - Aliás, você não deveria estar falando comigo, pode lhe trazer consequências. Louis piscou confuso. - Como assim? - Oh, você com certeza é um dos A para ele.  Havia algo desdenhoso em sua na voz. Intrigante. Intrigante o suficiente para levar Tomlinson a se sentar em uma cadeira almofadada próxima de Horan. Talvez sua feição perplexa tenha delatado a incompreensão daquilo, impelindo Niall a explicar melhor. - Harry Styles.  - Perdoe-me, vossa alteza, mas ainda não entendo o que quer dizer. - Certo. Vou te explicar como as coisas funcionam na mente de Harry. - entoou, fechando seu livro de vez e depositando-o sobre as coxas enquanto se concentrava apenas em Louis. - Há um ciclo encrostado neste Palácio, é como um jogo doentio o qual ele repete todas as temporadas e já começou nessa. Tomlinson assentiu, claramente perturbado. - Harry gosta de ser o centro das atenções, como deve ter reparado. Mas ele também ama o controle que tem em suas mãos. É um narcisista impiedoso que não se contém até ser idolatrado por todos, ganhando a simpatia de um por um. - O que ele ganha o fazendo? - Deve ser um modo de provar a si mesmo alguma coisa, eu não sei. A questão é que ele os divide em grupos. Há o A, o B e o C, de acordo com quem mais o atrai. Além destes, ele escolhe seu favorito. E o seu favorito é o que irá tratar com mais adoração. Presumo que o Principe Zayn Malik tenha entrado sob seu alvo para este verão. - Quem você era? - Louis perguntou com um olhar astuto. - Você esteve na temporada passada, suponho que seus estudos sobre o Príncipe Edward tenham um fundamento experimental. O que pegou Niall de surpresa, sinceramente. Porque sua respiração engatou e ele não parecia ter saliva para engolir. - Eu fui o que não deu o braço a torcer. - proferiu rígido. - O único, na verdade. Eu costumava ser apaixonado demais por uma garota para permiti-lo me usar de brinquedo. Ele queria desmoralizar a todos, e eu vivia constantemente tentando abri-los os olhos para o monstro que Harry é. - O que aconteceu, então?  - Ele conseguiu o que queria. - Niall pronunciou de modo que soasse como um sussurro em um quarto escuro e sombrio. - Ele destruiu o que eu tinha, sem remorso algum. Para Harry é um desafio divertido ferrar com quem lhe convém. - Eu sei que não é de minha persona inteirar-me em algo tão particular, mas se me permite indaga-lo, como veio a repetir de temporada? - Começou com provocações baixas. Ele fazia coisas e colocava a culpa em mim, fazia com que acreditassem nele. Ele intimidava quem se opusesse assim ninguém o interromperia. Harry me levava ao limite, e certo dia eu simplesmente não aguentei e perdi os miolos, eu o empurrei e o desferi a maior quantidade de socos que pude até que me afastassem. Era possível enxergar ódio através das íris escurecidas do jovem loiro. - Naquela hora eu soube que havia perdido. Ele se levantou com um sorriso enorme enquanto seu nariz e boca jorravam sangue, porque viu que a administração me reprovaria e eu não teria acesso à coroa naquele ano. Eu perdi a honra em meu reino, perdi a garota que amava pois ela se casou com um príncipe que se tornaria rei antes de mim, e perdi qualquer vontade de existir.  Dos lábios de Louis nada saiu, ele assentiu lentamente sem transparecer seus verdadeiros pensamentos para a revelação, observando calmamente o ódio de Niall esvaindo-se aos poucos. - Harry é horrível. Ele quer que os outros sejam tão horríveis quanto ele porque se afundar em companhia soa menos pior. - Horan proclamou um último momento, como uma conclusão que encerraria o assunto. - Eu já percebi o quanto ele te persegue, Styles deixa óbvio seus objetivos. Não permita que ele consiga, Louis. Você tem uma reputação muito forte para zelar. Tomlinson mais uma vez concordou com um menear da cabeça, puxando um sorriso pesado em seus lábios como um boneco de cera. - Agradeço o conselho, vossa alteza. **** Não foi novidade para ninguém quando naquele domingo, no Baile das Velas, Harry Styles adentrou o salão de inverno de braços dados a Zayn Malik. Durante aquela semana sempre que a figura esguia de cabelos cacheados se esgueirava pelo corredor, o príncipe de Arlen e seu topete majestoso estava por perto, em seu perímetro de visão. Isso não impedia que Harry flertasse com todos os outros, embora. Muito menos que príncipes e mais príncipes fossem flagrados deixando seu quarto durante a madrugada, a diferença era que um deles, Zayn, permanecia fixo lá. Hoje, quando anunciaram que este seria o último baile com a presença de princesas por um tempo, Harry levantou-se no mesmo instante e ordenou que seus alfaiates e os alfaiates de Zayn produzissem trajes que combinassem entre si, como um verdadeiro capricho bizarro de casal. A ocasião era especial. Além de significar uma despedida temporária das damas, também havia um teor de encanto no tema 'Baile das Velas'. Advinha de uma tradição oriental de culto aos antepassados. No âmbito da dinastia britânica, isso era traduzido para uma noite em que não era permitido acender os lustres suspensos no céu, somente candelabros de porte pequeno e velas de mesa, o que concedia um ambiente mais escuro e poético a todo o evento. O salão pareceu mais mágico ao ser inteiramente decorado por estatuetas de anjos de mármore branco, aparadores de vidro, e uma grande área destinada à valsa melancólica às escuras.  As princesas já haviam deixado de usar máscaras para cobrirem suas identidades, visto que as sombras cumpriam tal papel. Era fascinante a ideia de bailar, comer, beber e suspirar ao redor de velas singelas. Uma calmaria destoante da rotina agitada dos príncipes. Harry, em particular, estava deslumbrante - e ninguém hoje poderia negar. Não mesmo. Ele sempre seguia um caminho para seu vestuário. Pegava o tema, e o exagerava. Os bailes em geral eram sempre grandiosos e requintados, então suas roupas deveriam apresentar-me mais suntuosas e chamativas ainda. Mas, naquele domingo, não. Porque o evento clamava por sutileza, leveza e suavidade. Existia um tempero romântico em tudo aquilo que incitava seu ímpeto de destaque a acalmar-se. Mais uma vez ele surpreendeu a todos. E dessa vez foi por quão exageradamente belo estava vestido com uma camisa branca de manga comprida, bufante nos ombros e com babados volumosos no peitoral, sua barra presa sob a costura fina da calça justa de malha preta, e sapatos envernizados. Pronto. Somente isso. Não havia nem um fraque estampado complementar. Nem um smoking. E, embora o código de moda pedisse pelo tradicional combo de casaca, colete e calção, Harry estava estupendo e elegante com somente uma camisa de caxemira bordada. Para não divergir tanto do habitual, ele era acompanhado pela fiel bengala de cascavel Carolina e aquele par de esmeraldas coladas em seus olhos. Os cabelos cacheados e sedosos estavam presos para trás em um r**o ordinário, porém alguns fios encaracolados desprendidos por seu rosto concediam-no uma graciosidade desmedida.  Os lábios tão vermelhos. A pele tão macia. Ele estava lindo. Lindo. E nem mesmo o príncipe considerado mais belo da temporada, Zayn Malik - com seus longos cílios e um vestuário tradicional em tom preto (feito sob medida para combinar com o de Harry) - conseguia rouba-lo o enfoque e as admirações. - Fascinante! - Styles murmurou assim que adentrou o local, piscando surpreso para a ambientação divina que as velas propiciavam. Alguns minutos depois as princesas chegaram. E a festa começou. *** - Não está aproveitando muito?  A voz de Liam acordou-o do transe, fazendo-o imediatamente retomar a postura e sorrir cordial. Zayn vinha sendo a nova estátua do baile, sua figura solitária parada em um canto, escorada na janela enquanto uma taça de champanhe pesava em sua mão. Ele era a personificação do silêncio ultimamente. E havia algo errado, pois aquela alma naturalmente gentil, extrovertida, e simpática havia se convertido para um corpo ausente dela, sempre curvado, e sem emoção. Ninguém se importava realmente. Ninguém realmente se importa com os outros, ao menos não naquele lugar. As pessoas pensam que sua beleza te deixa imune da solidão. Mas a verdade era que elas só amplificam a solidão porque a maioria dos que se aproximam veem atraídos pelo o que você oferece por fora e, Deus, como ele queria que alguém chegasse pelo conteúdo de dentro. Como todos nós queremos, silenciosamente, que se importem genuinamente, que as coisas não se limitam a um 'como você está?' robótico para que se sintam satisfeitas consigo mesmas por 'terem feito sua parte e demonstrado preocupação'. Eles não ligam para a resposta, honestamente. O que vale é terem questionado e se certificado que aquilo bastaria. Nunca basta. - Estou aproveitando, sim. - Zayn respondeu tentando encenar um entusiasmo. O que foi em vão e só reforçou seu desânimo. - O que está acontecendo, vossa alteza? - Liam eventualmente indagou, procurando encontra-lo com o olhar, talvez encontra-lo dentro de si próprio. Malik o encarou de volta, parecendo desconfortável. - O que quer dizer com isso? - Você não tem sido você por um tempo.  O Príncipe de Bristok falou. Desse modo. Cru e direto. Igual uma bala de pólvora chicoteando o ar. Suas esferas castanhas pareciam firmes e avaliadoras enquanto percorriam seu rosto inteiro.  - Você não me conhece o suficiente para uma alegação tão forte. - Zayn rebateu na defensiva. - Porque você ainda não me permitiu. Malik deu um passo para trás. A bala o atingiu. - Harry está me esperando. - ralhou secamente. - Com licença. Não era culpa dele, no entanto. Isso poderia ser mais um chamego barato de mais uma pessoa que queria chegar até ele contemplando sua aparência física, o que apenas o magoava mais. Estava farto desse tipo de aproximação. - Eu também estou. - foi o que Zayn escutou enquanto rumava seus passos para qualquer direção.  *** O baile chegara na fase inicial das valsas.  Poucos de fato dançavam até que a orquestra principal preenchesse a sala com suas sinfonias clássicas e animadas. Por enquanto era a parte lenta. Apenas violinos e melodia branda. Os arcos ralando nas cordas e produzindo sons agudos, profundos, enfatizando a magia de estar em um salão iluminado por velas (algumas aromáticas). Louis particularmente era um dos que dispensavam as primeiras danças apenas para apreciar a sensação da música calma de olhos fechados.  Nesse momento, embora, ele estivesse com suas lagoas azuis abertas, fixas em um pensamento distante enquanto observavam cegamente um candelabro pousado sobre um aparador. A chama consumindo o pavio e aquecendo a parafina, a qual derretia em pingos cremosos e endurecia-se contra o metal frio do candelabro dourado. Fogo. laranja. Amarelo. Fogo. Tão inebriante de se assistir.  Hipnótico. - A maior invenção do homem, não? - uma voz entrecortou o espaço silencioso que o circundava enquanto perdido no próprio mundo, trazendo-o para a realidade dos violinos e bailes. Tomlinson não precisou desviar a atenção das velas para saber de quem se tratava. - Se não fosse o fogo, de nada seria o ser-humano. A única espécie que o aproveita, enquanto as outras lidam como uma ameaça à sua sobrevivência. - Harry acrescentou, encurtando a distância entre eles e parando ao seu lado, rente ao seu corpo, fitando o perfil do rosto viril e delineado com perfeição do príncipe de Riverland. Com o contraste das sombras parecia ainda mais tentador. Louis finalmente piscou para longe do candelabro e levou seu campo visual para o horizonte, assistindo agora as pessoas valsando na penumbra da noite. - Os animais o temem por medo de morrer carbonizados. - Tomlinson proferiu, pela primeira vez correspondendo ao diálogo, em um fio de voz inexpressivo e austeramente articulado. Ouviu-se um breve riso insolente de Harry. Ele não podia controlar seu deboche, podia? - E você, Príncipe William, me diga... Tens medo de se queimar? - questionou sem resistência nenhuma, cruamente insinuante. Isso finalmente fez com que Louis devolvesse seu olhar, virando a cabeça roboticamente com o queixo erguido. E talvez houvesse uma vela acesa por trás deles, porque seus olhos verdes pareciam gozar de uma fogueira presunçosa.  As labaredas quentes que abrasavam as gramas de verão eram apagadas instantaneamente pela água gelada das lagoas azuis. - Temo que o fogo és um m*l necessário. - Tomlinson respondeu sem hesitar, não se abalando naquela batalha silenciosa. - Acho que é o que estamos próximos de descobrir. - Styles o disse, carregando toda a insolência descarada.  A neutralidade nos traços do herdeiro de Riverland falhou um pouco, delatando seu desentendimento, o que claramente aumentou a diversão do outro. O sorriso zombeteiro ampliou-se até que Harry aproximasse lenta (e perigosamente) seus lábios do pé do ouvido direito de Louis, não desconectando a corrente de olhares um segundo sequer. Para então segredar em um sussurro: - Às oito e meia, durante a valsa principal da noite, esteja no meu quarto. Antes que Tomlinson tivesse a chance de contesta-lo, Harry colou sua boca na orelha esquerda avisando: - Lembre-se que segredos queimam tanto quanto fogo, darling. E se afastou. Sumiu. Como uma névoa. Ou como a fumaça densa resultante de um corpo em chamas.
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