Chapter XI

4044 Words
Episode: Diana Domingo. Finalmente domingo. Uma manhã de ansiedade e gracejos. Uma manhã de expectativa e medições. Medições? Sim. Os alfaiates reais se apresentaram nos aposentos dos príncipes logo no nascer do sol - oh, um sol de verão, daqueles que os raios dourados sacrificam sua pureza e penetram no céu límpido -, fitas métricas enroladas em seus pescoços e sorrisos amistosos acompanhados de um 'sinto muito por apresentar-me tão cedo, vossa alteza, mas devemos iniciar as medições e costuras imediatamente para que vossos trajes de gala estejam prontos até a iniciação do evento'. Os príncipes, embora exaustos e com sono, deviam recordar-se que ser um rei é se submeter a qualquer contratempo e compromisso visando o cumprimento de etiquetas e reputação. Estética é um dos ramos da Soberania, infelizmente. - Vossa Alteza? - uma voz melodiosa e tímida escoou pelo quarto ainda escuro. - Tenho permissão de abrir as cortinas? O alfaiate está prestes a chegar. Louis esfregou os olhos, inspirando fundo. Ele nunca foi alguém difícil de despertar, embora sua insônia geralmente o mantivesse acordado encarando o teto até tarde da noite e acabasse por desregular completamente o sono. - Claro. - proferiu com a voz rouca e um pouco grogue. - Bom dia Jeze- No entanto, assim que o tecido vermelho grosso das cortinas foi afastado e a claridade invadiu o espaço, Tomlinson se surpreendeu ao notar Lorena ali, com um pequeno sorriso tímido e uma bandeja de café da manhã em mãos. Honestamente ele não acreditava que veria a garota.  Era Jezebel, sua irmã alta e loira, quem vinha acorda-lo e transmitir suas tarefas diárias, sendo Lorena apenas a assistente calada e reclusa que espanava o quarto ou prestava serviços que não exigissem interação. - Oh. Bom dia, Lorena. - Louis saudou, sentando-se no colchão e pedindo que a mesma depositasse a bandeja sobre o criado-mudo. - É uma surpresa vê-la, confesso. As bochechas da menina tornaram-se rosadas diante a pele pálida, que se distraía espalmando a costura de seu vestido de criada. - É, b-bem... - iniciou gaguejando, parando por alguns segundos até recobrar alguma confiança . - Jezebel está com o alfaiate, auxiliando ele para separar tecidos e sugerindo moldes, ela é boa com moda. Pediu para que eu trouxesse seu café. - Compreendo. - Ela acha que isso é bom. Que eu me soltaria mais. - adicionou em baixo tom, numa luta interna entre se encolher instintivamente ou manter a postura ereta.  Tomlinson acenou em ciência, avaliando o comportamento recatado e assustado da moça. Ele meio que sentia sua insegurança. E ele meio que, pela primeira vez, desejou sair de sua figura neutra de futuro rei para abraça-la igual Johanna fazia com todos os filhos quando chovia forte e os trovões os assustavam. - Você tem medo de mim? - Louis indagou, ao invés. Para não deixá-la desconfortável com o direcionamento de uma pergunta íntima, ele ocupou sua atenção com o café da manhã, mastigando as uvas verdes sem caroço com uma tranquilidade esclarecedora. - N-não. - Lorena negou imediatamente. - É-é só que... - tomou um suspiro profundo, mordiscando o canto dos lábios vermelhos. - Isso é grandioso demais, sabe?  Os olhos vibrantes azuis desviaram-se da xícara branca de porcelana para as grandes orbes verdes arregaladas. Louis bateu levemente ao seu lado do colchão sinalizando para que ela se sentasse.  - Eu não posso, vossa alteza. Não é permitido. - ela negou veemente, recuando passos para trás. - Isso é uma ordem, Lorena. - Tomlinson disse, apesar de sua voz não ser autoritária e sim suave e gentil. A garota assentiu lentamente e se ajeitou constrangida na cama, encarando o próprio colo em que o tecido de sua veste preta contrapunha-se com um avental de babados brancos. - Então, o que é grandioso demais? - Louis questionou, oferecendo-a um dos biscoitos  doces (que teve o ímpeto inicial de rejeitar por educação, mas que, claro, a insistência de Tomlinson fez com que aceitasse de bom grado). - Trabalhar no Palácio de Vidro. - murmurou com a voz abafada por estar mastigando ao mesmo tempo. Se a governanta principal assiste a cena Lorena estaria provavelmente condenada. - E-eu sei que para que quem vê de fora é-é apenas a criadagem. M-mas ser uma criada real é um grande título para nós, que morreremos humildes.  - Não é 'apenas a criadagem'. - Tomlinson desmistificou. - Nós todos temos a mesma importância em um castelo.  Lorena lançou-lhe uma feição de 'não força', a qual Louis arqueou levemente os lábios pela petulância inocente da menina. - Por favor. - ela grunhiu com um toque de ironia, um suspiro descompensado. - Nós sabemos que não é assim. A face delicada e simétrica do príncipe encarou-a firme, o semblante tornando-se sério. - Sabe, Lorena, há um provérbio chinês, um dos que eu gosto, que diz que depois de uma partida de xadrez, o rei e o peão, e todas as peças, são guardadas na mesma caixa. Não importa qual é relevância dela no jogo, elas acabam indo para o mesmo espaço, embaralhadas. Tomlinson pausou, encarou um quadro na parede oposta pintada por um renomado artista italiano, anjos brincavam nas nuvens em um céu dourado. Piscou lentamente, fitando a morena novamente. - Você entende a metáfora nisso?  - A-acho que sim. - murmurou com um misto de esclarecimento e perturbação visíveis. - Nós somos iguais. Eu e você. E no fundo, talvez, muito mais do que acredite. Nascemos com uma meta previamente estipulada. É um corredor escuro em que afirmam a luz estar atrás da porta, do outro lado, tendo-nos que guiarmos até alcança-la. Ao menos é como uma coroa me soa, não sei qual o funcionamento para os empregados reais. Os lábios inferiores de um rosado pálido eram macerados pelos dentes da menina, que mordia-os para amenizar a ansiedade. Ela tomou uma lufada de ar, certa de que dialogar com Louis era realmente fácil. - A gente cresce escutando dos adultos que se formos bonitas o suficiente, e eficientes o suficiente podemos ser selecionadas para trabalhar em Palácios. É-é o mais próximo de um 'sonho de princesa' que devemos ter.   - Você o realizou então? - E-eu não consegui por mérito próprio, claramente. - Lorena confessou, sentindo a pele esquentar. - Minha irmã, Jezebel, que os pediu. Ela tem uma boa reputação por seus serviços eficazes, se eu estou aqui os créditos são dela. Eu sei que não sou preparada o bastante para servir membros da família real.  Parece pouca coisa, mas é muita, tem muitas regras e etiquetas que eu já devo ter quebrado. - Etiquetas são sobrestimadas. - Louis proferiu, notando a garota prender um riso porque (sério?), o príncipe mais formal de todo o palácio, com pose natural de rei, estava criticando as regras? O sistema? Enquanto ambos se olhavam com sorrisos suspensos, a porta fora suavemente aberta, surgindo de lá Jezebel acompanhada do alfaiate. Alguns príncipes estavam atrás dos dois, no corredor, espiando pelas frestas da cabeça o que tanto espantara a criada loira e o alfaiate. Claro. Lorena, sentada ao lado do Príncipe William na cama. Lorena, uma criada. Sentada. No. Colchão. Os olhos azuis de Jezebel estavam arregalados pelo flagra, seu rosto se enrubesceu por ser sua irmã ali. Isso era totalmente contra a ética.  Extrapolou qualquer limite que um empregado deve se basear ao tratar de sua alteza. O alfaiate encarava alguns alfinetes que carregava em uma bola de tecidos, sem graça. E um grupo de alguns príncipes curiosos, dentre eles Liam Payne, Zayn Malik, Andrew e Cory, também piscavam atônitos pela proximidade imprópria dos dois. Ele era um futuro rei. Não devia nem sequer direcionar palavras que não se relacionassem a ordens ou dúvidas à pessoas de estamento tão inferior ao seu. Ainda mais Louis William Tomlinson.  - Lorena. - Jezebel sussurrou como repreensão e uma feição advertida, avisando-a por sinais discretos para se levantar dali. A garota de somente dezessete anos se levantou imediatamente, envergonhada, mantendo uma pose encolhida perto da irmã. O alfaiate adentrou o aposento, virando-se para fechar a porta com um gracioso 'com licença vossas altezas' para os príncipes ainda mortificados encarando a cena, trancando-a em seguida e finalizando o episódio. - E-eu- - Conversamos mais tarde. - Jezebel interrompeu Lorena, lançando-a um olhar aguçado. - Não se preocupem, a culpa foi minha, eu que a ordenei para sentar-se ao meu lado. - Tomlinson alegou, levantando-se com sua postura soberana já transparecida. O alfaiate pingaterreou, disfarçando a situação. - Bom, vossa alteza, estou aqui para tirar algumas medidas, certo? Está pronto? ... O salão de Inverno fora o escolhido. E, embora estivesse verão, não poderiam ter selecionado um espaço mais adequado para o evento, o qual prometia uma a******a majestosa para a presença de princesas pela primeira vez nesta temporada. Guarnecido de cores nobres, como tonalidades divagando do púrpura à malva, em suas longas cortinas e estatuetas de anjos em mármore, a grande área impressionaria qualquer amante de artes e estética, estabelecendo um íntimo de uma harmonia elegante e apurada. Neste evento fora estabelecido o uso facultativo de máscaras para príncipes, e obrigatório às princesas. Ninguém compreendeu ao certo o ponto deste regulamento, mas regras são regras e cabe a todos cumprirem. Talvez fosse pela auto preservação das jovens beldades, que sob seus longos vestidos e cabelos volumosos não passariam despercebidas pelos cavalheiros com suas vontades reprimidas e hormônios aflorando na pele.  Não era difícil príncipes e princesas terem casos rápidos e momentâneos durante esses longos eventos, portanto, poupar a identidade da garota era um meio fiel de conservar sua reputação intocada.  O tema da noite seria: Ophelia. Ophelia era uma orquestra sinfônica romena conhecida e aclamada em todos os reinos britânicos e francos, sendo tradição contrata-los almejando gloriosidade. Às (exatamente) sete da noite (pontualidade britânica exímia) - entre o sol rosado poente e o entardecer do infinito - os príncipes foram conduzidos ao Salão de Inverno. Suas primeiras ações adentro do ambiente espaçoso foram avaliar uns aos outros. Não necessariamente com desejo lúbrico - talvez necessariamente para a maioria - mas sobretudo julgando aquilo que lhes impressionava, seja de uma maneira boa ou r**m. A maioria dos alfaiates apostaram na tradicional casaca preta de acabamento de cetim com calças ajustadas em suas pernas, lenços bufantes brancos em seus pescoços adornados com um broche representando o brazão de seus respectivos reinos, sapatos envernizados, bengalas sofisticadamente simples e lisas - de madeira clara, em geral - e preenchimento visual com joias, que eram o charme em seus trajes simbolizando suas fortunas e enriquecendo seus corpos magros. Uma influência do dandismo - moda da época vitoriana que pregava a simplicidade na roupa masculina, tecidos lisos e cores primárias - foi notavelmente disseminada entre o vestuário de gala. Isso não diminuía a beleza de ninguém, no entanto. Niall Horan permanecia um personagem de heroísmo romântico com seus olhos azuis e fios loiros, vestindo unanimemente azul marinho. Zayn Malik, o considerado mais belo, estava refinado em uma formatação padrão às demais, embora suas longas pestanas e cabelo em gel - com uma única e singela mexa caindo-lhe graciosamente pela testa - constatassem que não haveria nada de mais comum para vestir que não o tornaria um destaque nítido. Outro com grande enfoque foi, claro, o príncipe-rei mais cobiçado da temporada. Príncipe William que, diferente dos outros, pediu ao alfaiate uma tonalidade clara para a ocasião, afirmando que o tema Ophelia lhe remetia aos tempos de meninice em que se apaixonava pela vida todas as noites de apresentação orquestral, esgueirando-se no parapeito da sacada de seu quarto para observar os 'eventos de adultos' que seu pai, rei, recepcionava no jardim de inverno, contratando músicos clássicos e oferecendo vinho e violinos.  Isso o expedia a uma sensação de leveza. E a leveza não seria decifrada em uma cor tão sóbria e imponente como preto. Mas sim em uma cor ingênua e harmônica como um fraque e calça de creme claro fechado até a metade, contrastando com sua camisa de Azul Ópalo em abotoaduras de prata maciça. Dispensou o uso de um lenço e broche substituindo-os por uma gravata de seda prateada com o brasão de Riverland talhado com fios de ouro branco. Um lindo relógio de pulso de ouro pendia de sua mão direita. Foi um presente do pai - o qual ganhou do avô-  cujo, de acordo com Johanna, era usado em todos os eventos em sua temporada (muitos anos atrás), inclusive naquele que conheceu sua avó.  O mesmo para Mark e Johanna, que em um baile de tema 'A Flauta do Anjo' conheceram-se e se apaixonaram, compartilhando um beijo cálido sob a lua e o relógio. Aparentemente tratava-se um artifício de sorte casamenteira, e Louis decidiu aderir por via das dúvidas. Mas certamente a noite seria enfadonha sem um pouco de extravagância exagerada e polêmica maldosa. Essa combinação tinha nome, sobrenome e cachos achocolatados. Ninguém acreditaria que as peças de Harry Edward Styles foram costuradas em menos de quinze horas. Talvez ele houvesse importado as roupas. Ou alfaiates extras. Era simplesmente muito. Uma combinação controversa de um fraque comprido, que ía até na altura dos joelhos, e uma calça boca de sino. Ambos na mesma tonalidade de: rosa. Rosa bebê. Chamativo. Pra. c*****o. Além de uma camisa branca com uma gola de babados volumosos - em renda branca, botinhas envernizadas, e sua casual bengala de cascavel, Harry extrapolou qualquer limite ao usar uma gargantilha de pedrinhas delicadas de diamantes rende ao pescoço, daquelas que princesas possuíam - e que definitivamente não era comum para moda masculina. Seus cabelos estavam mais esvoaçantes que de costume, os cachos grandes como se houvesse utilizado bobs para enrola-los e aperfeiçoar o formato. Fios sedosos e aparentemente macios. Ao adentrar o recinto com um ar entediado, os outros príncipes imediatamente encararam a figura peculiar, arregalando os olhos em julgamento. A repercussão negativa e perturbadora de suas escolhas animou sua autoestima reversa e estranha. Ele gostava de causar surpresa e choque nas pessoas, da maneira que fosse. - Que lugar esplêndido, não? - clamou melodiosamente, forçando um sorriso amplo. - Espero que nos divirtamos muito esta noite, longe de mim desperdiçar a oportunidade de um cortejo, embora prefira veemente o realizar com homens. Um dos príncipes que assumidamente admirava Harry e o idolatrava platonicamente se aproximou da figura esguia e sorriu insinuante. - Presumo que não haverá objeção quanto a isso.  - Não. Nunca há, na verdade, querido. - Styles respondeu em seu rejeito arrogante. - Não há nada que resista ao desejo da cobra. Carolina atrai a todos. Balançando a bengala no ar, o Príncipe Edward se transportou para a ala de bebidas servindo-se de um ponche de morango, inaugurando a mesa de drinks - embora os empregados tenham o lançado olhares temerosos e repressivos, porque os príncipes eram instruídos a limitarem o teor alcoólico da noite, devendo usufruí-los somente no final, como redige a etiqueta. Ophelia chegou logo depois. Um grupo composto de onze músicos e um maestro. Eles não falavam inglês fluente então foi necessário um diplomata tradutor para ajuda-los a se comunicarem. " Bune de noapte, prinți! " (Boa Noite, príncipes!) O velho maestro, com seus cabelos platinados e rugas rodeando os olhos pequenos, saudou, rumando graciosamente para um canto afastado do salão com a orquestra sinfônica. "Sper sa se bucure de spectacol!" (Espero que gostem do espetáculo). A melodia se iniciou com acordes agudos dos violinistas, para que então os flautistas dessem continuação em harmonia aos harpistas. Tudo se transformou em uma bela música romena, uma massagem aos ouvidos e uma revitalização espiritual. Os príncipes formaram rodas de conversa em que debatiam animadamente diversos assuntos, bebendo ponches e beliscando os aperitivos servidos pelos garçons. Liam Payne logo ao avistar Tomlinson o puxou para um canto, oferecendo-o uma taça de vinho Pinot, que foi aceita de bom grado pelo menor. - Ansioso para hoje? - Liam indagou, virando a cabeça para os lados à medida que as primeiras princesas adentravam no salão. - Inquieto, eu diria. - Inquieto? - franziu o nariz confuso. - É uma tradição de família casar-se com uma princesa conhecida durante a temporada no Palácio de Vidro. Foram em eventos como esse que meu avô avistou minha avó, e meu pai beijou minha mãe.  - Que romântico, príncipe. Pressuponho que matrimônio não lhe será um problema visto que és de uma beleza surreal, desejado secretamente pela maioria de nós. - Payne comentou, sorrindo-o educado. - Agradeço o elogio, embora discorde quanto ao que se refere à facilidade de esposar-me. Sou um fiel credor do amor cortês, apesar de dificilmente me apegar sentimentalmente a alguém. Adivinho que será um desafio deixar de lado minha persona reservada e permitir-me relacionar sem que isso se torne sufocante e exagerado. - Qual seria a dama ideal, então? - Definitivamente uma alma discreta, um coração bondoso e propenso a criação de um ambiente familiar. Ao mesmo tempo anseio por uma personalidade sólida, firme, a quem poderei recorrer quando necessário e confiar sempre que precisar. - Descrição física? - Não sou de me apegar a aparências, no entanto não cabe a mim desmistificar que beleza é um dote relevante. Eu tenho uma propensão a gostar de romances heróicos vitorianos, o que me faz criar expectativas ao que se refere a um perfil delineado pela delicadeza de um anjo, e a soberania de um líder. - Soa-me que busca pela pessoa perfeita, vossa alteza. Temo que não encontrará uma mente que se encaixe em todos os pré-requisitos. - Bom, eu gosto da imprevisibilidade da vida. Estou disposto a surpresas. Mas e você, Príncipe Liam? - Não faço ideia, honestamente. Soube de alguns nomes que estarão presentes hoje, minhas criadas me informaram a respeito de algumas princesas.  - Entendo. Alguma lhe desperta interesse premeditado? - Erh.... Vou descrevê-las conforme as reconhecer por baixo de suas máscaras. - Payne informou, avaliando visualmente as figuras femininas que adentravam no salão, com seus vestidos rodados, bordados, e máscaras brilhantes tampando parcialmente os rostos. - Oh! Aquela da direita é Pamela Greench, uma britânica que sempre recebe muita atenção. - afirmou, apontando para um par de princesas loiras de coque alto, olhos acizentados e ambas com vestimentas delicadas em tom alaranjado. - És filha do rei Aron , de Tucson. Sua irmã é tão prestigiada quanto ela, Livia Greench, fisicamente parecidas, personalidades opostas. A primeira é a mais velha e muito madura enquanto a segunda vive plenamente as virtudes da juventude. Ao passo que concordava sem muito demonstrar interesse, Liam indicou entusiasmado para outro lado, onde uma jovem de longas tranças ruivas, vestido Rosa Cherry blossom, e lábios cheios de gloss furta-cor andava em companhia de alguns príncipes encantados em direção à mesa de ponches. - Victoria York, do condado de Salute, ao norte.  Possui dotes valiosos e contatos com grandes potências comerciais, além da beleza genuína. Príncipe Liam prosseguia com as apresentações das princesas que conseguia identificar mesmo com as máscaras limitando os traços faciais, no entanto Louis parecia um pouco desatento. No meio de um monólogo, Payne percebeu que o príncipe de olhos azuis fitava fixamente a direção leste. - William? - chamou-o. Louis nem assim desviara-lhe o olhar. - Quem é ela? - assinalou com a ponta de seu nariz. Liam seguiu seu alvo intrigado, sorrindo-o imediatamente ao compreender. Inconfundível. Incomparável. E - ainda com uma máscara preta cintilante cobrindo-lhe a face, ela ainda era a lenda. Seus olhos verdes se sobressaiam ainda mais em contraste ao preto. Pareciam olhos de gato. Grandes. Intensos. Reluzentes. - Vossa Alteza, apresento-lhe a lenda: Diana Oiselle. Princesa francesa do condado de Louve. Filha do majestoso duque Gran Pierre, e arqueira profissional nas horas vagas. A jovem - ao contrário da maioria - possuía seus cabelos soltos, com cachos grossos e castanhos.  O vestido que despojava era um verde escuro, não muito armado - ou melhor, relativamente justo em sua cintura, tendo um caimento solto a partir do quadril, cheio de pedras bordadas. Andava com um ar confiante pelo salão, de braços dados a um garoto - que Liam justificou ser seu irmão mais novo. Havia uma delicadeza singular em seus passos firmes, e um sorriso avermelhado ante a pele extremamente pálida de seu corpo. - Ela é realmente um desafio, é o que dizem. Vem a eventos do castelo há muitas temporadas e até hoje não deixou-se levar por ninguém. Muito cobiçada. Pouco interessada. Louis concordou em silêncio com um aceno singelo, sua atenção ainda presa a garota. *** Zayn Malik caminhava despreocupado com duas moças o acompanhando, cada uma de um lado seu, conversando assuntos triviais e sorrindo docemente para o que diziam. Elas precisavam ir embora para seus reinos, suas carruagens as aguardavam, e ele - como o cavalheiro cortês - se ofereceu para leva-las até a porta do castelo. Isso até trombar bruscamente com um corpo. O corpo se reergue e as cores de rosa bebês foram chamativas o suficiente para reconhecê-lo instantaneamente. - Oh! Príncipe Edward, como vai? - indagou gentil, as damas encarando curiosas para o príncipe de longos cachos e gargantilha de diamantes, que passara a encarar a situação desconcertado. Ele precisou de um segundo para deixar de piscar atônito e retomar sua postura ultrajante. - Ah, Zayn, que desastre sou. Sinto muito pelo esbarrão. - falou, um sorriso grande e sem dentes bordando seus lábios (que se você reparasse com zelo, perceberia ser completamente forçado). Malik, embora, resguardava um coração muito ingênuo e bondoso em sua caixa torácica para sequer notar. Ele era realmente um dos únicos que não olhava diferente para Harry por seu jeito 'peculiar', ou mesmo sua reputação manchada, tratando-o a todo momento com cordialidade e nobreza. - Não se desgaste, foi a minha culpa também. Mas me diga, está aproveitando a festa? Estando acostumado a ser tratado com muita atenção por Harry Styles - que parecia disposto desde o início determinado a juntar Zayn no grupo dos príncipes fugitivos de seu quarto durante a madrugada - o moreno estranhou o comportamento agitado de Harry, que desviava seus olhos verdes em direção à escadaria principal a cada dois segundos, parecendo alheio do que diziam. - Er, Vossa Alteza? - tentou novamente, confuso. Styles piscou rapidamente, alternando seu olhar para Zayn e as duas princesas - embora estivesse claramente perturbado e distraído. - Está tudo bem? Houve algo? - perguntou, inclinando-se ligeiramente para observar melhor a escadaria e detectar algo de incomum. - Não. - Harry negou com uma feição nervosa, substituindo-a para a calma insolente logo depois. - Eu só devo ter bebido um pouco demais. Preciso ir agora. Foi um prazer encontrá-lo Zayn. - dito isso puxou-lhe a mão a plantou um beijo ralo em seu dorso. - O mesmo para vocês, princesas. - repetiu o ritual, selando as mãos pequenas e delicadas das garotas sem muito interesse. *** "How to Wear a Crown Segunda-feira, 15/06 Visto que ontem foi uma noite de muita celebração, admito minha decepção pela falta de polêmicas que eram supostas a aparecerem. Diferente do que se acreditava, os príncipes desta temporada realmente sabem se controlar e demonstrarem um comportamento adequado diante uma moça. O que mais se assistiu foram cenas de conversas amistosas, oferecimento de ponche, deleite quanto a orquestra musical - Ophelia e bajulações fracas e inocente. No entanto, vale ressaltar que houve sim uma pérola do evento. Senhoras, Senhores, trago a vocês uma informação quente e fresca sobre o inesperado ter ocorrido. O Príncipe William foi flagrado subindo às escadarias do Palácio de Vidro e levando para seu quarto uma princesa. Não qualquer princesa.  Vinda diretamente do condado franco de Louve, a bela jovem Diana Oiselle.  O jeito seguro e a aparência singular constatou-se ser de agrado ao paladar exigente do regrado Louis William Tomlinson que - diferente do que se achava - não é tão condizente às regras assim. Estaria o Príncipe William quebrando as regras de decência esperadas de um cavalheiro em sua primeira oportunidade? Ele de fato acabou de contradizer tudo que se dizia a seu respeito? Quem é verdadeiramente o futuro rei de Riverland? E quais novas surpresas sua personalidade instável nos aguarda? Vistam seus óculos de sol porque a previsão é de que o fogo que queima suspenso no céu esteja prestes a descer para o solo. Att: Sua Fonte Anônima."  
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