Dante O envelope ainda estava sobre a minha mesa, agora vazio, mas o peso das palavras que continha parecia sufocar o ambiente. "Você não conhece toda a verdade sobre a morte de seu pai." A caligrafia me era familiar, como um eco distante de um passado que eu havia decidido esquecer. Não precisava reler as palavras para sentir o impacto delas. Era como um soco no estômago toda vez que pensava nelas. Giuseppe entrou no escritório, seus passos firmes, mas hesitantes. Ele sabia quando eu estava absorvido demais para tolerar interrupções. — Dante, o que é isso? — perguntou, os olhos pousando na carta sobre a mesa. Sem responder, empurrei o papel na direção dele. Sua expressão mudou enquanto lia, as linhas de preocupação se aprofundando em sua testa. — Isso pode ser uma armadilha — disse e

