Dante O silêncio era mortal, interrompido apenas pelo eco do tiro que eu acabara de disparar. O homem caiu no chão como um peso morto, e eu nem pisquei. Minha respiração estava pesada, mas meu foco era ela. Sempre foi ela. Meus olhos procuraram Carina, imóvel como uma estátua, o rosto pálido e o olhar fixo no corpo do desgraçado que ousou ameaçá-la. Minha mente girava, uma tempestade de raiva e proteção se chocando dentro de mim. Não suportava a ideia de alguém encostar nela, muito menos de vê-la em perigo. — Carina! — Minha voz saiu mais dura do que eu pretendia, mas o pânico tomou conta. Ela não se moveu. Agachei-me ao lado dela, segurando seu rosto entre minhas mãos. Suas bochechas estavam geladas, os olhos arregalados e cheios de um misto de choque e medo. — Você está bem? — pergu

