- Giovanni
Laila está ainda mais linda, sua carinha de menina, seu jeitinho delicado me fazem só querer protegê-la. Quando nossos olhares se encontram, vejo o quanto ela mudou. Aquele olhar doce que eu via, mesmo ela tentando me mostrar o contrário, por bater de frente comigo e nunca querer me mostrar seu lado frágil, parece que se transformou, se perdeu. Só consigo ver agora dureza e frieza, e tenho certeza de que comigo ela tentará mostrar ainda mais, já que sou a última pessoa em quem ela se sente confiante.
De certo, eu tenho culpa. Sou muito frio e sério, não dou muita a******a e isso acabou a afastando, o que é otimo. Sei que fiz uma promessa, um acordo futuro, mas ainda assim a única coisa que posso dar a ela é segurança. Isso ela sempre terá de mim, pois protegê-la é a minha maior missão.
— Nossa, um sorrisinho de vez em quando ajudaria minha irmã, aceitar mais fácil o que está por vir — Victoria chama a minha atenção após Laila sair com o pequeno nos braços.
Todos aqui nesta sala sabem de todo o acordo que fiz com os Miranda antes de sua viagem.
— Desculpa, Victoria, mas gentileza não é o meu forte — informo e ela revira os olhos.
— Relaxa, amor, Gian se faz de durão, mas terá que ser mais flexivel, ou a Laila exigira outro protetor ao seu padrinho, soube que tem alguem louco para protgê-la também — encaro o i****a do Fillipo trincando meu maxilar, sei bem a quem se refere, afinal, tudo passa por ele, mas este posto que foi me dado, na verdade solicitado a mim, porque sou o melhor .
— Hum.. e se for sobre quem eu acho que está falando, soube que está muito interessado na Laila, se não me engano eles até saíram ontem, não sei de detalhes, porém sei que a levou para casa sozinho… ai ai essas caronas são tão perigosa né amor — Victoria diz se sentando no colo do Fillipo e ambos acabam rindo, provavelmente da minha cara, pois estou vermelho de raiva.
Antes que eu diga algo, Soraya aparece e nos chama para jantar.
— Vou chamar a Laila — Victoria diz se levantando do colo do Fillipo, mas ele a impede.
— Amor, eu vou, não é bom ficar subindo e descendo as escadas — diz cuidadoso e antes que os dois entrem em debate, me intrometo.
— Eu a chamo — aviso num tom sério e antes que digam algo, me viro e saio da sala.
Conheço esta casa com a palma da minha mão, sei bem onde é o quarto do Lorenzo assim como o que ela fica quando vem para cá. Em um dos dois lugares deve estar.Caminho pelo imenso corredor sentindo uma raiva dentro de mim, ainda estou puto com o que ouvi da Victoria. Avisei ao Rafael para não deixar aquele i****a encostar na Laila e o que ele faz? Admite que ele a leve para a casa, aposto que tenha ido resolver seus b.o.s e no fim não fez o que mandei.
Passo no quarto do Lorenzo, entro devagar e o pequeno está dormindo tranquilamente, escuto um barulho vindo do banheiro, espero, porém não é a Laila que sai e sim a babá.
—- Onde está a senhorita Laila? - pergunto sem rodeios, sério como sou. A babá m*l olha para mim, mas respondi que ela só o colocou no berço e saiu do quarto.
Deixo o quarto e caminho sem pensar muito até o seu, paro em frente e dou duas batidas, porém, ninguém responde, para ter certeza de que ela está aqui, girei a maçaneta e entrei. Sei que não devia, mas no momento não estou raciocinando direito.
Fecho a porta atrás de mim e observo o quarto, sua mala está em cima da cama, aberta, o que indica que ela esteve aqui; me aproximo e vejo suas roupas ali, seu cheiro acaba invadindo minha narina e isso me desconcerta por alguns instantes, logo escuto a porta do banheiro se abrir e uma ninfeta do c*****o sai enrolada na toalha, com o corpo ainda molhado e seu cabelo enrolado num coque.
Sexy para p***a, respiro fundo com a cena a minha frente, afinal, meu amigão começa a querer criar vida só de vê-la assim . Ato que só ela tem sobre ele. Fico e******o pelas safadas, mas não assim num piscar de olhos
—Que susto, não sabe bater na porta não? — diz brava, segurando firme a toalha, minha vontade é de rir, ppis ela fica linda bravinha mas fico só a observando, não digo nada e ela caminha até perto da cama — Posso saber o que está fazendo aqui e perto das minha coisas? — Continua com tom de raiva, suas bochechas estão vermelhas e posso apostar que não é só raiva que está sentindo.
Dou um passo à frente e ficamos mais próximos, percebo que sua respiração muda e isso me fascina, afinal, mesmo termos ficado tanto tempo sem nos ver, percebo que ainda mexo com ela.
— Eu bati na porta, você que não ouviu — digo sério.
— Estava … — antes que ela continue eu toco seus lábios macios com o dedo e faço shiu.
— Agora eu sei onde estava — digo e a olho da cabeça aos pés, se eu não tivesse um autocontrole do c*****o a jogaria nesta cama e terminaria de fazer o que comecei a meses atrás — vim te chamar para jantar — aviso e dou um passo para trás.
— Ótimo, obrigada, agora sai do meu quarto!
Diz firme e acabo dando um sorriso de lado, sei que ela está se controlando tanto quanto eu, mas ainda assim, sua postura é de quem está indiferente para este clima que está entre nós. Volto a dar um passo à frente, tiro uma mecha de cabelo de seu rosto e me aproximo do seu ouvido.
— Sairei antes que cometa uma loucura, só que desta vez não só a faria gozar como faria esquecer o seu nome — provoco, lembrando que ela me disse na vez que a fiz gozar só com a minha boca
“Para te fazer gozar eu não preciso nem te foder.”
Me afasto e vejo a fúria nos seus olhos, mas antes que ela surte caminho até a porta; antes que eu toque na maçaneta, sinto algo vindo na minha direção, me viro e seguro no ar uma almofada que ela joga.
— Seu i*****l, se contente que aquela foi a única vez que você me tocou, isso nunca mais irá acontecer! — diz enfurecida, só a encaro e sem dizer nada saio do quarto, posso até afirmar que escutei um grito abafado, deve estar muito p**a agora, assim como fiquei minutos atrás.
***
Estamos jantando e fico só observando, sempre fui mais na minha, reservado. Rafael e Vitória conversam sobre as coisas em Nova York e a amiga dela, por quem meu amigo está apaixonado, porém a loira é difícil. Nesses jantares não conversamos mais sobre negócios, deixamos isso somente para depois, mesmo que Victoria saiba de muita coisa, ainda assim existe um acordo entre eles de que esses momentos são da família.
— Está quieta, Laila, está tudo bem?! — Victoria questiona a irmã, que realmente está bem silenciosa e este não é o seu perfil, mas sei o motivo de ela estar assim, então só a olho de soslaio.
— Só estou cansada da viagem, amanhã estarei mais presente nas conversas — diz e sorri.
— Isso se chama ressaca, sua safada, sei bem que saiu na noite passada com o gato do Leonel — vejo meu amigo fuzilar a esposa por conta das suas últimas palavras, não posso falar nada, pois também não gostei de ouvir ela falando desse i****a com a minha ninfeta.
— c*****o, Victoria, você já fez isso uma vez, não teste a minha paciência novamente — Fillipo rosna puto.
— Amor, só tenho olhos para você. Você é o meu gato — diz acariciando a mão do marido —, porém não sou cega, Leonel é bonito e minha irmã está bem servida.
— Desculpa cunhado, mas tenho que concordar com a Vic, Leonel e um gato e sim estou muito bem servida — Laila diz num tom cheio de malícia e isso me irrita num grau super elevado, até porque a Laila que conheci não é assim tão descarada
Eu e Fillipo estamos sérios, já Rafael gargalha.
— Caramba, já tinha esquecido como esses momentos com vocês são divertidos — Rafael debocha e recebe um olhar mortal do Fillipo, o que faz o i****a engolir seco. Somos amigos, porém, Fillipo é nosso chefe.
— Não estou cansada só porque sai ontem, aliás não estava só o Leonel, o Rafa e a Lu também — Laila conta.
Agora quem fuzila o Rafael sou eu.
“Que p***a de i********e é esta dela com ele?” — penso, conforme ela continua.
— A noite foi divertida, maravilhosa na verdade. Mas não foi a minha noite que me cansou, ela só me relaxou - diz com sorrisinho no rosto - estou cansada por conta da viagem e das últimas semanas de prova, mas nada que uns dias aqui com vocês para que eu recupere as minhas energias
— Sim, aqui irá descansar, vamos passear e nos divertir também — Victoria avisa — Inaugurou uma boate esses dias, estou louca para conhecer — se refere a boate do Dimas, que é um dos homens do conselho, ele tem uma rede de boates parecidas com as que temos em Nova York.
— Hum… legal, mas quero fazer uns passeios turísticos também — laila avisa e as duas combinam de fazer uma programação para os dias que ela estará aqui na Itália.
O jantar correu bem, Fillipo, Rafael e eu combinamos de nos reunir amanhã pela manhã para tratar de negócios, hoje já estava tarde, Fillipo queria curtir a esposa, Rafael queria descansar da viagem e eu precisava urgente ir para minha casa tomar um banho frio, já que a imagem da Laila de toalha não sai da minha cabeça.