Laila
Minha vida parece ser tranquila, só que não é, meu pai sempre foi muito duro comigo e a Victória, minha irmã de coração, pois na verdade ela é afilhada dos meus pais e foi criada por eles, como é mais velha a tenho como meu porto seguro, pois sempre me apoiou e cuidou de mim. Mesmo que tenhamos sido criadas para nos defender.
Meu pai nos incentiva a treinar, no começo eu achava bobagem, ainda assim me dedicava a tudo que ele nos ensinava, quem me vê acha que sou só uma menininha bobinha, sou nova, eu sei, tenho o rostinho de menina, mas meu corpo e minha maturidade são de uma mulher mais velha, digamos que até já fui bobinha na mão de pessoas que eu achava que poderia confiar, mas com a decepção e desilusão vem o amadurecimento.
Hoje é difícil confiar nas pessoas, principalmente nos homens, por isso depois dos meus dezessete anos comecei a me envolver só com homens mais velhos, que me respeitam e que acabam se tornando grandes amigos depois. Relacionamento não é para mim, desilusão na minha vida só uma vez, hoje me dedico aos meus estudos. Quero aproveitar mais e conhecer os prazeres da vida. Sou mais reservada que a Vic, ela é mais doida, mas digamos que aprendi com ela que o melhor é viver intensamente e quanto aos homens usá- los somente.
Mas quando um certo tiozão gostoso atravessa o seu caminho, te fazendo querer passar por cima e ao mesmo tempo se jogar literalmente em cima dele, fica difícil. Giovanni me irrita na mesma proporção que me deixa mole e louca quando minha pele, meu corpo sente seu toque ou só de pensar em ser tocado já fico enlouquecida de desejo.
Nosso primeiro contato foi rápido, mas eu senti um arrepio com seu toque mesmo que tenha sido breve, afinal, na hora estava p**a com a Vic, então ignorei aquela sensação e m*l o olhei, até porque o achei muito sério, lindo; porém como ele aparenta ser mais velho eu acabei o chamando de tio, eu tenho este costume de chamar os mais velhos de tio e quando dei por mim, já tinha o chamando.
Percebi que ele não gostou muito, acredito até que seja por isso que ele é grosso, rude e babaca sempre comigo, mas não me intimido, sempre respondo a altura, até porque esse jeito dele mexe demais com todo o meu ser. Não sei descrever direito o que ele faz comigo, pois ao mesmo tempo que me deixa louca de raiva, me sinto segura perto dele, sinto que posso confiar, mas o medo de uma desilusão é gigantesco, até por saber que ele é um cafajeste solitário, que não se envolve, somente fode as mulheres e as descarta. Como sei? Minha querida irmã se tornou esposa do Chefe dele.
Após muitos segredos que envolvem o seu passado e o meu, descobrimos que nossos pais são mercenários e o seu noivo era um mafioso poderoso, consequentemente, Giovanni nada mais é que o braço direito do Capo, seu Consiglieri; talvez seja por sempre passar este ar de poder eu me sinto segura,mas isso não significa que eu confie totalmente nele, pois ele me confunde, às vezes sinto que me deseja, mas logo se torna um babaca e a minha raiva por ele só aumenta.
Lembranças :
— Pega a arma, libera a sua mente e fixá no ponto do meio do tórax, abre só um pouco a sua perna que vai te deixar mais firme, respira fundo e tenta. — Estou treinando meus tiro ao alvo e sinto aquela parede de músculos nas minhas costas, tento não ficar mole com aquela voz.
Coloca o fone no meu ouvido e me concentro fazendo exatamente o que ele diz e p***a… eu acerto a mira que eu queria, coloco a arma no balcão, grito e pulo no seu colo, quando dou por mim, estou com as pernas abraçadas na sua cintura e os meus braços agarrados em seu pescoço. Levanto a cabeça e nos encaramos, tento descer mas ele me segura.
— Você está me enlouquecendo, Ninfeta, gostosa do c*****o — sinto minhas bochechas queimarem, estamos nos encarando e automaticamente,rebolo no seu colo, ele me puxa para mais perto me fazendo sentir o quanto está duro.
Então me beija, e que beijo: quente, forte, intenso, bruto .Ele morde os meus lábios, me deixando em chamas. Até que o meu telefone e o dele começaram a tocar. Continuamos sem nos importar com o barulho, mas as pessoas insistem, então paramos e vejo ele me olhar intensamente. Me coloca no chão e acaba comigo em seguida.
— Desculpa, eu não devia ter agido assim com você: feito um canalha. Você é só uma menina.
Suas p************s me fizeram o fuzilar com o olhar.
Como assim, sou só uma menina?
Ali eu vi que o babaca só queria acabar com a minha sanidade; sempre fui de boa, tranquila e bem centrada, mas o Giovanni acabou com todo o meu autocontrole; desde que o conheci, sempre foi bem grosso comigo, sério, rude, chegou a me ganhar quando me senti segura em seus braços num dia de chuva, afinal, tá ai uma coisa que me remete lembranças atordoantes, são os dias chuvosos. Acredito que por conta daquele momento que tivemos de ternura, me deixei levar na aula de tiro e pulei no seu colo, só não esperava ouvir o que ouvi no final. E a partir daquele dia eu prometi a mim mesma que ele não iria me usar novamente, pois foi ele que me beijou.Ele voltou para Itália e eu continuei com a minha vida, meus estudos e minha rotina de treinos, tudo ia bem até que fui com a Vic para Itália e naquele momento nossas vidas se transformaram num caos. A única coisa boa e prazerosa desta viagem foi o momento que tive com o meu tiozão. Não resistimos, nossa coneção é forte, sabia que eu tinha que ser firme e afastá-lo, mas estava louca para saber até onde este homem me faria sentir viva novamente, foi um ato louco, insano, mas gostoso pra c*****o: gozei na sua boca e p***a… tive um orgasmo intenso demais, ali percebi que estava mais fudida do que pensava, se no oral ele já é intenso imagina no sexo completo
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Este momento foi o único de prazer naquela viagem, pois depois foi só ruína: Meu passado e o da Vic vieram à tona.
— Mãe, que cara é essa? — indago, preocupada, afinal estávamos em um jantar de noivado da Vic e, quando saí de lá, ela e meu pai estavam bem, mas agora parece que alguém morreu.
— Filha, precisamos conversar — meu pai diz calmo, mas seu semblante mostra que o assunto é sério. Ele pega na minha mão e me leva até o sofá, senta-se ao meu lado e minha mãe, na poltrona ao lado.
— Pai, aconteceu alguma coisa com a Vic? Vocês estão me assustando com essas caras — digo, já sentindo um nó na garganta.
— A Vic está bem... quer dizer, ela vai ficar — fico ainda mais tensa com as suas palavras. Ele segura as minhas mãos e continua — A mãe dela está de volta — conta e, na mesma hora, meus olhos se arregalam. — Scarlet voltou e, com ela, todo o nosso passado também — fico confusa, estreito os olhos e aguardo, mas sinto que algo sério está para acontecer.
E, como eu imaginava, o passado deles é tenebroso. Não estava preparada para ouvir as revelações do seu passado.
—Pai, você está querendo me dizer que você matava pessoas? — Questiono, com um gosto amargo na boca
— Não eram pessoas boas e comuns minha filha, eram: abusadores, ladrões, pessoas sem escrúpulos que achavam que só por ter poder podiam estuprar, matar e roubar de pessoas inocentes, então sim, dava a eles o fim que mereciam, na verdade era contratado para isso, ou só para descobrir o podre das pessoas.Foi numa dessas missões que conheci a sua mãe, fui contratado pelo seu avô para saber quem o roubava, quem o traia, quem burlava as leis que ele mantinha com pulso de ferro nos seus negócios — Conta, me deixando em choque.
Eu vivi uma vida de mentiras, agora entendo o porquê de tantos treinos.
— Meus deus — digo me levantando impaciente, então olho para a minha mãe — você também mãe é uma mercenária, uma assassina? — pergunto sentindo uma amargura.
— Você não ouviu o que seu pai falou? Não somos assassinos, não matamos por prazer — Diz nervosa, tentando justificar o injustificável e começo a rir, ok eles dizem que mataram porque as pessoas mereciam, mas isso não os transforma em anjos, afinal, não cabe a nós sermos a lei do julgamento, o certo seria ter levados todas a justiça
— Ok mataram pessoas que mereciam, mas isso não os faz pessoas melhores que eles, existe outras formas de fazer uma pessoa pagar pelos seus erros — grito nervosa, minha mãe se levanta e meu pai faz o mesmo se colocando na minha frente.
— Você está certa, filha, porém para certas pessoas a justiça é falha, então só as fazemos pagar com a vida, antes que pudessem fazer mais vítimas por conta das suas ganancias — diz calmo, olhando nos meus olhos, e só então comecei a pensar na suas palavras com calma, e isso me remeteu lembranças de uma adolescência difícil, no Brooklyn, onde vi coisas desumanas, onde quem tinha poder, fazia e acontecia, já que as autoridades não chegavam naquele bairro, aliás, até hoje não sei porque vivíamos ali, só saímos quando minha desilusão acabou comigo por meses.
Respiro fundo e mesmo abalada, continuo, preciso saber mais sobre tudo.
—Vocês não me responderam, minha mãe também era mercenária? você disse que a conheceu pois foi contratado pelo meu avô, que até então eu nunca ouvi falar — questionei, e ele olhou para a minha mãe, conversaram pelo olhar e ela me respondeu em seu lugar
— Não, filha, que dizer… até cheguei a dar cabo de alguns filhos da p**a, mas eu cuidava mais da parte burocrática, seu pai não gostava de me ver em campo, mesmo ele mesmo tendo ensinado tudo o que sei, afinal, eu precisava saber me defender — antes que eu perguntasse mais sobre tudo o que está me deixando zonza, a porta se abre.
Victoria me olha e não precisamos dizer nada, só corro para os seus braços, pois o que mais preciso é do seu amor e suporte agora.
— Estarei no corredor, até verificar se estão seguras. — sou tirada do meu consolo, com aquela voz que me causa uma eletricidade, sem ao menos ser tocado. Ele coloca as malas da Vic dentro do apartamento, me encara e pelo seu olhar sei que já sabe mais de mim do que eu mesma, pois vejo o lamento em seu olhar .
— O que ele quis dizer? — Questiono a Vic ao fecharmos a porta.
— Imagino que já saiba sobre os nossos pais — Informa. Coloco a mão na boca, só agora me dou conta do que o meu pai disse no começo, a mãe da Victoria voltou junto com o nosso passado. Isso significa que também era mercenária. Balanço a cabeça em positivo e nisso ela começa a contar mais coisas absurdas.
Gabriel, a pessoa que achávamos que era nosso amigo, na verdade é um homem perigoso que só estava perto de nós a mando de um homem cujo nome se chama Sarney e, pelo que entendi, é um russo muito poderoso.
— Por que eles estão atrás de nós? — Victoria questiona meus pais.
— Eu e ele nos envolvemos, ele nunca aceitou a minha partida; para a minha segurança, antes de abandoná-lo, roubei alguns arquivos com algumas transações comprometedoras — Minha mãe respondeu, me deixando ainda mais incrédula.
Quanto mais eles contam sobre o passado deles, mais meu estômago revira. São muitos segredos, sei que tem mais, porém nem eu nem a Victoria estamos mentalmente bem para continuar com a conversa, então só combinamos que iríamos todos embora da Itália o mais rápido possível.
Mas as revelações não acabaram por aí. Assim que fomos para o nosso quarto, a Vic me contou tudo o que aconteceu com ela. Fiquei incrédula e com muita raiva. Foi aí que descobri quem era seu noivo e, consequentemente, o homem que mexeu com as minhas estruturas.
Ainda tem muita coisa que não sei sobre a relação da minha mãe e o Russo que até então estava atrás dela e consequentemente de mim. O que sei é que hoje eu vivo um dia por vez e rodeada de seguranças, afinal, Sarney sabe onde vivemos. Fillipo até já cuidou de uma parte do assunto, a parte que envolvia a sua mulher, mas no caso da minha família, meus pais falaram que eles mesmo iriam cuidar, só aceitaram os seguranças para cuidar de mim, já que os dois malucos resolveram viajar, o que foi bom, pois o nosso relacionamento não é mais como antes, nem tenho vivido mais com eles, acabei ficando com o apartamento da Victoria, que agora vive na Itália.
Se eles pensam que vou deixar de viver por conta do passado deles, do medo que eles têm de algo acontecer comigo, estão muito enganados. Até porque sei me defender muito bem.