Assim que Samira alcançou a sua porta, eu segui até o fim do corredor, pensando que talvez minha existência não fosse tão miserável quanto eu achei que seria. Ao que parece eu só teria que controlar minha língua, me manter obediente e longe de confusões, rezando pra não ser notada por Farid. Nunca. Jamais. Apesar da maioria das meninas não terem demonstrado muita simpatia, Samira parecia ser alguém legal no meio desse covil de cobras, o que podia me distrair um pouco. O fato que me preocupava era que eu estava acostumada a ser a mais velha e mais responsável na minha antiga casa, sendo a responsável pela educação de Saville, mas aqui teria que me acostumar a ser a caçula, pelo menos até o “fabuloso” senhor Farid Abdalla resolver aprisionar outra mulher naquele mausoléu. Quando abri a po

