capitulo52

791 Words

Robert Há momentos em que a noite parece se prolongar dentro do peito, mesmo depois que o sol já nasceu. Foi exatamente assim quando a ambulância arrancou do nosso portão — sirene rasgando a madrugada — levando Vanessa quase sem pulso enquanto eu, coberto de sangue que já não sabia se era meu ou dela, segurava a mão dela e tentava acreditar que ela continuava ali. Clarisse apertava Luci e Theo no banco traseiro da viatura policial que nos escoltava. Meus filhos tremiam tanto que eu podia sentir o medo deles atravessar o vidro. Ainda lembro das luzes azuis refletindo na face de Luci, o olhar fixo na mãe desacordada. Ela não chorou alto; foi pior: as lágrimas escorriam em silêncio, denunciando um terror que nenhuma criança deveria conhecer. A chegada ao hospital O Hospital Presbiteriano

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