O Amanhecer do Acordo O dia amanheceu lento e cinzento sobre a Toscana. Blade Schneider não dormira. Passara a noite entre goles de champanhe e pensamentos que doíam mais do que qualquer ressaca. As pétalas espalhadas pela cama, as manchetes, o silêncio pesado — tudo o cercava como um espelho das próprias escolhas. Quando o relógio marcou sete da manhã, ele se levantou. Encarou o próprio reflexo no espelho, o rosto cansado, os olhos vermelhos. “É hora de consertar”, murmurou para si mesmo. Tomou um banho rápido, vestiu uma camisa branca, calça social e seguiu para a residência dos Vestrini. O portão se abriu lentamente quando o motorista anunciou seu nome. A empregada o conduziu até a sala principal, onde o ar ainda cheirava a café fresco e silêncio. Melina desceu as escadas pouco de

