O elevador chegou ao subsolo privativo do edifício Schneider Holdings, em Boston. Blade desceu em passos firmes, o rosto sério, os olhos azuis refletindo o aço das luzes do corredor. Entrou na sala de reuniões menor — a que ele usava quando queria manter algo longe das câmeras internas e da equipe administrativa. Poucos minutos depois, Mark Lowell, o detetive particular, entrou. Homem de meia-idade, olhar atento e postura discreta. Trazia em mãos uma pasta volumosa, com papéis, fotografias e relatórios. — Senhor Schneider. — cumprimentou, apertando-lhe a mão. — Como combinado, finalizei as primeiras quarenta e oito horas de vigilância. — E o que encontrou? — perguntou Blade, direto. Mark abriu a pasta sobre a mesa. As primeiras fotos mostravam Frida Klein entrando e saindo de um e

