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A Música Que Nos Une

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Blurb

A jovem Anne Williams era inocente e com um coração intenso. Indomado. Fez escolhas que não deveria ter feito, envergonhando sua família. Como consequência, não pode mais voltar para casa. Sozinha no mundo, se tornou uma governanta para sobreviver. Então, sua vida parece mudar ao cruzar seu caminho com Henry Collins, um médico que está tentando salvar e educar uma criança aparentemente selvagem, deixada na porta do hospital onde trabalha.

Henry precisa desesperadamente de alguém para ajudá-lo e que não fuja dessa tarefa que aparentemente é difícil. Já Anne, precisa um emprego novo, pois fora jogada porta a fora pela Sra. Armstrong, sem chance de uma recomendação.

Anne e Henry fazem um acordo mútuo, de um ajudar o outro. Ela, ter um teto sobre a cabeça. E ele, além de ter ajuda com o menino selvagem, necessita de alguém para aplacar sua solidão.

Nessa história, quanto mais Anne conhece Henry, mais mergulha na mente dele e fica fascinada. Além disso, com medo dos seus próprios sentimentos.

Henry é tão sozinho quanto Anne. E cada vez que eles avançam em sua relação, ela teme estar se apaixonando por ele.

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Prólogo
Ser uma dama nunca era fácil. Uma criada muito menos. Ainda mais doméstica. Governantas também sofriam horrores dentro da casa de nobres e senhores. Elas não poderiam reclamar de serem maltratadas, inclusive pelos filhos desses nobres. Anne Williams não era uma afortunada nesse quesito. Fugiu de Yorkshire, do seu conforto, da casa do seu pai que era um simples vigário, para se casar com Thomas Dawson, um pintor em ascensão e sem nenhuma libra no bolso. O pobre homem não tinha como sustentar uma esposa. Mesmo que desejasse. O problema, que ele desejava muito ter Anne. Mas, era para seu próprio deleite. Ela sabia disso agora. Thomas era de uma família da aristocracia empobrecida da Irlanda. E ele havia sido expulso da sua própria casa, por ser um jovem esbanjador e problemático. Mas, Anne não o via assim. Ela gostava de passar as tardes com ele, quando o jovem estava livre. Ele havia conseguido uma boa soma de dinheiro, apostando e buscava uma jovem com um dote para se casar. Ele havia alertado a pobre Anne que não poderia se casar com ela, se ela não tivesse um dote. Mas, que poderiam ser amigos. Amigos muito íntimos, é claro. A pobre Anne não entendeu a conotação dúbia disso. E não compreendeu que sua posição era tênue na sociedade, mesmo que estivesse longe de Londres. Ela ainda assim teria que zelar por sua reputação e por si mesma. Apesar disso, a jovem viva a sonhar que Thomas iria pedi-la em casamento e se arriscava demais para encontrá-lo. E entregou sua virtude sem pestanejar. Para sorte ou azar, Thomas conseguira uma boa soma em Londres e prometeu se casar com ela, já que a jovem estava com suas regras atrasadas e ele era apenas egoísta, não um m*l rapaz. O vigário, o Sr. Williams enlouqueceu, assim que recebeu o pedido formal de casamento do jovem Dawson. Não iria permitir aquilo, de maneira alguma. O pai de Anne não fazia ideia da extensão dos danos causados a sua filha. Mas, logo a notícia se espalhou de que ela era uma rameira e que se entregava ao jovem Thomas, em um bosque reservado. E esse boato explodiu no instante em que Anne deixou Yorkshire, sem olhar para trás, junto do seu amado. O pobre vigário ficou em estado de choque. Sua esposa, mãe de Anne não sabia como proceder e eles eram malvistos. As duas filhas em idade de casar-se, Amanda e Adelaide sofreram igualmente e não tinham mais propostas de casamentos, a não ser propostas indecorosas e indecentes. Anne, a caçula, de apenas 16 anos, não tomou consciência dos seus próprios atos. Deixou um rastro de destruição e vergonha para seus familiares. E todos eles fingiam que a jovem Anne não era mais a filha. Foram tirados os retratos dela da casa e ela foi totalmente esquecida. E Anne não teve o casamento respeitável que tanto ansiava. Ela se tornou amante de Thomas. Ele disse que ainda não poderiam se casar, mas em breve. Viviam com as economias que ela havia conseguido juntar, antes de sair de casa e com a venda de uma joia que seria sua, quando se casasse. Ela havia roubado do porta joias de sua mãe, sem o menor remorso. E a situação não era r**m, mas começou a se tornar calamitosa. Thomas tinha um problema sério quanto a perceber a realidade a sua volta e gastava além dos seus ganhos. E apostava para ter tudo de volta. A sorte esteve do seu lado por pouco tempo, até que tudo se tornou insustentável. Ele não tinha como bancar Anne e ele. Não com gastos tão supérfluos e além do que eles poderiam bancar. Eles precisaram locar um quarto sujo e fétido em uma região de East End. E o inverno era c***l, colocando suas garras sobre todos aqueles que m*l tinha um carvão para esquentar suas lareiras e seus cômodos. E a gravidez de Anne estava avançada e ela precisava se arranjar, mantendo tudo limpo em sua casa, além de cozinhar e lavar as próprias roupas. Havia bons vizinhos, pessoas que se condoíam da jovem. E ajudavam com os alimentos, enquanto Thomas prometia voltar com o dinheiro. Ele saia e tentava jogar com os dados, cartas, tudo que poderia. Mas, seu fraco pela bebida o derrubou e o fez gastar parte dos lucros, o que não sobrava para as despesas. - Eu sinto muito Anne, vamos ter que passar alguns apertos – ele dizia, com as bochechas vermelhas, devido a ter bebido muito mais do que poderia aguentar. Ele se sentará no sofá, naquele fatídico dia em que tudo iria mudar para os dois. E parecia muito cansado. Muito mais velho do que era. Nem seus quadros estava mais sendo pintados. Sua inspiração havia se esgotado. Anne andou até ele, com uma expressão de pesar. Estavam em meados de janeiro. E o frio era intenso demais. Ela usava luvas com dedos, aquelas que conseguiu salvar, pois as outras estavam furadas e não havia como remendá-las mais. Sorte de Anne por ser tão boa costureira e sempre sorria, ingenuamente. Acreditava que tudo ficaria bem. Ela amava Thomas. Uma pena ele não a amar tanto, para largar seu vicio em jogos e pelo maldito whisky. Ele levantou os olhos verdes, cansados. Parecia mau notá-la e não notou que ela estava tremula. Sua casa humilde não tinha com ser aquecida. O fogo crepitava na sala, mas somente naquele lugar. Os quartos continuavam gelados e quase impossíveis de dormir. Pobre Anne estava magra e desnutrida. Sobrevivia das migalhas dos bons amigos, que m*l tinham para eles. E Thomas não estava muito diferente. Contudo, ele não enxergava a realidade a sua volta com clareza. Não era muito racional. - Eu prometo Anne, tudo vai melhorar – ele dissera, puxando-a pelo braço e a fazendo a sentar no seu colo. A poltrona rangera sobre o peso. Ele acariciara os cabelos cor de ouro dela, que estava ensebado e embaçado. Beijara a testa dela, com carinho – Prometo que vamos passar esse inverno e minha sorte vai voltar. Ela sorriu fracamente. Estava começando a perceber que nada iria mudar, mas forçara o sentimento para dentro. Para que não tivesse que ver a dura realidade. Nada iria mudar. - Jenkins esteve aqui, querendo cobrar uma dívida sua – ela dissera, com pesar. Ele suspirara, aborrecido. Não havia como mais negar o fato. Emprestar dinheiro de agiotas não era um bom negócio e ele estava brincando com a própria sorte. Mas, ele escondia esse fato de Anne, pois ela não precisava preocupar sua linda cabecinha com aquelas coisas. Ela deveria cuidar dos filhos e da casa. E em seu orgulho, ele não pensara muito bem que não iria conseguir bancá-los. Mas, ele tentara. - Eu me resolverei com ele, querida – ele dissera, beijando seus lábios ressecados – Não tem que se preocupar com nada. Somente com nosso filho. O problema era que Anne não fazia ideia de que Thomas estavam cavando sua própria cova, ao buscar esses agiotas. As dívidas não eram grandes. Ele conseguia pagar jogando com os dados. Mas, Jenkins havia emprestado a Thomas e o pobre pintor não conseguia pagar. Não dessa vez. A sorte não voltava. Parecia estar muito longe de ser alcançada. E Jenkins estava farto de esperar. Quando Anne dormiu, depois de tremer muito sobre a cama, Thomas saiu para tentar a sorte mais uma vez. Pegou o relógio de ouro que havia ganhado do seu pai e saiu a procura de uma casa de jogos, nada respeitável naquela região. Era a única maneira para ele. Mas, ele não contava com os homens de Jenkins. E não contava que seu desfecho seria tão trágico.

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