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Joca: O dono do morro

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Vitória é uma jovem de 18 anos que sai de um orfanato, onde passou a vida desde os 7 anos. Com um passado triste e trágico, ela tenta começar a vida no morro do Joca. Mas ali, onde ela acreditava começar a viver sua vida, livre e com dignidade, ela conhece um lado obscuro da favela.

João Carlos, é o dono do morro. Joca. Herdou o lugar e o codinome do seu pai. Ele é muito centrado e organizado. Não busca confusão, apenas faz o melhor que pode por seu pessoal. Assim como todo dono de morro, ele usa de artifícios ilícitos para conseguir dinheiro. Mas o seu maior problema não é esse, mas a impulsividade. Ele faz as coisas e depois se arrepende. Mas nem sempre o perdão pode ser dado...

Joca e Vitória se cruzam, e para ele é certeza. Ele a quer! Para ela, ele é dúvida...

No meio da confusão, do amor ou da obsessão, surgem caminhos inesperados, pessoas inesperadas, e finais inesperados...

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Joca
Acordo cedo todos os dias. Desde a morte do meu pai, há cerca de 5 anos atrás, tomei seu lugar como o dono do morro. Meu pai era o Joca. João Carlos Alves da Silva. Agora eu sou o Joca. João Carlos Alves da Silva Júnior. Amigos próximos e família, me chamam de Juninho, mas pra maioria sou o Joca, o dono do morro. Moro sozinho, na parte mais alta, de onde consigo ver tudo do morro. Tenho meus parceiros, a quem confio, e lhes entrego minha vida, assim como me entregam as deles. Aqui é nós por nós sempre! Tenho uma personalidade forte, por vezes faço coisas das quais me arrependo depois. Mas não dá para evitar, e depois, não adianta chorar o leite derramado. Minha mãe e meu pai morreram juntos. No mesmo dia. Minha vida foi difícil, meu pai batia em minha mãe, e ela sempre o aceitava de volta. Me ensinou a amá-lo independente da relação deles, que era assim, por escolha de ambos. Ele cresceu no morro, quando ainda era só mato, como costumava dizer. Foi fortalecendo o pessoal, protegendo as casas, e quando viu, já eram conhecidos como o Morro do Joca. Ele colocava ordem nessa bagaça. Não tinha quem batesse de frente com ele. O morro cresceu, se desenvolveu e não tinha muitas escolhas, além do caminho que tomou. O pessoal era pobre, precisava de comida. Começaram com roubos pequenos, e quando viram, eram um dos maiores traficantes da região. Meu pai fazia de tudo, era armas, drogas, mulheres. Cresci rodeado de armas, fuzis, e drogas. Aprendi que não podia usar, ou viraria refém daquilo, e nunca confiariam em mim. Dessa forma, nunca nem mesmo provei daquilo que vendia. Surgiram outros morros nas redondezas, mas nenhum era tão grande e organizado como o nosso. Organizávamos festas todos os finais de semana. As festas começavam nas sextas a tardinha, e se iam até domingo de manhã. Era a única bagunça permitida. Se descuidasse, não dava mais conta. Vinhamos em tempos calmos. A polícia não entrava aqui há cinco anos, desde o dia em que mataram meu pai e minha mãe. Ele era o alvo, mas ela se jogou na frente, o que não adiantou, pois logo em seguida o abateram também. Mas foi queima de arquivo, ele sabia demais. E os corruptos, não queriam que ele abrisse a boca. Depois disso, eu dominei. E minha vida era por ordem aqui, e planejar uma vingança descente a minha família. Hoje cuido como posso de minha irmã, e seu filho, de apenas 7 anos. Ela foi vítima de estupro em um morro próximo, em uma festa que foi. Desse infortúnio, nasceu Cauã, um garotinho loiro de olhos verdes. Era a cara do pai, que não viveu para ver o moleque nascer. Era tratado com muito amor, afinal não tinha culpa do que aconteceu. Era a vida de Camila. Assim, era a minha também. Moravam alguns barracos a baixo, próximo a uma escola de educação infantil que tinha ali. Facilitava para Camila ir trabalhar de manhã cedo. Ela optou por mudar de vida. Disse que trabalharia e sairia dali. Não a julgo, e a apoio, apenas não é para mim. Ela trabalha como auxiliar de dentista, enquanto termina o curso, que será logo. Ela já planeja, assim que conseguir um trabalho fixo, sair do morro. Me entristece não tê-la perto sempre, mas é pelo melhor do pequeno Cauã. A vida aqui é difícil, e não é exemplo para ninguém. Quem vive aqui, não é por opção, todos queriam viver a beira da praia ou na serra. Ninguém quer ser morador de uma favela, com casinhas amontoadas, internet falhando, ou água faltando. Fora quando dá as enxurradas e as casas deslizam morro a baixo. Anos de trabalho e esforço se indo com o barro. Mas eu nasci para estar aqui, para ajudar quem está por perto, e fortalecer nossos irmãos. Saio do barraco e encontro Douglas, meu melhor amigo. A quem confio as madrugadas do lado de fora com mais um 5 pelo menos. - E aí D2. - O apelido dele é o D do nome, mas o 2 porque ele quis, disse que era mais emocionante ter um número no nome. Já que ele quis, quem sou eu, pra constestar? Dali todo mundo se denomida com números e letras, melhor que nomes e codinomes. - Bom dia Joca! - Ele limpa o nariz. - Que isso, cara? - Gripe, meu irmão, gripe. - Ele segura um espirro. - No verão? - Qual é? Gripe é um vírus, dá em qualquer época do ano, estudou não? - Ih... qual foi a da madruga? - Chegou gente nova no morro. - Odeio gente nova, tenho que repassar todas as regras e deixar avisados de tudo, e ainda sempre dá incomodação. - Mas que horas chegou? - Por volta das três da manhã. - Há! Gente boa não deve ser, para estar na rua essa horas. - Olha, pelo que me passaram, boa ela é. - D2 ri, segurando outro espirro. - Eita nóis! Vai tomar um paracetamol, meu! - Tá, escuta. É uma garota. Está na casa de dona Ivone, ela está fazendo a triagem da garota. - Olho as horas, 7 da manhã. - Desde as três? - Ah, a garota chegou chorando, foi duas horas para acalmar, mas uma comendo, parecia que não comia há dias, e daí que começaram a conversar. - Deviam ter me chamado! - Pego meu fuzil e coloco no ombro. - Olha, até pensei, mas uma garota sozinha, com uma mochila, não apresentava tanto risco. Decidi esperar amanhecer. - É, no mais, deve estar procurando abrigo. - O V13, tem peça pra alugar, caso ela precise. - V13 é o Vagner, estudamos juntos, é de confiança nosso. - Vou ver com ele, e já passo para maluca. - Coço a nuca. - Ela chegou sozinha? - Sim! - Mas é maluca mesmo. Essa hora da madrugada, podiam ter pego ela. - Pois é, parece que o salsicha que achou ela, na beira no morro desesperada. - Salsicha é jovem, com seus 19 anos, não se assume, mas todos sabem que é gay. Salsicha ganhou esse apelido, porque quando criança ele só comia salsicha, sua mãe quase enlouqueceu todos do morro, com medo que o menino fosse morrer de só comer salsicha. - Sorte dela que foi ele então. - Faço sinal para que ele organize a troca de turno e desço, com dois dos meus de fé no encalço. Jerônimo, conhecido como J1 e Pierre, chamado P9. - Bora ver qual é a da garota chorona. - Pelo que mandaram é uma gata. - J1 fala lambendo os beiços e dou risada. - De gata nós entendemos né. - Debocho com ele. - Amanhã tem festa né? - Sim, já convoquei os pagodeiro pra tocar. - Irrá, amanhã tem, ainda mais com a gatinha nova... - Nada de drogar a menina, nem sabemos quem é. - Interrompo ele que revira os olhos. Eles tem a mania de drogar as mina e levá-las para a cama. Depois me incomodo, com os pais, não gosto disso. Se quer comer a garota, come com ela consciente.

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