bc

Onde o Destino Nos Separou

book_age16+
0
FOLLOW
1K
READ
family
friends to lovers
drama
bxg
campus
highschool
like
intro-logo
Blurb

Século XIX. Helena acreditou que o amor verdadeiro pertencia ao passado.

O ano era 1870. Ainda jovem, ela viveu um sentimento intenso demais para ser esquecido — mas a vida seguiu um caminho diferente daquele que seu coração havia escolhido. Anos depois, presa às consequências de decisões que nunca deixaram de doer, ela aprendeu a viver entre o silêncio e a saudade.

Em um mundo em transformação, onde o tempo parece apagar tudo… Helena descobrirá que alguns sentimentos não desaparecem.

Eles apenas esperam.

Onde o Destino Nos Separou é uma história sobre amor, perda e as forças invisíveis que moldam aquilo que jamais deixa de existir.

chap-preview
Free preview
Capítulo 1 — A jovem que desafiou o mundo
Depois de algumas horas de viagem de trem, o corpo já cansado pelo balanço constante dos trilhos, ainda restava mais uma hora de carruagem até o destino final. O caminho de terra era irregular, e as rodas produziam um som repetitivo que parecia marcar o fim de uma vida e o começo de outra. Helena mantinha as mãos unidas sobre o colo, observando a paisagem passar pela pequena janela. Árvores altas, campos extensos, o céu aberto. Tudo parecia distante da realidade que a aguardava. Quando a carruagem finalmente parou, o silêncio que se seguiu foi quase solene. Chegaram. O cocheiro desceu primeiro e abriu a porta com um gesto respeitoso. Helena hesitou por um instante antes de sair, sentindo o peso invisível daquele momento. O portão de ferro erguia-se diante dela. Parecia maior do que realmente era. Ou talvez fosse o significado dele que o tornava assim. Helena permaneceu imóvel por alguns segundos, sentindo o coração bater com uma força que não combinava com sua aparência serena. O vento frio da manhã agitava levemente seus cabelos loiros, presos em um coque simples, como exigia a modéstia da época. Algumas mechas soltas roçaram sua nuca, trazendo um arrepio que não vinha apenas do frio. Ela apertou os dedos em torno das alças da pequena bolsa de couro. A Universidade Imperial. Nenhuma mulher de sua cidade jamais havia atravessado aqueles portões como estudante. Nenhuma. Seu pai dissera que aquilo atrairia comentários. Sua mãe dissera que atrairia problemas. Mas nenhum dos dois a impediu. Porque ambos sabiam que havia algo em Helena que não podia ser contido. Uma determinação silenciosa. Uma coragem que não fazia alarde. Mas que existia. Helena respirou fundo, enchendo os pulmões com o ar frio da manhã, e deu o primeiro passo. O som de seus sapatos contra o chão de pedra ecoou mais alto do que deveria. Alguns estudantes que conversavam próximos à entrada interromperam suas falas. E olharam. Não com curiosidade comum. Mas com surpresa. Alguns franziram a testa. Outros sorriram com desdém. Um deles cochichou algo que fez o amigo rir. Helena ouviu. Mas não reagiu. Ela já esperava por aquilo. Ser uma mulher naquele lugar era, por si só, um desafio à ordem natural das coisas — pelo menos era o que acreditavam. Ela manteve a cabeça erguida e continuou andando. Cada passo era uma afirmação silenciosa. Cada passo era uma escolha. Foi procurar seu alojamento, como haviam instruído na carta de admissão. Moraria na ala das noviças, próxima à Capela, já que a universidade não possuía acomodações destinadas a mulheres estudantes. O edifício era antigo, com paredes grossas e janelas altas. O ar ali dentro era mais frio, impregnado pelo cheiro de madeira antiga e pedra. Os corredores eram longos, revestidos de painéis escuros, com grandes janelas que deixavam entrar a luz pálida da manhã. Seus passos ecoavam naquele espaço como se anunciassem sua presença. Era ali que sua nova vida começava. Não como filha. Não como futura esposa de alguém. Mas como ela mesma. Helena Ferraz. Estudante de enfermagem. Quando entrou na sala, as conversas cessaram novamente. Todos os olhares voltaram-se para ela. O professor, um homem grisalho de expressão severa, interrompeu o que dizia e a observou por alguns segundos, avaliando-a com atenção que não era exatamente hostil — mas também não era acolhedora. — Senhorita Ferraz — disse ele, finalmente. — Seja bem-vinda. Não havia calor em sua voz. Mas também não havia rejeição. Era o suficiente. Helena assentiu com respeito e caminhou até uma carteira vazia próxima à janela. Sentou-se com cuidado, mantendo a postura ereta, como sua mãe lhe ensinara. Ela sentia os olhares. Sentia o peso de ser diferente. Mas também sentia algo maior. Orgulho. Ela olhou pela janela por um instante, observando o céu claro da manhã. Mal sabia que, naquele mesmo lugar, seu destino cruzaria com o único homem que teria o poder de mudar sua vida para sempre. E que o amor que nasceria ali… Seria tão forte quanto proibido.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Amando Katharine

read
6.4K
bc

CASADA COM O FILHO DO MEU MARIDO

read
1.9K
bc

Paixão sem limites

read
1.6K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
5.0K
bc

A Secretária Virgem do CEO

read
36.2K
bc

O Lobo Quebrado

read
130.6K
bc

Tudo Pode Acontecer - No Alto da Rocinha

read
8.1K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook