A velocidade não assustava Eva. Pelo contrário, ela gostava da adrenalina que percorria seu corpo a cada curva fechada, a cada aceleração brusca. O vento forte bagunçava seus cabelos, sua pele ardia pelo atrito com o ar, mas nada disso era pior do que o nó apertado em seu peito. O que a assustava não era a velocidade, e sim as consequências de seus atos. A cabeça dela girava enquanto tentava encontrar alguma explicação, alguma justificativa que pudesse dar a Marco. Mas, no fundo, nem mesmo ela sabia o que tinha dado nela. Não era como se pudesse voltar no tempo e desfazer o que aconteceu. E o silêncio de Marco dizia muito mais do que qualquer grito. O motor da moto rugia enquanto ele fazia curvas perigosas, inclinando o corpo de maneira agressiva. Eva se agarrava a ele, mas não por medo

