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1604 Words

Eva não desistiu. O gosto de Marco ainda estava em sua boca, e a frieza com que ele a ignorava feria mais do que qualquer palavra. Mas ela não recuaria. Com uma ousadia que não sabia que possuía, passou a língua devagar sobre os lábios fechados de Marco. Um toque provocador, sutil, mas carregado de intenção. Seu corpo pressionava o dele, e o calor que os envolvia era palpável. Marco soltou um palavrão entredentes. Em um movimento brusco, agarrou Eva com força, puxando-a ainda mais para si. O controle que tentava manter desmoronou no instante em que sentiu a língua dela o provocar daquele jeito, como um desafio silencioso. E se havia algo que Marco Santine não suportava, era ser desafiado. Então, ele tomou o controle. O beijo que veio a seguir era completamente diferente do primeiro.

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