Eva suspirou profundamente ao estacionar o carro em frente à imponente mansão da família Portinari, situada no bairro mais luxuoso de Washington. A construção, de fachada clássica e janelas amplas, erguia-se como um símbolo da riqueza e influência de sua família. O jardim, meticulosamente cuidado, exalava o perfume de flores recém-regadas, e a entrada principal parecia intransponível para qualquer um que não pertencesse àquele mundo. Mas aquele era o seu mundo. Eva desligou o motor e permaneceu ali por um instante, suas mãos agarradas ao volante com força. Seu peito subia e descia em respirações pesadas. Havia fugido. Abandonado a escola, atravessado quilômetros de estrada apenas para estar ali. Mas não se arrependia. Ela não queria mais um dia de tensão, de olhares cruzados, de dú

