Proposta indecente

1908 Words
Cristina Grande parte do meu trabalho é não ceder a caras que são maiores e mais fortes do que eu, por isso, mesmo que todo o desejo do meu corpo seja sair em disparada pela porta me mantenho firme enquanto caminho lentamente até a mesa, sentando em uma das cadeiras e tomando um longo gole do meu café enquanto Alex me analisa. — o seu nariz parece h******l. — digo, com a minha voz extremamente doce. Alex cruza os braços, bufando em irritação antes de sentar com violência na cadeira deixada vazia por Morgan. — E a quem eu devo agradecer por isso? — ele pergunta, enquanto abre e fecha as suas mãos, como se quisesse conter a sua raiva. Outro ponto importante do meu trabalho é linguagem corporal e o corpo de Alex está exalando raiva m*l contida. — A quem você deve agradecer eu não sei, mas o que eu sei é que você deveria visitar um cirurgião plástico mais rápido possível para tentar resolver isso antes que se torne irreversível. Os olhos de Alex estão praticamente vermelhos agora. — Você vai mesmo sentar aí e fingir que não me conhece? — E eu o conheço, senhor? — falo, cínica. — Não brinque comigo, Cristina. Você aprenderá rapidamente que eu não sou o tipo de homem com o qual se deve brincar. Eu quero um nome. Ergo uma sobrancelha em confusão. — Que nome? — Da pessoa que a contratou para causar a minha humilhação pública ou você vai fingir que não sabe nada sobre as fotos nos jornais? Solto uma risadinha. — Sinceramente, senhor Holland, eu dificilmente chamaria ser vista com uma mulher como eu como humilhação pública. Ele rosna e, que diabos, isso parece quente para caramba! Talvez eu deva apenas irritar Alex um pouco mais. — Eu não sou uma maldita sub celebridade, Cristina, que se satisfaz ao ver o seu nome nos tabloides, eu sou um homem de negócios que preciso constantemente ser levado a sério e, com absoluta certeza, não preciso estar em uma sala de reuniões sabendo que todo mundo que está naquele espaço já me viu com nada além de uma toalha. Faço um sinal como se tudo que está acontecendo não tivesse importância. — Se me permite a sinceridade, você não tem nada para se envergonhar. — digo, descaradamente, terminando a fala com um sorrisinho sacana. Mas, obviamente, Alex não está caindo nessa, visto que o meu gesto só serve para aumentar a sua irritação, o que ele deixa claro quando soca a mesa. — Isso é uma brincadeira para você? — ele exige. — Claro que não, senhor. Esse é o meu trabalho e quem está agindo como se isso fosse uma brincadeira é você, que vem até aqui para gastar o meu tempo, que é precioso e caro, com besteiras que não interessam a ninguém. — Interessam a mim. — ele fala. — Então esse problema é só seu. Não nos incomode ou nos arraste para a sua lama. Aconteceu, não há nada que possamos fazer sobre isso. Me levanto e viro de costas para sair da sala, mas Alex rapidamente está lá, segurando firmemente o meu braço e impedindo a minha fuga de ser bem sucedida. — Eu quero um nome. — ele exige. — Não tenho um nome para você e eu o aconselharia firmemente a soltar o meu braço agora ou realmente quebrarei o seu nariz dessa vez. O seu olhar no meu é intenso e por um tempo eu acredito que ele não vai ceder, mas após alguns segundos de encaradas intensas ele me solta e dar um passo para trás. — Eu não acredito em você. — ele fala. — Novamente, esse é um problema inteiramente seu. — respondo. — O mínimo que você deve fazer agora é me ajudar a limpar essa bangunça. Jogo a minha cabeça para trás e gargalho. — Sinceramente, senhor Holland, você deve estar chapado. Se me lembro bem o meu rosto não aparece em nenhuma das fotos, apenas as pessoas que já me vira nua seriam capazes de afirmar que sou eu nas fotos e eu garanto a você, nenhuma delas estará disposta a falar. Então, apenas para ficar extremamente claro, eu não devo nada a você. Viro novamente para sair, mas suas palavras me impedem. — Darei uma queixa sua. — ele fala — Assalto, invasão, agressão... acredito que isso lhe renderia um bom tempo na prisão. Viro novamente para ele. — Você não tem provas. — ralho. É a vez de Alex sorri amplamente. — Você mesmo falou, Cristina. Uma mulher como você, vestida daquela forma... você acredita mesmo que ninguém naquele hotel enorme a viu ali? Você pode ter dado fim as gravações das câmeras de seguranças, mas há centenas de testemunhas, sem dizer as suas digitais por todo o meu quarto e, francamente, eu conheço pessoas importantes, dentro da polícia. Você acredita que eles acreditariam na sua palavra — ele me olha de cima a baixo, me fazendo tremer de raiva — Ou na minha? Um exemplo de homem da sociedade que nunca, em trinta e três anos de vida se envolveu em polémicas. Isso, sem falar dos prejuízos para a sua... profissão. Acredito que tornar o seu rosto conhecido não ajudará a enganar futuros pobres coitados. Ergo uma sobrancelha. — Acredite em mim, Alex Holland, não há nenhum pobre coitado enganado aqui. Ele pisca os olhos, mas não fala mais nada. Provavelmente ele sente que ganhou, mas o que ele não sabe é que tenho material de chantagem de muitos policiais, juízes e políticos. Mas não vou revelar as minhas cartas ainda. Vou deixar que ele exponha todos os seus movimentos antes que eu dê o checkmate. — Se, e preste bem atenção no se, eu aceitasse ajudar você a limpar a bagunça, o que eu teria que fazer? — o incito. Alex sorri, o pobre i****a acha que já está com o jogo ganho. Forço o meu sorriso a ficar fora do meu rosto. — Nós estariamos nos casando. Engasgo com o gole que estava dando no meu café morno. — O que? Você é algum tipo de maníaco ou algo assim? Já disse que não me aproximaria de você nem com uma vara de cinco metros. Alex rola os olhos. — Você realmente acha que eu me casaria com alguém como você? Quero que casemos apenas no papel, para calar a boca da mídia ao dizermos que eu estava com você, minha esposa e eles fotografaram um momento privado e proibido. Não tenho interesse real em você ou no seu corpo, quero apenas que não passem a nutrir uma imagem minha como um mulherengo. Cruzo os braços. — O que você não está contando? Alex suspira e volta ao seu lugar na mesa. — Estou prestes a fechar um grande negócio com uma empresa turca. Para eles já eram um grande problema eu não ser um homem casado, levei muito tempo para convence-los de que eu sou um homem sério e você jogou tudo fora em questão de segundos. Não posso perder esse negócio. Pondero um pouco sobre o assunto. — Por que eu? — Não arrastarei mais ninguém para a situação que você criou. Rolo os meus olhos. — Pare de ser um bebê e reclamar toda hora do mesmo assunto. — Além de não denunciar você eu irei paga-la. — Não sou uma p********a, p***a. — falo, entre dentes. — Por que sua cabeça sempre vai para o s**o? Eu não tenho interesse no seu corpo, não iremos nem nos tocar, só iremos aparecer juntos nas ocasiões públicas. Pagarei pelo seu tempo e pelas perdas financeiras, já que você não poderá trabalhar enquanto estiver casada comigo. — Quanto tempo? — questiono. Veja, ele pensa que está ganhando nessa situação porque está nem chantageando, mas eu tenho muito mais material de chantagem que ele. O fato é que eu estava realmente buscando uma situação como essa, onde teria acesso aos seus papeis e documentos, para conseguir provas da sua culpa na morte do meu pai e fazer com que ele pague e essa realmente é uma oportunidade perfeita. Não deixarei passar. — Cinco anos. — Não, não posso perder cinco anos da minha vida nisso. Um ano. — Um ano é muito pouco, fiquemos então no meio termo, três anos. E eu pagarei a você cem milhões por ano. Arregalo os meus olhos com a quantia exorbitante. — Cem milhões por ano para mim e dez milhões a Jackson e Lisa. — argumento. — Não, essa é uma quantia exorbitante. — Por favor, se você tem dinheiro o suficiente para me pagar trazendo milhões por um contrato de casamento falso você certamente não sentirá a perda de trinta milhões. — Jackson e Lisa não estarão prestando nenhum serviço a mim. — Sim, mas eles estarão perdendo a melhor funcionária que eles têm. Sou responsável por quarenta por cento da renda que eles têm atualmente. — O que, tenho certeza, está muito longe de dez milhões anuais. Dou de ombros. Ele está certo, mas não disposta a ceder nisso, não vou simplesmente deixar Jacks e Lisa na mão. — É pegar ou larga. — digo. — Você percebe que não está em muita posição para negociar? Cruzo os meus braços, porque não irei ceder e não estou disposta a revelar a minha mão ainda. — Precisaremos de regras. — ele fala. — Ok, faça o seu pior. — Você não irá me tocar sob hipótese alguma. Sorrio. — Isso vai ser fácil, não quero tocar você. — Você irá se mudar para a minha casa. Se queremos que as pessoas acreditem na farsa não podemos mudar em casas diferentes. — Quero o meu próprio quarto. — Feito. Nada de outros homens ou de serviços, entendeu? — Você quer que eu fique celibatária por três anos? Não vai acontecer. — Não vou ser tachado de corno pela mídia. — E eu sou uma mulher de vinte e cinco anos com um apetite s****l saudável que sabe ser sorrateira. Não serei pega pela mídia. — Absolutamente não. — Vai me dizer que você vai ficar esses três anos na seca também? Ele dá de ombros. — Antes de você, você já ouviu alguma fofoca minha com alguma mulher? Sei ser discreto. — E eu também sei, ou não conseguiria pegar tantos maridos traidores sem nunca ser pega. — Se você for descoberta... — Não serei. Ele solta um suspiro. — Você não deve falar a ninguém sobre o nosso acordo. — ele muda de assunto, reconhecendo a minha vitória. — Ninguém além de Lisa e Jackson, mas não se preocupem, eles são discretos. — Farei com que eles assinem um acordo de não divulgação. — Como quiser, magestade. — digo. — Há algo que você queira acrescentar? — ele pergunta. — Apenas uma coisa, o fotografo. Você não pode ir atrás dele e processá-lo, ele é meu amigo. — digo. Black pode ter errado, mas ele e eu temos uma história, não irei abandonar ele. — E você ainda diz que não tem nada a ver com essa história. Ergo a minha mão direita para ele. — Então, temos um acordo? — pergunto. Ele olha para minha mão erguida alguns segundos. — Temos um acordo. — ele fala, se levantando e ignorando a minha mão. Babaca presunçoso. Mal sabe ele o que ele acabou de trazer para a sua casa.
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