CAPÍTULO 11

3724 Words
Dulce Maria Estávamos nós 3 no ponto esperando pelo ônibus, até porque já estava tão tarde e estávamos todos tão cansados, que deixamos a pizza para outro dia. Começou a chover e estávamos todos em baixo da cabana á qual foi colocada ali recentemente para que pudéssemos nos proteger da chuva, com isso todos estavam o máximo possível no canto da parede para que quem chegasse depois pudesse enxergar o destino do ônibus que passasse, até que uma moça resolve ficar na frente. Dulce – Alguém avisa que carne de burro não é transparente? – Falei impaciente Poncho – Mas carne de picanha é – Falou observando a moça que estava á frente e tampando nosso campo de visão Anahí – Poncho! – Chamou atenção dele pela terceira vez aquela noite – Só se for carne de PIRANHA Dulce – Nossa, Poncho! Você m*l pediu a mão da minha amiga em namoro e já começa fazendo isso? – Neguei com a cabeça Poncho – Amor, eu só fiz um comentário. Não se zanga, vai Anahí – Comentário esse desnecessário – Falou cruzando os braços e fazendo biquinho Uma hora após e o ônibus finamente chegou, sentei-me sozinha até porque novamente estava de vela. Quanto um casal de amigos te convidarem falando "Vamos, vai ser legal" nunca confiem! Fomos conversando mesmo eu estando de vela e Anahí parecia bastante animada, só Poncho que do nada mudou Dulce – O que aconteceu que o Poncho está com essa cara amarrada? Anahí - Ele queria dormir lá em casa, mas meu tio do interior chegou para ficar comigo uns dias e não tem como dormirmos lá Dulce – Ah sim, me lembro do seu tio, como ele está? Anahí – Bem, chegou ontem e eu acabei me esquecendo de te contar Poncho – E pelo jeito esqueceu de contar á mim também, porque não dorme lá em casa então? Anahí – Não posso deixar ele sozinho amor, ele chegou ontem e não conhece nada na cidade. Inclusive amanhã eu tenho que ver algum programa para fazer com ele Alfonso – É, já vi que vou sobrar Dulce – Amanhã tem jogo, vão assistir aonde? Alfonso – Provavelmente em casa, ainda não paguei o sócio torcedor então não consegui comprar Anahi – Eu não sei, e você Dul? Dulce – Vou estar trabalhando, mas vou tentar assistir com as crianças pela tv Continuamos conversando, eu desci no ponto próximo a minha casa e Anny e Poncho seguiram no ônibus mais um pouco. Ainda chovia e a cada gota que caia em mim eu me arrependia amargamente de não ter comprado um carro quando fiz a auto escola há alguns anos atrás. Faz tanto tempo que acho que não sei ligar mais o carro. Assim que cheguei em casa corri para o banho pra tirar a água fria do corpo, coloquei meu pijama e me deitei, estava tão cansada que sentia que um trator tinha me atropelado, então dormi logo. No dia seguinte... Acordei com batidas na porta e eram 08:00 e levantei assustada já pensando ser um incêndio Dulce – Quem que me acorda as 8:00 da madrugada em pleno domingo? – Sai emburrada para atender Quando olhei fiquei sem entender, era Jaime, o motorista de Christopher Jaime – Bom dia dona Dulce, o senhor Christopher mandou que lhe buscasse cedo para que a senhora levasse os filhos dele ao jogo dele de hoje Dulce – Bom dia Jose, mas Christopher ontem não me disse nada, alias, ontem encontrei-o no parque e ele não informou nada. Inclusive eu lembro muito bem de estar escrito no contrato que no dia após a folga eu volto a trabalhar as 11h30 Jaime – Ele disse que mandou uma mensagem para o celular da senhora e assim que viesse lhe buscar, pedisse que a senhora retornasse a ele Dulce – Bom, depois eu questiono isso com ele. Eu não estava esperando mas só peço que me dê apenas 30 minutos que é o tempo ideal para que eu tome um banho e me arrume Jaime – Tudo bem, esperarei pela senhora aqui no carro Dulce – Ok. Fechei a porta e fui correndo fazer minha higiene pessoal, tomei um banho e coloquei uma roupa confortável e para que não me atrasasse e nem atrasasse Jaime, eu acabei não tomando café. 20 minutos depois eu já estava pronta. Dulce – Bom Jose, estou pronta. Podemos ir Entrei no carro e devido ao fato do trânsito estar trânquilo, o que é um milagre, em poucos minutos e eu já estava na mansão de Christopher e minha primeira tarefa do dia foi acordar Henrique que foi o mais fácil e logo após Eduardo, que foi o mais difícil de acordar Eduardo – Tia, me deixa dormir mais 2 horas Dulce – 2 horas? -Rindo - Na minha época eram mais 5 minutinhos mas hoje nem 5 minutos vocês tem. Seu pai me acordou uma hora mais cedo para me informar que hoje vocês irão ele jogar, portanto vamos acordando! Eduardo – Só mais 4 minutinhos então tia Dulce – Nada disso, já para o banho! Ele se despriguiçou e se levantou, coçando os olhos Eduardo - Tia, eu tenho prova amanhã e esqueci de avisar Dulce – Mas você nem me mostrou a sua agenda de recados, também, eu que deveria ter ido procurar e me esqueci! Eduardo – Fica calma tia, lá tem tudo que vai cair na prova e eu sou esperto Dulce – É, mas você me avisou hoje e hoje tem o jogo do seu pai, quando voltar vai ter que estudar, eu te ajudo, está bem? – Sorri passando as mãos em seu rostinho- Ou então o que vai cair nessa prova são as suas lágrimas quando seu pai tirar suas regalias, isso sim! Vamos, corre para o banho Enquanto Eduardo tomava seu banho, tratei logo de levar Henrique para dar um banho nele também, mas vi que a fralda estava seca e sendo assim me faz perceber que alguém havia trocado ele. Antonella estava entrando no banheiro Antonella – Bom dia menina Dulce! Henrique acordou mais cedo hoje e já dei banho nele hoje, já tomou café? Dulce – Bom dia Antonella! Não, na verdade eu acordei com Jaime batendo em minha porta Antonella – Ontem Christopher não havia te dito no parque que ele iria jogar hoje e que precisaria que você viesse cedo? Ele sempre gosta de ter a presença dos filhos no jogo, diz ser o amuleto da sorte dele Dulce – Como? No parque? Ele lhe contou que me encontrou por lá? Antonella – Não, na verdade eu ouvi sem querer você conversando que iria nesse parque e indiquei ele á Christopher Dulce – Ah sim O celular de Antonella começou a tocar, mesmo de longe pude ver no visor quem era, era o Christopher gostosão, poucos minutos depois vi ela apontando o celular para mim Antonella – Ele quer falar com você, menina Dulce Peguei o celular de suas mãos, e eu sentia o meu corpo arrepiar só de lembrar da mão dele em minha coxa no dia anterior Dulce – Bom dia Christopher, como está? Christopher – Bem Dulce! Que bom que já chegou Dulce – Sim, só esqueceu de me avisar ontem sobre o evento de hoje né? Christopher – Bom, como você é fã do Jogador gostosão aqui, como seu amigo Poncho falou ontem, eu pensei que você saberia do meu jogo de hoje Dulce – Saber eu sabia, não sabia que teria que vir mais cedo! Christopher – Bom, ontem antes de entrar para a concentração, eu lhe mandei uma mensagem mas não obtive resposta sobre Dulce – Ah, sempre sobre celular né? Eu esperaria uma ligação no residencial Christopher – Celular é mais moderno, Dulce. Mas pelo jeito, mais uma vez estava dentro da bolsa e descarregado né? Dulce – Bom, sim – Falei rindo – Mas Jaime havia dito que assim que chegasse, para lhe ligar, só que como estou sem bateria, não consegui Christopher – Sim, queria passar as tarefas de domingo das crianças e combinar o horário certo de você trazê – los. Quando chegar ao estádio é só dizer seu nome que já deixei avisado que a babá dos meus filhos iria leva-los para me ver jogar, caso queira convidar alguém, tudo bem também. Dulce – Serio? Posso levar Anahí e Poncho? Christopher – Sim. Vamos as tarefas das crianças: Pela manhã quero que Eduardo pratique a Natação na piscina, até o horário das 10:00 pois é um sol saudável para ele, leve Henrique para tomar também é bom pegar um pouco do sol da manhã. Dia de domingo eu libero eles para que comam um pouco as besteiras do dia a dia mas em pequenas porções, as 15:00 Jaime já esta avisado que é para lhe trazer juntamente com Antonella e as crianças para o jogo Dulce – Tudo certo, as 15:30 já estarei aí Christopher - Bom, agora preciso desligar pois preciso tomar café Dulce – Ok, bom jogo! Christopher – Ok! – Falou seco Devolvi o celular para Antonella, e antes de levar as crianças para tomar café, coloquei meu celular para carregar. Levei as crianças para a mesa, colocando Henrique sentado no cadeirão. Servi primeiramente o café de Eduardo, que era suco natural e pão com mortadela. Cortei as frutas de Henrique em pequenos pedaços, mas quando fui entregar para ele, antes que eu colocasse o potinho em seu cadeirão Antonella me deu uma chupeta á qual colocava a fruta ali dentro e dava para Henrique, alem de se alimentar saudavelmente, ainda desenvolvia pro nascimento dos dentinhos Após o café, subimos para os quartos, e os ajudei a se trocar. Troquei a fraldo Henrique e por cima coloquei só uma bermuda, depois fui ajudar Eduardo a se trocar também. Eduardo – Tia você não vai colocar o biquini? Dulce – Não pois só vocês vão nadar Eduardo – Que pena – Bico – Sabia que meu pai ia adorar te ver de biquini? Dulce – Sabia que você é muito pequeno para falar essas coisas? – Pincelei o nariz dele – Vamos terminar logo de trocar você e vamos para a piscina. Terminei de passar o protetor nos dois, peguei meu celular do carregador e levei ambos para área da piscina, Eduardo se jogou já sabendo nadar e molhou tudo o que estava em volta, Henrique estava batendo as perninhas também querendo entrar porem não sabia se ele saberia nadar e não não quis arriscar, por ele e também porque tenho um emprego a zelar. Não quero ser demitida por matar o filho do meu patrão afogado, mas esperto como Henrique era, capaz que eu me afogasse e ele não. Sentei na espreguiçadeira e tomei o sol da manhã com Henrique nos braços, passei a ponta do dedo no rostinho dele, estava cada dia ficando mais lindo e encantador, mesmo sendo pouquíssimos dias eu já estava apegada aquelas crianças e sentia ser um sentimento mútuo. Henrique dormiu e enquanto isso resolvi ligar para Anahí, tenho certeza que ela vibrará mais do que celular quando se tem cobrador ligando Anahí – Quem me acordas uma hora dessas? – Falou sonolenta Dulce – Deixa de show Anahí! Já são 09:35, hora de acordar princesa. Eu também cansada quando acordei, tenho até medo de algum cracudo na rua vir me cheirar, porque eu estou só o pó da rabiola Anahí – Dulce, ontem fiquei até tarde conversando com o tio Valentin, nada me tira dessa cama hoje! Dulce – Nem o jogo do Palmeiras? – Faço uma carinha satisfeita Anahí – QUE? – Gritou - Como assim Dulce? Dulce – Vou levar Henrique e Eduardo hoje para jogo a pedido do pai deles e ele me informou que eu poderia levar quem quisesse, inclusive falou que poderia levar vocês também! Anahí – Mas Dulce, não posso deixar meu tio Valentin sozinho, ele está conhecendo a cidade agora e hoje é domingo né, não quero deixar ele sozinho Dulce – O leve, não tem o menor problema Anahí. Inclusive vai ser muito bom rever o tio Valentin Anahí – AHHHHHHH ! Vou ligar correndo para o meu bebezinho – Soltou seu gritinho estridente porem feliz Dulce – Liga sim, não se esqueça de levar o tio Valentin hein!? Estarei lá as 15:30 então por favor amiga, não atrasa Anahí – Ta bom amiga, ai muito obrigada por lembrar da gente Dulce – Nada amiga, sempre irei lembrar! Te amo, agora tchau que preciso entrar com Henrique e Eduardo pois já vai dar 10:00 Tirei Eduardo da piscina, o que não foi fácil pois ele não queria sair e parecia um peixinho nadando, peguei Henrique no colo que só sabia rir e entramos para dentro de casa. Logo tratamos de dar almoço as crianças para poder fazer a digestão pois Antonella havia informado que Eduardo tem problema de refluxo e se entrar em um carro logo após almoçar, é certeza que passará mal Quando fomos trocar as crianças notamos que a blusinha do Palmeiras de Henrique estava pequena, criança geralmente perde muita roupa desde que nasce até completar os 5 ou 6 anos e se Henrique puxar a genética do pai, o que parece pois perdeu a blusa em menos de 1 mês depois, vai ser enorme. Tomei um banho, coloquei uma calça jeans, blusa do meu verdão, prendi meu cabelo em um r**o de cavado e passei uma maquiagem básica. Nos pés calcei tênis, até porque eu estaria com criança no colo e precisaria de total atenção e desastrada como sou, eu jamais poderia cair Jaime nos levou ao shopping para comprarmos a blusinha do Verdão para o pequeno Henrique, todos estávamos vestidos á caráter e fomos em sentido á loja mas de relance vi Fuzz, gritei por ela e ela virou toda feliz mas logo fez sinal de que não poderia falar comigo e que tinha que ir embora pois estava atrasada, mandou beijo no ar, se virou novamente e saiu andando para o lado oposto, me fazendo perder ela de vista, não entendi nada mas relevei, semana que vem iríamos nos marca algo mesmo e ai perguntarei o que aconteceu para que ela saísse correndo Antonella – O que houve menina Dulce? Dulce – Nada, minha amiga de muitos anos estava ali mas de repente ela precisou ir embora, não entendi mas vamos logo para que não nos atrase Compramos a blusinha de Henrique e rapidamente voltamos ao estacionamento onde Jaime nos aguardava. Cerca de 15 minutos depois já estávamos no Allianz Parque com a criançada, Antonella levava Henrique no colo e Eduardo estava sentado no meu todo sonolento mas tenho certeza que ele acordaria assim que chegássemos no nosso destino Assim quando chegamos no estádio foi tudo mágico, estava lotado e vibrava para que o jogo começasse, era realmente muito linda aquela torcida toda de Verde e Branco. Encontramos Anahí, Poncho e o tio Valentin logo na porta. Entramos e nos acomodamos em umas cadeiras no setor vip Eduardo já estava totalmente agarrado á Anahí e ela á ele, apresentei Anahí e Poncho para Antonella mas minutos depois eu senti falta do tio Valentin Dulce – Anahí, cadê o tio? Anahí – Foi comprar guaraná e já vem amiga, você tem bala ai? Dulce – Tenho mas não abri ainda Anahí – Pois abra, por favor! Amiga que é amiga divide bala com a outra Dulce – Não mesmo, adolescentes que dividem balas. Adultos dividem é Dorflex! E nem isso eu tenho Anahí – Dulce, quando Daniel volta? Dulce – Ele ligou hoje e disse INFELIZMENTE estar voltando essa semana - Dei ênfase no " Infelizmente " Anahí – Infelizmente? Dulce – Segundo ele, sim e ainda deixou bem claro a palavra infelizmente – Bufei - Mas importante é que chega até o fim dessa semana Anahí – Dulce, esse seu namoro é tão estranho, você precisa de alguém que luta por você amiga Dulce – Mas ele luta amiga, eu antes de encontrar ele buscava alguém que lutasse por mim igual meus tios lutam pelo terreno da vovó Anahí – Ai Dulce, você é demais! – Falou rindo - Vamos prestar atenção que já vai começar pelo jeito A partida começou e o nervosismo começou junto, aquele jogo ia trazer a minha demissão, não estava conseguindo me controlar e dei graças a Deus por Antonella estar conosco para olhar por Henrique, porque Eduardo estava tão entusiasmado ou mais do que nós e a torcida estava animada demais "Dá-lhe alegria, alegria no coração. Daria a vida inteira para ser campeão. A Taça Libertadores, obsessão. Tem que jogar com a alma e o coração. Olê, olê, eu canto, eu sou Palmeiras até morrer." – A torcida vibrava Anahí – Vai, vai, começa bem meu filho Poncho – Vamos timeeee! – Gritava Anahí – Vai, p***a! Dulce – Anahí, tem crianças no local – Chameu atenção dela tampando os ouvidos de Eduardo Anahí – Corre – vibrava – Oh, perna de pau Dulce – Vai, vai mas não em cima da bola – Gritei em desespero por estar perto de marcar o primeiro gol – É não tem jeito, eu vou ter que descer e mostrar como é que se joga, é ou não é? A torcida – ÉÉ Antonella – Se acalma Dulce! Tio Valentin chegou com uma câmera antiga, dizendo estar tirando foto mas era tão antiga que era capaz de ter que mandar revelar a foto, olha que nem existe mais revelação desse modo! Ele estava tão entretido com as fotos o perdendo de vista, só notamos que ele estava perto, quando ele deu de cara no tablado de madeira que tinha próximo ao levar um belo tombo e ter sido empurrado pela torcida Nesse exato momento o Vasco, time que estava jogando com o Palmeiras, marcou um gol e o tio Valentin deve ter se confundido então... Valentin – GOOOOOOOOOOOOOL ! – Gritou fazendo mais um flash com sua câmera ultrapassada Ao virar de costas, estava toda a torcida do Verdão querendo tirar satisfação e se não fosse Poncho á socorre-lo, á essa hora ele estaria todo roxo em um hospital, ou talvez morto Valentin – Sabe, é que eu sempre esqueço para que time estou torcendo. Tenho problema de falha de memória – Usou uma desculpa mais do que ultrapassada Ainda assim, a torcida queria o pegar para um acerto de contas e eu não poderia deixar o tio Valentin se ferrar dessa maneira Dulce – Mas o que é isso, minha gente? Antonella – Dulce, é melhor não se meter nisso Dulce – Mas eles tem que respeitar, tem uma dama no recinto – Falei tomando as dores Anahí estava totalmente perdida sobre o tio quase apanhar, os olhos dela só focavam somente no jogo Anahí – Porque vocês estão querendo bater no meu tio? Esse pobre velhinho. XxXx – Esse vacilão tava comemorando o gol do time adversário Anahi – Tio, o senhor estava comemorando o gol do time adversário? Pois então o senhor se vire Valentin – O hino nacional que me perdoe mas fugirei da luta sim! Tio Valentim se levantava e ameaçava fugir, enquanto Poncho falava com Anahi Poncho – Anahí, é seu tio! Ontem não transamos graças á ele que chegou de viagem, no mínimo você teria que defende-lo Anahí fez menção de responde – lo quando derepente..... GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL – A torcida do Verdão vibra ao vir um gol do mais gostoso e mais lindo, vulgo meu chefe, Christopher Uckermann Dulce – Esse é o meu chefe gostoso!! – Gritei sem nem me preocupar Antonella – Dulce, se comporte! Olhe as crianças Olhei para ela já sentindo meu rosto arder de vergonha pelo que gritei. Pouco depois terminou o primeiro tempo Dulce – Antonella, finja que não ouviu nada, está bem? – Me sentando Antonella – Não tem problemas senhorita Dulce, afinal Christopher é um homem bonito, mas só se lembre que estamos aqui acima de tudo cuidando das crianças Anahí – Está vendo? Até ela concorda que seu chefe é um gato Alfonso – Anahi! – A repreende – O que é isso? Anahí – Desculpa bebê, mas é impossível não notar que ele é bonito – Rindo – mas você é mais Dulce – O dia que esse cara de maracujá atropelado for mais bonito que o Christopher provavelmente será em outra vida Eduardo prestava atenção em tudo Eduardo – Então quer dizer que a senhora acha o meu pai bonito, tia? Dulce – Eu não disse nada, Edu – Disfarçando Eduardo – Disse sim, eu ouvi você gritando e também ouvi o que você falou agora. Dulce – Ok, finja que não ouviu Peguei Henrique no meu colo e comecei a brincar com ele, cantando musicas do Palmeiras e fazendo cócegas em suas barriguinha. Voltamos a prestar atenção no jogo, o segundo tempo começava, coloquei Henrique sentado ao meu lado, dividindo a cadeira com o irmão. Ele balançava as perninhas e dava gritinhos. O jogo estava tenso, Anahí só faltava comer os dedos, Poncho passava as mãos pelo cabelo desesperado, tio Valentim continuava a fotografar com sua máquina mais velha que nós todos juntos e Antonella conversava no celular. Segundos depois, em um ataque sensacional do Palmeiras o grito de GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLL ecoou novamente pelo estádio, mas antes que eu pudesse comemorar eu ouvi um barulho estranho ao meu lado, Henrique havia se estatelado de cara no chão. Eu peguei ele rapidamente, que já chorava estridentemente. Seu rosto estava lavado de sangue Dulce – Merda! Vamos para o hospital agora! Saí rapidamente dali sentido ao estacionamento, sendo seguida por eles. Chegamos próximo ao carro e Jaime também nos olhava preocupado Antonella – Jaime nos leve ao hospital do centro, por favor Me acomodei dentro do carro e logo Antonella e Eduardo entraram também. Anahí, Poncho e tio Valentim informaram que iriam de Uber e nos encontrariam lá. Antonella – Toma esse paninho, tenta enxugar um pouco do sangue Antonella me entregava um pano que havia em sua bolsa e Eduardo nos olhava assustado Eduardo – Meu irmão está vivo, não é tia? – Choroso Dulce – Está sim, ele vai ficar bem, só precisamos chegar logo ao hospital – Passei a mão livre em seu rosto afim de acalmá – lo
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