CAPÍTULO 33

1791 Words
Dulce Maria Anahí sem sombra de duvidas é uma amiga e tanto, tantos anos de amizade e nada mudou. Ela me acordou com café na cama e como sempre com a mania de fazer caminhadas matinais mas eu estava tão inerte que resolvi ir fazer para distrair mesmo Demos a volta pela quadra do bairros umas 5 vezes e depois no fim fomos parar na padaria para tomar café da manhã Anahí – Que ótimo Dulce Maria, acabamos de perder calorias e estamos aqui ganhando o dobro com esse croissant de peito de peru e queijo minas que inclusive está uma delicia! Dulce – Não venha me culpar até porque você acabou comigo nessa caminhada, estou quase respirando através de aparelhos e mais um pouquinho e me internam na CTI Anahí – Deixe de exagero Dulcinha, então amiga, já que você está desempregada por algum tempo e o bebê está de férias do serviço, você bem que poderia ficar com o titio para que possamos curtir antes né? Dulce – Amiga, eu já havia dito que sim. Caso queira podem ir antes sim, vou amar passar uns dias com o tio Valentim – Falei tomando minha coca Anahí - Então você pode ficar com ele hoje? Conforme for até pago a você amiga, você ficou desempregada mesmo Dulce – Obrigada mesmo por me lembrar dessa parte Anahí! Mas obrigada amiga, com a quebra do contrato tenho certeza que meu ex-patrãozinho irá me pagar muito bem, caso contrario recorrerei a justiça Anahí – Dulce! – Me repreendeu – Falando em ex-patrão, se esconder que ele vem ai e com aquela lacraia fora da moda atrás Quando menos percebemos, tinha uma criança pegando na minha perna, mas eu estava de costas então não vi quem era XxXx – Tia, me da coca cola? Dulce – É coca cola não, é café bebê – Ainda de costas Quem nunca bebeu coca cola e fingiu ser café para não dar a uma criança né? Eu sempre dou, porém como dessa vez eu não sabia quem era e queria minha coquinha, resolvi não dar XxXx – Eu estou vendo as bobuinhas tia Dulce – Mas que criança mais astuciosa! Olha aqui, cadê seus pais? – Olhando para baixo Mas tive a maior surpresa quando me virei e vi quem era a tal criança, era Eduardo que veio tomar café na padaria e trouxe o estorvo do pai querido dele e mais a vassoura andante que ele insiste em chamar de namorada. Henrique estava no carrinho que Christopher empurrava Eduardo – Tia, porque a senhora não estava lá quando eu acordei? Dulce – Sentiu saudade também, príncipe? Então, é porque aconteceu uma coisinha que você precisa entender.. Eu iria tentar explicar para Eduardo o acontecido da maneira mais fácil dele entender, mas Christopher me interrompeu Christopher – Porque ela foi demitida Eduardo! E vem logo aqui se sentar Dulce – Christopher não dá a noticia assim! Christopher – Não tem nem tanto tempo assim que você trabalha para mim, por qual motivo devo esconder dos meus filhos? Dulce – Não é esconder, é contar com jeito porque não sabemos a reação da criança, seu i*****l completo! Christopher – Não se meta na vida dos meus filhos! Anahí – Dulce, vamos? Temos tanta coisa para resolver Eduardo – Tia, a senhora não vai voltar mais? Dulce – Podemos nos ver sim príncipe, eu vou à sua escola sempre que puder! – Falei me abaixando para dar um abraço nele Christopher – Não vai a lugar algum, você está proibida de chegar perto dele Eduardo - Eu não quero ficar sem ver a tia Dulce Olhei para ele e percebi que seus olhos estavam marejados, o que fez eu sentir um nó se formar na minha garganta Nesse momento um chorinho tomava conta do lugar, olhei para Henrique e agora ele estava no colo de Janaína mas esticava os bracinhos para mim, seu rosto estava lavado em lágrimas e isso destroçou ainda mais meu coração. Dulce – Vem aqui no colo da tia, vem Tentei me aproximar para acalmá – lo mas novamente Christopher me cortou e me barrou Christopher – Qual parte você não entendeu que você não vai chegar mais perto dos meus filhos? Não me dei nem ao trabalho de respondê-lo, se não eu repetiria o tapa de ontem e ainda mais forte. Dei um beijo e um abraço em Eduardo e sai juntamente com Anahí Janaina – Bom dia Dulce! Dulce – Só se for para você jararaca, péssimo dia para você! Que mulherzinha baixa, um dia eu ainda pego essa cabide de bandeira de jeito para que ela saiba com quem está lidando, mas hoje eu tenho muita coisa a fazer, inclusive cuidar do tio Valentim para que Anahí vá viajar em paz Cheguei a casa e me permiti dormir, não estava muito cansada porem precisava descansar bem para conseguir passar uma boa parte da noite acordada com tio Valentim, eu sei bem como ele gosta de jogar dominó a noite e virou um vicio, jogava valendo graus de feijão quando eu era pequena e isso me trouxe ótimas lembranças da infância, época essa que eu poderia ser feliz porque da minha adolescência para fase adulta foi só dureza! Consegui dormir bem, acordei bem na hora de ir para casa de Anahí, tomei um banho bem quentinho e me arrumei e sai quando já eram 18h, pois Anahí sairia de viagem com Poncho as 20:00 Dulce – Oi tio Valentim, cheguei para jogarmos uma partidinha de dominó. Valentim – Oi minha filha, quanto tempo! Como está sua vó? Dulce – Ela faleceu tem uns quatro anos tio, mas fora isso está tudo ótimo! Jogamos algumas partidas e por volta das 19h15 Anahí já estava saindo com o Poncho Anahí – Amiga, ele está bem lúcido como você está vendo e tenho certeza que não dará trabalho algum, quando for 21:00 você da esse remedinho dissolvido na água pois é o tranquilizante dele – Mostrando o remédio Dulce – Deixa comigo Anahí, cuidei de criança. Não vou saber cuidar do meu tiozão preferido? Se arrependimento matasse, eu não teria falado isso! Pois assim que Anahí saiu, as coisas começaram a desandar um pouco, assim que eu me aproximei dele, ele começou a falar Valentim – Eu pedi uma p*****a loira, porque me mandaram uma ruiva? Dulce – Tio, como assim? Sou ruiva há algum tempo! Valentim – Ah, você tem fetiche que te chamem de sobrinha, é? Dulce – Tio, o senhor não está falando coisa com coisa – Franzi a sobrancelha Valentim – Você não é a garota de programa que eu contratei? Dulce - Não, eu perdi o emprego, mas ainda não virei p**a não! Me ajeitei para me sentar no chão e arrumar as peças do dominó, quando olhei para ele, estava tirando a sua própria roupa Valentim – Vou tirar a roupa, me ajude aqui – Falou já tirando a camisa Dulce – Tio, não pode tirar não, coloque essa blusa logo tio. Eu vou ligar para Anahí hein! Valentim – Vai chamar uma amiguinha? Eu gosto muito de uma orgia! Estava passada, eu sabia que ele estava com problema de Alzheimer porem eu não imaginaria que ele teria uma crise dessas e me colocaria numa situação dessas! Dulce – Tio coloque a roupa! – Me levantando e indo até ele para colocar a camisa de volta nele - Vamos jogar valendo dinheiro hoje? Moedinhas Valentim – Você vai me assaltar né? Pronto, alem de p*****a, virei assaltante também – Pensei comigo mesmo Virei por apenas 2 minutos para ligar a tv e assim assistirmos algo enquanto jogávamos e quando virei de volta, tio Valentim estava gritando na janela Valentim - 175, POLICIA, ESTÃO ME ASSALTANDO Dulce – 175? Policia não é 190 não tio? Valentim – 190 POLICIA! TEM UMA p*****a ME ASSALTANDO - Gritando Como vi que aquela crise seria muito intensa, resolvi antecipar o remédio dele, eu só precisava buscar um copo dágua e caçar o remédio em minha bolsa, pois eu havia colocado lá assim que Anahí me deu Dulce – Ótimo tio! Aqui, toma aqui seu remedinho que o senhor irá se sentir melhor! – Dei a ele o remédio e a água E graças a Deus ele resolveu tomar sem fazer muita teimosia, mas comecei notar que ele começou ficar vermelho e parecia estar com calor pois começou a suar, não sabia ao certo qual eram os efeitos colaterais daquele remédio e então resolvi ler atrás dele para ver os efeitos, mas assim que eu peguei a caixinha até eu mesma comecei a suar Dulce – p**a que pariu! Eu dei t***o de vaca pro titio. Anahí vai me matar com toda certeza Como não sabia como resolver, resolvi dar o remédio dele que era o certo mesmo sem saber se poderia após dar algo tão forte, mas logo após vi que fiz merda novamente, tio Valentim não conseguia respirar direito e foi preciso que eu o levasse para o hospital Dulce – Tio, aguenta aí que vai dar tudo certo, só preciso mesmo chamar um taxi Por sorte um táxi apareceu rápido, mas antes de entrar no Táxi eu vi Christopher passar de carro na minha frente, estava quase parando de tão devagar que dirigia e me olhava com uma cara de nojo. Christopher – Não acredito que desceu tão baixo Dulce Maria, virar prostituta de velho Juro que eu não estivesse com tio Valentim quase infartando ao meu lado, eu o responderia a altura, ser confundida de p*****a duas vezes? Era demais para mim! Assim que ele falou isso, deu risada, acelerou e foi embora Chegamos ao hospital e graças a Deus estava vazio, o doutor me informou que por ele ter tomado um remédio que aumenta a pressão arterial como o t***o de vaca e logo após o calmante, isso deu interferência na artéria e foi por esse motivo que ele ficou daquela forma, mas já estava bem Logicamente eu não informei que eu que havia dado t***o de vaca no lugar do remédio dele, informei que ele mesmo que se confundiu. O médico mandou que eu tomasse mais cuidado nas próximas vezes, até porque agora ele com essa doença, é como se ele estivesse virado criança Dr – Ele está em observação e sendo medicado, logo poderá ir para casa Ficamos mais algumas horas por ali e depois fomos embora, ele estava calmo e pelo restante da noite não deu mais trabalho, É, eu espero de coração que Anahí volte logo, pois depois desse episodio eu fiquei com medo, cuidar de uma pessoa com Alzheimer com toda certeza tem que ter mais cuidado e atenção do que cuidar de duas crianças
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD