CAPÍTULO 34

2242 Words
Christopher Uckermann Eu estava muito nervoso e chateado pela situação mas não tinha planos de despedir Dulce Maria, até ela faltar com total respeito e dar – me um tapa na cara, isso para mim foi a gota d' água, quem ela achava que era para fazer aquilo comigo? Mandei ela embora e pedi que se retirasse antes mesmo dos meus filhos acordarem, eu evitaria ver eles chorarem e evitaria também de ter que olhar para a cara dela mais uma vez. Sair com Janaína e meus filhos para tomar café da manhã na rua e encontrar ela na mesma cafeteria não estava nos meus planos. Dulce estava linda vestida com sua roupa de caminhada e um coque na cabeça, mas sou eu ver ela que a imagem dela aos beijos com outro vem à minha mente. Nós discutimos em plena cafeteria e foi assim, da maneira mais dura possível que eu precisei dar a notícia a Eduardo sobre a demissão de Dulce Maria. Henrique não entendia nada, mas com certeza também sentiria a falta dela, mas tudo isso é culpa dela, somente dela! Hoje faziam exatamente 3 dias desde a demissão de Dulce, eu havia acordado cedo para ajudar Antonella aarrumar meus filhos e levar Eduardo para a escola. Ele estava um pouco abatido e Antonella havia me contado que ele estava fazendo um pouco de cena para comer e isso mexia muito comigo, mas tenho certeza que isso é birra por eu ter demitido Dulce, depois conversarei com ele. Janaína havia dormido aqui novamente, ela dormiu aqui todas as noites desde aquele dia e estava sendo uma boa companhia para mim, ela é bem legal e no sexo só perde para Dulce Maria, a maldita Dulce! Jana me ajudava também com os meus filhos, pelo menos até eu conseguir encontrar uma outra babá, que era o que eu estava fazendo nesse exato momento: sentado no escritório, mexendo no computador e colocando anúncio na internet Janaína – Christopher, Henrique não quer parar de chorar e eu já não sei mais o que fazer – Entrando na sala e choramingando Christopher – Eu vou lá olhar ele, só 1 minuto Antonella – Pode deixar que eu vou olhar ele, menino Christopher Christopher – Muito obrigado Antonella Janaína – Amorzinho eu vou trabalhar, nos vemos a noite? – Se aproximando e dando um selinho Christopher – Mais tarde eu vou treinar e viajar com o time, temos jogo amanhã, não vai dar Jana Janaína – Está bem, quando chegar de viagem me ligue Christopher – Ok, eu te levo até a porta Me levantei e juntos fomos até a porta, me despedi de Jana e ela se foi, mas quando eu iria fechar a porta novamente senti alguém segurar ela, eu me assustei ao ver Christian ali parado e de braços abertos Christian – Não vai me dar um abraço irmãozinho? Christopher – p***a eu não te vi – O puxei para um abraço – Vem entra Apontei para dentro de casa e ele entrou carregando suas trocentas malas e olhando para cada canto da casa Christian – É, você realmente tem bom gosto para escolher suas mansões Christopher – Vou concordar com você – Sorri de canto – Mas porque demorou tanto para vir me visitar já que chegou no Brasil há alguns dias? Christian – Me desculpa irmãozinho, mas é que estou com a vida um pouco corrida, recebi proposta de alguns times e para jogar aqui no Brasil e então estou tendo várias reuniões junto ao meu empresário para analisar. – Sorriu de volta – Mas hoje consegui uma folga e vim visitar meu irmão e meus sobrinhos Christopher – Que bom, sente – se – Apontei para o sofá – Mas me conte, de quais times você recebeu proposta para jogar? Christian – Vários, mas dentre eles Flamengo, Santos, Corinthians e Náutico Christopher – Só time grande, c*****o! – Me sentei também – Mas e o Palmeiras não fez proposta? Christian – Ainda não, mas mudando de assunto, cadê meus sobrinhos? Fomos interrompidos pela chegada de Antonella na sala, que parecia um pouco apreensiva Antonella – Menino Christopher, fui olhar Henrique e vi que ele estava muito agitado, suado e quente, medi sua febre e vi que estava com 37.9º Christopher – Deve estar resfriado, já devíamos ter acostumado com o fato de que ao mudar o tempo, Henrique costuma ficar doente. Não se preocupe que eu mesmo dou o remédio a ele – Olhei para Christian – Sobe comigo, assim você já vê seu sobrinho Christian – Está bem Passei por Antonella e dei – lhe um beijo na testa enquanto Christian brincou apertando sua barriga, arrancando risadas dela. Fui até a cozinha, peguei o remédio e um pouco de água, em seguida subimos até o quarto dele. Christian – Como ele está grande e lindo, quanto tempo eu fiquei fora? Christopher – Muitos! Em menos de 1 mês ele fará 1 ano Ele estava bem agitado e vermelho mesmo, dei o remédio a ele e fiz ele dormir. Fiquei conversando mais um pouco com Christian, que informou que passaria uns dias comigo na minha casa, pelo menos até resolver a sua vida e o contrato de trabalho. Busquei Eduardo na escola e em seguida fui para o treino, pedindo a Antonella e Christian que me avisassem caso Henrique não melhorasse - Eu estava arrumando meu uniforme dentro da mochila e conversando com o técnico Abel, que passava algumas instruções, quando ouvi meu celular tocar, olhei no visor e vi que era Christian, pedi licença e sai para atender em uma parte externa e longe da barulheira Christopher – Fala Christian, não posso falar muito! Christian – Irmãozinho, Henrique não está nada bem, passou o dia todo dormindo depois que você deu o remédio, não quis comer, está com o corpo todo mole e ardendo em febre, estou indo nesse momento levar ele ao hospital, Eduardo e Antonella estão com a gente Christopher – Leve ele ao hospital do plano de saúde, encontro com vocês lá Christian – Está bem Christopher – Até daqui a pouco, qualquer novidade me ligue. Desliguei e corri ao encontro de Abel, explicando toda a situação e ele me deu permissão para ir ver meu filho no hospital; prometi a ele que viajaria de avião a noite e me encontraria com todos no hotel. Fui até o vestiário, peguei minhas coisas rapidamente e enfim fui para o carro, rumo ao hospital. Para a minha sorte eu não peguei trânsito, poucos minutos depois eu já estava no hospital e assim que adentrei nele avistei Christian, Antonella e Eduardo sentados na sala de espera Christopher – Como ele está? Antonella – Ainda não sabemos, o médico levou ele e disse que voltaria para dar notícias mas até agora não voltou Eduardo – Meu irmão vai ficar bem, né papai e tia Antonella ? Christopher – Vai sim meu filho, não se preocupe Me abaixei para ficar do tamanho dele e passei as mãos em seu cabelo, mas notei que ele não olhava para mim Christopher – Estou falando com você, porque não olha para mim, Eduardo? O que aconteceu? Eduardo – Nada – Olhando para a parede Christopher – Como nada? Aconteceu sim, eu te conheço! Me fale, sou o seu pai! Eduardo – Você não é o meu pai – Sério – Meu pai sumiu e você veio para o lugar dele. Meu pai brincava comigo, você não. Eu te chamo para brincar e você nunca tem tempo porque agora você só dá atenção para aquela chata da sua nova namorada e não liga mais pra gente. Ainda brigou com a tia Dulce e mandou ela embora Christopher – Eduardo eu nunca deixei faltar nada para vocês, não admito que você fale assim comigo, sou o seu pai! Eduardo – Eu já disse que você não é o meu pai – Se virando de costas Ouvir isso doeu na minha alma e então eu comecei a me lembrar de que realmente nesses últimos dias ele havia ido me chamar para brincar algumas vezes e em todas as vezes eu prometia ir, mas não ia. Eu estava pensando no que responder para ele, em como me explicar, mas ouvimos Christian dizer que o médico estava se aproximando, então nos levantamos para conversar com o médico Dr – Familiares de Henrique Uckermann Christian – Somos nós Christopher – Como está o meu filho? Dr – Está bem na medida do possível, o medicamos e está no quarto. – Engole seco – Henrique passou por algum estress por esses dias? Christopher – Dr estamos falando de um bebê que não tem 1 ano, que tipo de estress ele passaria? Dr – Fizemos exames nele e nada foi constatado, tudo leva a crer que teve uma febre emocional – Colocando as mãos no bolso - Christopher – Como assim emocional? Dr, eu torno a dizer que é uma criança de menos de 1 ano Dr – Bebês também estão sucintos a terem problemas emocionais e muitas vezes por não falarem, não conseguimos saber. Peço que me acompanhem por favor Ele nos guiou até o quarto onde Henrique estava, assim que entramos vi que tinha uma enfermeira brincando com ele, mas ela logo saiu. Henrique estava quietinho e deitado de lado Dr – Podem entrar e se aproximar dele, ele está bem Cheguei perto dele, Antonella e Eduardo me acompanharam. Christian resolveu permanecer do lado de fora. Henrique estava com soro no braço e tinha o olhar um pouco confuso Dr – A febre ainda está um pouco alta, mas com as medicações logo baixará Enquanto o médico falava eu notei ele mexer a boquinha e dela sair um som um pouco inaudível Henrique – Titi Dul Christopher – Filho você está tentando falar? Henrique – Titi Dul Christopher – Não estou entendendo nada meu filho Dr – Desde que chegou aqui Henrique balbucia isso, quando isso acontece em meio a um estado de febre alta, ele está querendo algo ou chamando por alguém, não sabem dizer o que seria? Christopher – Não faço idéia, até porque Henrique não fala Henrique – Titi Dul Antonella – Menino Christopher me desculpe intrometer, mas eu acho que eu sei o que ele quer Christopher – E o que ele quer? Antonella – Pelo que dá pra perceber, ele está chamando pela Dulce Dr – E quem seria ela? Antonella – A ex babá deles, que foi demitida há pouco tempo – Explica para ele e olha para mim Christopher – Por Deus, Antonella! Da onde você tirou isso ? Antonella – Desde o dia em que Dulce foi embora eu tenho notado os meninos um pouco tristes e achei que você havia notado também. Mas olha, posso fazer um teste com ele e assim descobrir se ele está chamando por ela Christopher – Então faça e você verá que está errada Vi Antonella se aproximar, pegar o seu celular do bolso e abrir nele uma foto em que havia tirado de Dulce com Eduardo e Henrique juntos sorrindo, olhei de relance mas percebi o quanto estavam lindos e felizes na foto. Henrique agora estava quieto e olhava para Eduardo, que fazia carinho em sua mãozinha Antonella – Rique, olha essa foto, quem é nessa foto? – Mostrando a foto para ele Ele subiu o olhar para o celular de Antonella e assim que viu a foto abriu um sorriso Henrique – Titi Dul – Aponta para a foto com o dedinho Era isso! Meu filho tinha falado sua primeira palavrinha dentro de um hospital, com um pico de febre e ao invés de ser " papai " chamava por Dulce Maria. Eu sentia um misto de alegria por ouvir ele falar e ao mesmo tempo preocupação Christopher – Não estou acreditando nisso – Ironicamente Dr – Se isso serve como conselho, deveriam chama – la para vir ver ele, pois a febre baixará com os medicamentos mas nada impede de que a febre volte depois que passar o efeito da medicação. Christopher – Eu não vou chama -la! Não quero vê – la e não quero que meus filhos a vejam, Henrique ficará bem Antonella – Menino Christopher, você está sendo egoísta e pensando só em você, cadê aquele Christopher que pensava nos filhos acima de tudo? Eles amam a Dulce, deixa ela se aproximar dele Sei que no fundo ela estava certa, meus filhos não poderiam ser castigados por algo no qual somente eu passei com Dulce, pois por mais que eu não queira aceitar isso, ela sempre foi uma excelente babá e maravilhosa com eles. Eduardo – Por favor papai, chama a tia Dulce Christopher – Está bem – Engoli seco – Vou ligar para ela E assim o fiz, liguei para Dulce que atendeu no 9º toque, com aquele humor azedo e quase me xingando Dulce – Diz logo o que quer, estou ocupada! Christopher – Não desligue por favor. Henrique está no hospital com muita febre, ele está chamando por você Dulce – O QUE? – Gritou Christopher – Isso o que ouviu, meu filho está no hospital ardendo em febre e chamando por você. Ele disse sua primeira frase e foi exatamente " Titi Dul " Dulce – Em que hospital estão? Passei a ela o hospital, desliguei e voltei para o quarto onde meu filho estava, agora ele dormia como o verdadeiro anjo que é.
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