Luana O samba já tava no auge, a caixa estourando uma atrás da outra, e a praia só enchia mais. Eu já tinha tomado duas latinhas e começava a relaxar. O Lucas corria pra lá e pra cá com a bola dele, rindo alto, feliz da vida. Luana: Ô, Lucas, fica por perto, hein! Gritei quando vi que ele tava se afastando. Ele só acenou, como quem diz “tô ouvindo, mamãe”, e continuou brincando. As meninas riam, falavam alto, faziam piada e eu tentava rir junto, mas por dentro ainda sentia aquele olhar dele em mim, mesmo quando eu não olhava de volta. Eu sabia que ele ainda tava lá, sentado com os amigos, me analisando. Por um momento, me distraí com a conversa da Nayara e da Letícia, que discutiam qual dos caras da roda de samba era mais bonito. Dei risada, joguei a cabeça pra trás, fechei os olhos

