Luna
Acordo recebendo tapas no rosto e levanto assustada.
Ju: Sabia! Sua p**a do c*****o! – grita comigo enquanto o LC me segurava. – Você traiu o meu irmão pra pegar o meu homem, sua p**a!
Ela tenta se aproximar de mim, mas o LC a afasta.
LC: Tá ficando maluca? – grita.
Ju: Maluca o c*****o! – se solta dele e vem pra cima de mim.
Eu tava sem reação, mas apanhar sozinha eu não iria. Não fiz nada? Bati também. Eu não queria bater nessa louca, mas apanhar eu não vou, né!
LC: Para com isso, c*****o! – entra no meio separando a gente – Vai embora, Júlia! – expulsa ela.
Ju: Quer ficar com essa p**a, então fica! – sai brava e logo escutamos a porta bater.
LC: Você tá bem, gata? – me toca.
Sinto repulsa e afasto dele.
Luna: Vou no banheiro.
Saio de perto dele e vou me olhar no espelho, estava descabelada. Amarro o cabelo em um coque e sento na tampa do vaso, pensativa.
Tenho que ganhar a confiança dele, tenho que matar ele pelo que faz. Por mim isso já teria acontecido, mas não pode ser agora. Ele ainda está sob proteção, não só dos vapores daqui, mas também de pessoas grandes, líderes da facção... Tenho que tomar cuidado. Se eu ferir ele agora sem ter uma prova maior, pode acontecer alguma coisa comigo e com o bebê.
Lavo o rosto e saio do banheiro. Respiro aliviada por ele não estar mais ali no quarto. Saio de fininho e escuto ele conversando com alguém na sala. Paro para escutar o que ele falava.
LC: Ela caiu no papo, vou comer ela e depois você vê o que faz. – ri – Já é mano, quando? Tenho que estar preparado, se eu não "lutar" contra vocês, os outros vão desconfiar que eu estou traindo o morro... Já é. – ele tira o celular do ouvido e seus olhos rodam pela sala e param em mim. – Tá melhor?
Ele quer jogar esse joguinho? Então vamos jogar, né?
Luna: Sim. Mas ninguém podia saber disso... – aponto para nós dois, parecendo tensa.
LC: Por quê? – olha sério.
Luna: Eu ainda tô com o Lúcifer... Se ele descobre, mata nós dois. Por isso também eu não queria ficar com você antes.
LC: Ah, por isso? Fica tranquila, mina. Ele não vai sair nem tão cedo. – fala com um sorriso no rosto.
Luna: O que você vai fazer? – pergunto, escondendo que estou preocupada.
LC: Comprei umas pessoas pra acusar ele de algumas coisas... Nós vamos ficar juntos, meu amor.
Acha que me engana? Kkkk.
Ele vem me beijar e só deixo ele dar um beijo na bochecha mesmo, sentindo nojo.
Desculpa meu amor, mas isso foi necessário!
LC: O que foi?
Luna: Não escovei os dentes ainda, tenho muita agonia. Tenho que ir pra casa para os meninos não desconfiarem de nada.
LC: Tem razão.
Luna: Já vou. Tchau. – soltei um beijo no ar pra não dar muita bandeira e saí.
Saí normalmente, tinha poucas pessoas na rua. As que me viram me cumprimentaram e só. Cheguei em casa, tomei banho e coloquei uma roupa mais folgada. As meninas estavam cuidando da loja, então nem vou lá. Não estou com cabeça para isso agora. Só queria o meu preto aqui, não aguento mais ficar sem ele.
Mal me deito na cama e invadem a minha casa.
MT: Não respondendo as mensagens por que c*****o? – entra puto.
Luna: Ih, é meu marido agora é?
Faísca: Brinca muito você. – fala puto – Como foi lá? Ele não te encostou não, né?
Luna: Ele não, mas a irmã do MT tava lá igual maluca querendo me bater.
MT: Essa menina precisa de uma surra, não aprende, mano!
Luna: Escutei uma conversa do LC com alguém hoje...
Faísca: Fala aí.
Luna: Ele falou que eu caí no papinho dele, que ele ia me comer e a outra pessoa lá depois fazia o que quisesse comigo. Falou também que era pra avisar alguma coisa a ele para ele fingir que estava lutando contra vocês, pra não desconfiarem que ele trai o morro.
MT: Sabia que esse filho da p**a fazia isso! Agora sim podemos matar ele sem nenhum problema. Ele é um traidor. – sorri.
MT: Já vamos combinar a emboscada! – fala animado.
Parecia que eles amavam fazer isso.
Luna: Vamos...
Faísca: Vamos um c*****o! Pode ficar sentadinha aí. Você não vai pra lugar nenhum. Vou chamar a Rayssa pra te levar na clínica pra fazer os exames do bebê. Fiquei sabendo que você tinha consulta essa semana e já perdeu! – fala bravo.
Luna: Eu não tenho tempo agora. Tenho que ajudar no morro...
Faísca: Isso quem resolve é a gente. Agora cuida do herdeiro aí. – fala e saem os dois.
Estão muito abusados! Suspiro p**a! Inferno! Queria ir junto.
Subo para o quarto e troco de roupa, colocando um vestidinho rodado. Pego uma bolsinha, coloco os documentos dentro e calço uma papete. Passo uma make básica, arrumo o cabelo e logo escuto alguém me chamar.
Rayssa: Tá pronta?
Luna: Sim. Vamos?
Ela concorda com a cabeça e saímos de casa.
(...)
Chegamos na clínica e o médico já tava esperando a gente. Acho que os meninos tinham marcado uma nova consulta. Entramos na sala e ele faz uma transvaginal, que agonia, juro!
Consegui ver um pouco do rostinho do meu bebê, muito lindinho, cara. O narizinho do papai, a boca... Nada meu, juro que raiva! Mas como não dava pra ver direito por ser muito novo, tem chances dele nascer parecido comigo.
Vejo o médico fazer uma cara estranha e movimentar um pouco o aparelho dentro de mim, isso me deixou muito preocupada.
Luna: Tá tudo certo com ele né? Ele tá bem, doutor? – falo muito preocupada.
Médico: Eu acho que são eles...