EPISODIO QUINZE

1660 Words
Oh merda! Eu estava recebendo fichas de verdade. eu alonguei o momento de estar agachado para tê-lo bem fixado ali, exatamente onde ele queria. "Você não precisa me elogiar," murmurei, virando-me para olhar para ele. Vou deixar você comer o macarrão com a vodca mesmo. Nós dois rimos. Com ele, passei o dia rindo. Foi a coisa mais natural do mundo. Continuamos a fofocar sobre o que a comida tinha acabado de fazer e ele me ajudou a levá-la para a mesa. Um cavalheiro. Durante a refeição estava tudo ótimo. Conversas, elogios da parte dele com todas as dissimulações possíveis, piadas... — Você está sempre tão atento ao seu celular ou só quando tem visitas? ele perguntou de repente. A verdade é que eu ficava olhando para ele com medo de que algum convite para jogar aparecesse enquanto ele estava com Júlio. "Desculpe, desculpe," eu me desculpei fazendo cara de cachorrinho. Estou esperando uma mensagem que não acabou de chegar. Eu estou deixando isso. Coloquei o telefone de cabeça para baixo e o melhor dos meus sorrisos no rosto. "Está tudo bem, mulher", ele dispensou. É que fiquei chocado ao ver você olhar para ele tantas vezes enquanto conversávamos. Pelo menos você não perde o fio quando faz isso. Foi quando ele começou a contar que Sandra passou o dia todo olhando o celular e não sabia o que ele falava. Sabe o que eu menos queria falar com ele? Exato. De Sandra. Foi minha culpa por estar tão presa no maldito telefone. Aquele jogo estava me deixando um i****a. Eu finalmente tinha um homem bonito em minha casa, só nós dois, e eu estava olhando para o meu telefone. E eu não me preparei. E ela não colocou nem um pouco de perfume em mim. para me matar "Vou trazer o mil-folhas para que você me perdoe", menti. Na verdade, era para parar de falar da ex dele. "Desculpe", disse ele assim que voltei para a sala. eu comecei a falar sobre Sandra. Sinto muito. "Está tudo bem, cara," eu menti novamente. É lógico. Está muito recente. "Não", ele negou enfaticamente. Quando você está com uma garota, a última coisa que você deve fazer é falar sobre outra garota. "Quando você está com um cara, a última coisa que você deve fazer é olhar para o seu telefone", respondi, procurando uma piada que não surtisse efeito. desejado. "Acho que estamos os dois com a cabeça em outro lugar", resumiu. E esse foi o fim do meu encontro com Julio. Para i*****l. A atmosfera mudou sem que eu percebesse e passou de flerte para sair. Mal muito m*l. Essas oportunidades poderiam ser dadas apenas uma vez com uma pessoa. Eu me conformei com aquela conversa amigável sobre sobremesa e café e ele saiu cedo demais dizendo que tinha que ir para a casa de sua mãe. Se um homem prefere estar com a mãe dele do que estar com você, você está acabado. Não havia nada a ver com Júlio . Eu me senti péssimo quando a porta se fechou. Ele realmente teve um problema com o maldito telefone? Para verificar, coloquei para carregar no meu quarto e comecei a assistir uma série na TV. Eu sempre ri de como Sofi era viciado no maldito dispositivo e não queria acabar do mesmo jeito. Claro que eles mandavam mensagens para ela e ela tinha algo a ver com ele além de ver se chegava alguma coisa. Não podia ser que eu tivesse me tornado um viciado em telefone. Um viciado em jogos de azar. Um viciado em sexo? Bem, esse último não soou tão r**m. Custou-me suar, mas consegui passar uma hora inteira, dois capítulos, sem ir olhar. Aproveitei uma ida ao banheiro para ficar de olho, mas nada tinha acontecido. Isso me motivou a continuar assistindo TV. Sim. Uma tarde de domingo e eu estava assistindo TV. Se eu tivesse conseguido o número do Sergio ou não tivesse sacaneado o Julio, teria sido muito diferente. No final do dia, só consegui verificar cinco vezes para ver se alguma mensagem havia chegado, mas tive que segurar cerca de quinhentas. Eu realmente tive um problema. Eu nem sentia necessidade de sexo. Não depois da noite passada. Não foi o sexo que me chamou para aquele jogo, mas o jogo em si. Sabendo que eles iriam me testar para ver se eu ousaria fazer algo e ultrapassar meus próprios limites. Na verdade, esses limites foram estabelecidos por mim mesmo. Bem, e muitos filmes românticos, é claro. Mas quando você ouve uma amiga dizer que fez sexo no banheiro de um bar com um estranho, você sempre fica chocado. você está escandalizado, mas No fundo você acha que gostaria de ser o tipo de mulher capaz de fazer essas coisas. Bem, eu era essa mulher. Era quase hora do jantar e Sofi não tinha aparecido. Com certeza a tarde dele foi melhor que a minha. Eu ainda estava morrendo de vontade de olhar para o meu telefone, então decidi ocupar minha mente com algo. Comecei a tentar saber quem eram os organizadores do jogo e, sobretudo, o que ganhavam com isso. Já tinham me dado seis mil euros pelo rosto. Bem, não por causa do rosto, você sabe o que quero dizer. Tinha que haver uma razão e eu não conseguia ver. A primeira coisa que fiz foi verificar se as notas tinham números de série consecutivos. Nada para riscar. Eu tinha visto muitos filmes. Também não consegui encontrar nenhum crachá ou texto nas embalagens. O papel das cartas também não tinha nada que me valesse e a caligrafia era de impressor. Impossível deixar algo claro. As máscaras não me trouxeram mais informações. Não lhes ocorreu deixar uma etiqueta dizendo onde foi feito, é claro. Outro beco sem saída. Graças à chegada de Sofi em casa, parei de brincar para não conseguir nada. Jantamos juntos e assistimos a um filme horrível, mas não prestamos muita atenção nele. Ele riu da minha desgraça com o Julio e que ele acabou indo com a mãe dele, me disse que m*l conseguia andar depois da sessão de sexo com o Rod e, basicamente, ficamos uma hora e meia só conversando. Ele gastou quase todos os segundos livres procurando informações na rede sobre aquele jogo. O bom da internet é que ela tem de tudo. O r**m da internet é, claro, que ela tem de tudo. Foi muito difícil esclarecer alguma coisa naquela miscelânea em que havia de tudo, desde reuniões para jogadores de videogame até conselhos para pais que não querem brincar com os filhos. Mesmo assim, fui paciente e fui visitando os links que pareciam mais promissores ao longo da semana. Tudo teria sido muito mais fácil se, como nos filmes, eu pudesse pedir um mandado para me dizer quem tinha aquele site. Ou se tivesse o típico colega geek capaz de entrar no computador do presidente sem pestanejar. Eu não era policial e não tinha amigos como aqueles, então tudo que eu precisava fazer era gastar tempo, paciência e energia revisando os mais de nove milhões de resultados que o mecanismo de busca havia me oferecido. Por outro lado, ainda não havia notícias deles. Sempre carreguei minha máscara na bolsa e esperava que a ligação dela chegasse a qualquer momento. Ela não tinha certeza se estava mais obcecada em obter informações ou jogar. Ele já havia atingido limites muito altos. Eu pude participar de um trio em vestiários públicos e fiz sexo no banheiro de um bar, mas algo me disse que isso era apenas um aquecimento. No trabalho, eles chamaram minha atenção por olharem meu telefone durante o horário de trabalho. Eu nunca fazia isso enquanto atendia ligações, mas isso parecia pouco importar para a lesma Yolanda, minha gerente de plataforma. Tive uma conversa fiada de dez minutos no final do dia antes de ele me deixar ir para casa. Prometi manter o telefone desligado. Eu menti. Coloquei embaixo das coxas para sentir se vibrava quando chegava uma mensagem ou ligação e pronto. Eu certamente não deixaria Yolanda olhar para minhas coxas. Sofi, no entanto, não parecia ter notado nada. Passávamos o tempo juntos à noite, assistindo séries ou o que quer que passasse na TV. Não me pergunte como, mas quase sempre acabávamos assistindo Bones. Estávamos perdendo metade dos capítulos, mas isso era o de menos. Eles eram divertidos e se ele não ligasse muito para você, você começava uma conversa. Ela ela foi a única que não me disse que estava olhando muito para o telefone. Acho que porque ele olhou para ele tanto ou mais do que eu. Conversando com Rod, é claro. E eu olhando a maldita tela ou seguindo links que não me levavam a nada útil. Na tarde de quinta-feira, logo após voltar para casa, o porteiro foi chamado. Assim que me disseram que era um carregamento para Ruth Asensio, eu sabia que era deles. Abri e imediatamente chamei um táxi. Eles me garantiram que ele chegaria em cinco minutos. Eu esperava poder mantê-lo por tanto tempo. Quando a campainha tocou, não abri. Fiquei na sala mordendo a unha do polegar. Eles ligaram novamente e eu olhei para o meu relógio. Nem dois minutos se passaram. -Um momento! Eu gritei. Eu estou indo agora mesmo! Eu continuei olhando para o relógio. Os nós dos dedos bateram na porta e Amaldiçoei baixinho. "Quase lá!" Eu soltei a plenos pulmões. Espere um minuto, o que Eu estava sem roupa! Em um esforço e******o de imaginação, fui até a pia e molhei meu cabelo. Faça parecer que você acabou de sair do banho. Boa ideia. Assim, o pobre mensageiro não suspeitaria que ele o estava convidando a segui-lo. Que absurdo. -Já vou! Eu repeti, aproximando-me da porta. tinha sido quatro minutos. Quando abri, encontrei o mesmo entregador da última vez olhando para o telefone. Acho que ele ia avisá-lo para não abrir. Ele ficou surpreso que apareceu e guardou o telefone.
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