EPISODIO ONZE

1100 Words
"Sério," eu insisti. Pergunte a si mesmo uma coisa, eu vou te convidar. E fique um pouco mais se o seu parceiro não se importar. "Eu vim sozinho", Sergio corrigiu. "Então você é do tipo que deixa sua namorada em casa e sai pra balada pra salvar mulheres indefesas, hein?" Deixei escapar para tentar ver se ele estava livre. Nem mesmo um táxi! Ele não usava anel em nenhum dedo, isso já havia sido verificado. "Não tenho menina para deixar em casa", negou, recebendo a cerveja que havia pedido. Mas salvar mulheres indefesas é sempre bom. Você é uma mulher indefesa? "Eu tenho um spray de pimenta na minha bolsa, mas me deu alguma coisa use-o aqui,” eu contra-ataquei. Nós dois rimos e começamos a conversar um pouco sobre tudo. Sofi continuou flertando com seu ex, mas eu não me importava mais. Sergio era um cara divertido e doce, não o típico babaca de discoteca. Ele ouvia mais do que falava, mas sempre tinha um ponto de humor para cada assunto. Ele me fez rir. Vamos ver, não vá muito longe. Ele não estava me entendendo, mas eu me senti muito bem com ele. Ele era um cara com quem eu não me importaria de acordar depois de uma noite de sexo alcoólico. Eu estava grogue olhando para a covinha em seu queixo enquanto ele falava comigo quando meu telefone vibrou no bar no caso de Sofi ligar para reforços. Não era Sofi. Era uma mensagem de um número desconhecido que continha apenas três palavras para criar a última pergunta que eu queria ver naquele momento: você quer jogar? Merda! Só tive que receber essa mensagem quando estava com um homem interessante e divertido, tendo o melhor tempo na companhia masculina nos últimos meses. Resolvi ignorar, mas não funcionou. Três minutos depois, recebi outra mensagem dizendo que se eu não atendesse, o jogo terminaria. Como ele pode ter me pego no banheiro! "Responda", disse Sergio com um de seus sorrisos tímidos. Pacífico. Sem problemas. "Desculpe," eu me desculpei fazendo uma cara de cachorrinho. Você queria jogar? Não naquela época. Mas ou era então, ou nunca seria. Aquele maldito jogo era como uma droga. Passei o dia querendo jogar. A toda hora. Até criei desafios divertidos. A mim! Eu não poderia deixá-lo ir. Eu respondi. Sim, mas estou num bar. Eu não conseguia nem colocar meu telefone no bar antes de vibrar novamente. Eu bufei para que Sergio pensasse que isso estava me incomodando. Eu li a mensagem. Eu sei. Vá para o banheiro masculino. Entre na terceira porta e espere. Lá? Eles queriam jogar ali mesmo? Ok, eles gostaram um pouco de situações... Um pouco mórbido, mas um banheiro de bar era muito exagerado. Os vestiários, pelo menos, estavam vazios. De qualquer forma, eu estava esperando por isso há muito tempo. Morrendo por isso. Eu queria jogar e queria receber um novo desafio que me colocasse em cem. Antes de dormir e logo ao acordar, sempre pensei em aqueles testes. Ele até sonhou com eles uma vez. Com estar filmando Sofía e Rod, voltando para aquele vestiário e entrando na cena no metrô. Eu não poderia deixá-lo ir. Pedi desculpas ao Sérgio dizendo que precisava ir ao banheiro. Ele provavelmente pensou que eu queria ir falar com quem quer que estivesse me escrevendo. Talvez ele até pensasse que era um ex pesado. Pobre o****o. Eu assegurei a ele que voltaria logo e fui para onde eles tinham indicado. Estava totalmente vazio. Por sorte. O feminino não tinha fila do lado de fora, então consegui entrar no que não me correspondia sem que ninguém me olhasse m*l. Eu estava com pressa, mas não pude deixar de me surpreender com a limpeza e brilho de tudo, mesmo a essa hora da noite. Eu vi uma fileira de portas à direita. Abri a terceira e fechei com pressa. Consegui chegar lá sem ter que inventar nenhuma história. Pensei até em dizer que era um homem que ainda não tinha feito cirurgia e não queria confusão no banheiro feminino. Coisas malucas que vêm à mente quando você está nervoso, sabe? Por um lado, queria que o jogo se soltasse e me visse envolvido naquilo que não podia e não queria controlar. Por outro lado, não parava de pensar em correr até o bar para continuar conversando com aquele engraçadinho. E bonito. Vamos ver, ele não era muito bonito, mas você não conseguia parar de olhar para ele. Se ele terminasse rápido, ainda poderia fazer uma dobradinha. O que ele com certeza não queria era ficar de fora do jogo. Baixei a tampa grande, que estava tão limpa como tudo o resto, e sentei- me à espera depois de enviar uma mensagem a dizer que estava feito. Não houve resposta. Alguns segundos depois, pude ouvir passos no banheiro. Alguém havia entrado. Eu esperei com meu coração em punho até a maçaneta da minha porta se moveu. Esperei sem sequer respirar e ele se moveu novamente. Claro, ele havia fugido. "Abra, Ruth", disse uma voz familiar do outro lado da linha. A voz de um homem. Do meu estranho do metrô. Eu quase desmaiei. Consegui me levantar e destranquei o trinco. A porta se abriu e lá estava ele. Camisa branca com dois botões soltos, calça social escura e sapatos de aparência cara. Ele entrou e fechou a porta atrás de si. Ele fugiu. Engoli em seco e, recuando, colidi com o copo. "Eu não sabia quando te veria de novo", eu disse depois de me recuperar da choque. Nossos corpos estavam muito próximos um do outro. "Quando você estava pronto para passar de nível," ele respondeu com fogo em seus olhos. Acho que ele tinha o mesmo desejo que eu. já espero você é "O que você quer dizer com ir de...?" -Eu comecei. coloque um dedo no meu lábios enquanto assobia. "Cala a boca," ele ordenou. Vire-se, tire a calcinha e me dê. Eu ia falar, mas me contive. Então isso foi passar de nível. Eu me virei no espaço confinado e levantei meu vestido. Algo dentro de mim me levou a bater em seu corpo. Senti sua ereção em minhas nádegas. Baixei a calcinha bem devagar e com as pernas trêmulas. No momento em que terminei, minha b***a nua estava pressionada contra ele e meu t***o parecia mais duro do que antes. Eu os ofereci por cima do ombro. "Aqui", eu disse, fingindo uma segurança que estava longe de sentir. Ele rezou para que o desafio não parasse por aí. Tirar a cueca de um homem é bom, mas eu queria mais.
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