Capítulo 1

1095 Words
Bernardo Morgan Termino de revisar mais um relatório de um dos casos que irei advogar. Um pai abandou sua filha de 2 anos para viver com uma amante, deixou a mãe na miséria, e está se recusando a pagar pensão, fora as ameaças que a Sra. Betines vem recebendo dele. Eu me pergunto, como pode existir pessoas assim? A mãe da criança me procurou, porque ouviu falar que eu era um excelente advogado, mas ela disse que não tinha condições de pagar pelo meu serviço no momento, que quando arrumasse um emprego me pagaria tudo. Eu peguei a causa dela, mas disse que a ela que não ia aceitar nenhum pagamento da parte dela, só quero que a justiça seja feita. Depois que terminei de ler o relatório do caso, decidi dá o dia por encerrado e fui para casa. Eu tenho um apartamento que ganhei de presente dos meus pais quando completei 18 anos, mas eu gosto de ficar na casa dos meus pais. Eu só uso meu apartamento quando quero relaxar um pouco, jamais levaria nenhuma mulher para casa dos meus pais. (...) Estaciono o carro na garagem e suspiro. Estou muito cansado, o dia hoje foi puxado. Assim que entro em casa, vejo minha família toda reunida na sala e percebo também a presença da Maysa, ela é a melhor amiga da Alicia, um doce de pessoa, posso até dizer que ela é uma das minhas melhores amigas, digo uma das, por que minhas irmãs são minhas melhores amigas. — Oi meu bebê. Minha mãe diz me abraçando. — Oi mãe, eu não sou mais um bebê dona Sarah. Digo dando um beijo na sua testa — Pra mim, você sempre será meu bebê. Ela diz apertando minha bochecha. — Be, você me ajuda em um trabalho da escola? A Giovanna pergunta — Claro ruiva, depois do jantar eu ajudo você. Digo e vou terminar de cumprimentar meus irmãos e meu pai. — Oi Ali. Digo dando um beijo na testa da minha irmã. - Como foi seu dia? Pergunto — Ótimo. Ela diz e eu assinto sorrindo. — Oi Maysa. Digo abraçando minha amiga. — Oi Be, como você tá? Ela pergunta — Tô bem morena. Digo e ela sorriu. — Bom, vou tomar um banho. — Tá certo filho, te aguardamos para jantar. Meu pai diz e eu assinto já subindo as escadas. Afrouxo minha gravata assim que entro no quarto e retiro minha roupa no quarto mesmo, vou em direção ao banheiro usando apenas minha cueca box preta. Resolvo tomar uma ducha rápida. Saio do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e com outra secando o cabelo. Vou em direção ao meu closet e visto uma calça moleton com uma camisa pólo e desço para o jantar. (...) — Como tá o trabalho filho? Minha mãe pergunta — Tá indo bem, estou com um caso novo, tentarei marcar a audiência para o mais rápido possível. Digo. — Tá tendo problemas com esse caso? A Lorena pergunta — Não Lo, só quero que a justiça seja feita o mais rápido possível. Digo e ela assente — Vou falar com um amigo meu que é juiz, para ver o que ele pode fazer. Meu pai diz — Se precisar de alguma ajuda, eu tô aqui. A Alicia diz me olhando — Eu sei minha flor. Digo mandando um beijo no ar para ela. Tenho um carinho enorme pela minha irmã, digamos que somos muito apegados. Terminamos o jantar conversando coisas aleatórias. Agora, estamos todos sentados no sofá da sala enquanto contamos como foi nosso dia. — Be, me ajuda aqui. A Giovanna senta do meu lado com um caderno nas mãos e um bico no rosto. — O que deseja ruiva? Pergunto pegando o caderno da suas mãos. — Tô com um problema em matemática. Ela diz — Então, eu posso te ajudar Gio, sou fera em matemática, além de estudar arquitetura. O Lorenzo diz — Mas, você não é formado. Ela diz e ele faz cara de ser ofendido — Cabelo de fogo. Ele murmura — Ridículo Ela diz baixo Eles começam a trocar xingamentos baixinho e eu rio com isso. Quando estamos todos juntos, nossa rotina é essa. — PARE OS DOIS AGORA. Minha mãe grita já irritada — Ele que começou. A Gio diz apontando para o Lorenzo — Eu não quero saber quem começou. Ela diz. — Lorenzo e Lorena vão para seu quarto, amanhã vocês tem faculdade cedo, e você Giovanna faz logo essa tarefa e vá dormi também. Ela diz - Mas mãe, ainda tá cedo. A Lorena diz Minha mãe só faz olhar pra eles, tenho medo desse olhar dela. - Tá bom. Eles murmuraram A Ali e a Maysa estão olhando os gêmeos subirem as escadas de cabeça baixa. Elas estão segurando o riso. - Bom, eu já vou indo também. A Maysa diz se levantando. - Nos vemos amanhã Ali. Ela abraça minha irmã. - Não quer dormir aqui querida? Minha mãe pergunta - Não tia, meus pais estão me esperando. Ela diz - Eu vou te levar em casa. Meu pai diz Nos despedimos dela e ficamos só a Ali, Gio e eu. (...) Estou deitado na minha cama apenas com uma calça moleton, suspiro pensando nela... Como dizer para sua melhor amiga que é apaixonado por ela? Sinceramente não sei como dizer isso para a..... Sou despertado dos meus pensamentos com uma batida fraca na porta - Be, posso entrar? A Ali pergunta da porta do meu quarto. - Claro Ali. Digo Ela entra e deita comigo na cama. - Be, qual é esse seu novo processo que tá te preocupando? Ela pergunta se deitando nos meus braços, beijo o topo da sua cabeça. - É o de uma mãe que tá criando uma menina de 2 anos sozinha, o pai se recusa a pegar pensão. Digo - Que chato. Ela diz sentando na minha cama. - Amanhã tenho uma reunião com ela. Digo - Vai dar tudo certo maninho, você é o melhor advogado que conheço. Ela diz. - Modéstia a parte, eu sou um ótimo advogado mesmo. Digo e ela rir jogando um travesseiro na minha cara. - Seu b***a. Ela diz sorrindo Conversamos mais um pouco, sobre como foi nosso dia e depois ela foi para seu quarto. A Ali é minha princesinha, não que eu seja um irmão ciumento, mas eu jamais permitiria que ninguém machucasse ela. Eu fiz uma promessa que sempre cuidaria dela e dos meus irmãos e farei de tudo para cumprir.
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